Consulte a nossa lista de sócios e junte o seu nome a esta família.
QUEREMOS QUE SE MANTENHA POR PERTO.
Traga um amigo!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Baile de Mascaras na Acrenarmo dia 13/02/2009


Porque esperar pela 3ª feira para festejar o Carnaval se o podemos fazer no Sábado?

Queremos fazer uma festa bonita, bem-disposta e cheia da alegria que nos caracteriza, e para isso precisamos de ti e dos teus amigos.

Longe das discotecas, longe dos ambientes de confusão e como se de uma festa de família se tratasse, é esse o ambiente que se quer.

Vamos trazer amigos e dançar ao som da música dos anos 60, 70 e 80, misturada com a marrabenta e a indispensável e bem-disposta musica de Carnaval para foliar com os amigos.

Todos têm de trazer uma máscara na cara, ok?

Irá haver um prémio para a melhor máscara e para o melhor grupo.

O preço? É irrisório! Apenas 5€/pessoa e oferecemos uma bebida de cápsula.

O bar da associação tem o resto, sanduiches, bebidas, lareira, snooker, televisão, livros, jogos de mesa, brinquedos para as crianças, etc.

Que mais poderíamos querer?

SÓ A TUA PRESENÇA! Vem dai !!!
Caros amigos e sócios

Por motivos vários, deu-se a substituição de alguns elementos dos Orgãos Sociais.
Assim, a constituição dos Orgãos Sociais está constituida da seguinte forma:







Direcção da Acrenarmo

Paulo Batista.........................Presidente da Direcção
Lena Sapinho........................Vice-Presidente da Direcção
Dinis Marques.......................Tesoureiro
Teresa Malaquias..................1º Secretário
Graça Fernandes...................2º Secretário
Fábio Fernandes...................Vogal
Marco Fernandes..................Vogal
Rodrigo Paz..........................Vogal
José Carvalheira....................Vogal

Assembleia Geral da Acrenarmo
Ducílio Sapinho.....................Presidente da Assembleia Geral
Idílio Pereira..........................Secretário da Assembléia Geral
Isabel Batista.........................Vogal

Conselho Fiscal da Acrenarmo
Hermes Cruz.........................Presidente do Concelho Fiscal
Adelaide Cruz.......................Secretário do Concelho Fiscal


O presidente da Direcção
Paulo Batista

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Haiti


segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

ENCONTRO DOS EX-COMBATENTES EM MOÇAMBIQUE DO BATALHÃO DE CAÇADORES 1906 - 1967/69


CASA BEATO NUNO-FÁTIMA

DIAS 12/13 e 14 de Março de 2010

PROGRAMA

DIA 12-SEXTA-FEIRA:

Chegada dos participantes que optarem pela estadia nesta noite. Distribuição de alojamentos e pagamento das inscrições. Jantar.
21 Horas – Solenidades na Capelinha das Aparições seguidas da procissão de velas.
-Reservas sujeitas aos quartos disponíveis, sendo conveniente ligar já para o Hotel.

13-SÁBADO-

-10 Horas _ Cerimónias religiosas próprias do dia 13 com a procissão do adeus.
-16H30-Distribuição de alojamentos e pagamento de inscrições dos participantes que ainda não estão hospedados.
-17H00-Em memória do José Graça :- Lanche, com partilha de alheiras, presunto, paio, chouriças, queijos, bolas etc. que trouxerem os convivas.
O pão e regueifas são oferta da Padaria de S. Mamede de Infesta, do Albino Oliveira da CCS.
.-19H30-Jantar com a seguinte ementa: Sopa Juliana. Arroz de Peixe. Bifinhos com cogumelos. Pão. Vinho da casa. Água .Fruta da época.
-21H00- NOITE AFRICANA
-Espectáculo BATUQUE E KIZOMBA por DOMKIKAS e convidados. Música africana e brasileira para dançar.

DIA 14-DOMINGO:

- 08H00 ás 10H30 –Pequeno - almoço. Tempo livre.
-10H00 ás 11H00-Levantamento e pagamento das senhas e inscrições para o almoço.
-11H00-Celebração da Missa na Capela da Casa Beato Nuno, cujo ofertório reverte, como habitualmente, a favor das Missões em Moçambique.
Participação do coro das Irmãs CONFHIC.
-12H00 -Fotografia do Grupo e individuais nos Jardins, junto ao nosso Brazão.
-13H00 –Almoço com a seguinte ementa: Canja. Bacalhau à casa. Lombo estufado com guarnição. Pão. Vinho. Águas. Café, incluído. Bolo de aniversário, com estandarte e 3 Garrafas de Espumante.

INSCRIÇÃO - Por participante incluindo convidados ,excepto crianças 5,00€

-Leilão e venda de artigos a favor das Missões.
-Dormida e pequeno-almoço 26,00€
Pensão Completa 46,00 €
Meia Pensão 36,00€
Refeição de Domingo 20,00 €

Reservas:Todas as informações referentes a alojamento e refeições serão prestadas pela:
CASA BEATO NUNO- Av.ª Beato Nuno, 271-Apartado 4-2496-908-Fátima
Telefone 249530 230-c.b.nuno@mail.telepac.pt
Colaboram nesta organização: António Simão ,Domingos Quesado, António Teixeira.José Oliveira

COMISSÃO EXECUTIVA
Álvaro Oliveira de Matos tlm 936930658
José Manuel Campos tlm 919317404
António Teixeira Bilhó tlm 966850806
Endereço Postal: Ex-Combatentes do Batalhão 1906-Rua Manuel Mendes, 15-2780-001 Oeiras-Portugal
Tel 21 4439671 aomatos@netcabo.pt
Patrocina este programa a prestigiada firma do ex-camarada da CCS

RUI FERNANDES-ACTIVIDADES TAURINAS
CRIAÇÃO E VENDA DE CAVALOS E GADO BRAVO
VALE FETAL- CHARNECA DA CAPARICA

VIAGEM A MOÇAMBIQUE – NUMA ORGANIZAÇÃO DA ‘ACRENARMO’

De 5 a 13 de Abril de 2010 – Maputo Preço total desde 995 € com opções de visitar Inhaca; Kruger Park, Bazaruto; (voo Ibéria)
Maputo/ Pemba com estadia no Hotel Pemba Resort (para milionários) 1900 €
Maputo e Beira 1610 €
De 3 a 13 de Abril de 2010- 11 dias /10 noites: Maputo-Beira-Nampula-Ilha de Moçambique-Zongoene-Inhambane 3648,81 € ( voo TAP)
Informações Tlm 936930658. ou http://www.coimbratur.com/viagem/moçambique/acrenarmo.aspx

NOTICIA:

90º aniversário do nosso Comandante Ten. Coronel Guardado Moreira.
Vamos organizar um almoço em Castelo Branco em 18 de Novembro de 2010(5 Feira).
Inscrições junto da comissão no encontro em Fátima.

PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA E ACRENARMO



ENCONTRO EM LISBOA


Aproveitando a presença em Lisboa do director de desenvolvimento turístico do Parque Nacional da Gorongosa, Dr. Vasco Galante, envolvido nos trabalhos da representação do mesmo Parque na Bolsa de Turismo que tem estado a decorrer e terminou hoje na FIL, o presidente da Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e ex-residentes de Moçambique, Paulo Batista, teve um encontro com este responsável com o propósito de lhe transmitir a disponibilidade da ACRENARMO de promover junto dos seus associados a divulgação deste importante santuário da vida bravia de Moçambique e, também, sugerir o estudo de possíveis formas de cooperação entre as duas instituições.

Esta louvável iniciativa do presidente da ACRENARMO, vem na sequência de uma nova política da direcção que o mesmo encabeça há pouco mais de um ano, que é a de alargar a acção da associação a um campo cada vez mais vasto de actividades, dando primazia sobretudo aquelas que permitem uma maior aproximação dos naturais e ex-residentes de Moçambique à terra onde nasceram e viveram.

Esta abordagem permitiu a ambas as partes identificar algumas das possíveis formas de cooperação, que podem ser concretizadas num futuro próximo, nomeadamente as que envolvem acções de solidariedade e dentro destas as relacionadas com as crianças das regiões periféricas do Parque, em idade escolar e que são em número de muitos milhares, praticamente todas elas carenciadas de material escolar e de roupas. Numa escala diferente, mas ainda em relação à juventude que vive no interior, o Dr. Vasco Galante enumerou casos de jovens filhos de camponeses que completaram já a 12ª classe, e muitos deles falando até inglês, que estão privados de continuar a estudar porque os seus pais não têm posses para os manter na cidade da Beira, onde há Universidade. Esses jovens, muitos deles de inteligência acima da média, estarão condenados a uma vida idêntica à dos seus progenitores, de pobreza e de carências de toda a ordem uma vez que a única entidade empregadora da região é o Parque e este já tem os seus quadros super lotados!

Uma outra área onde a ACRENARMO pode colaborar, é na mobilização de pessoas interessadas em apoiar o projecto de restauração da Gorongosa, sensibilizando-as a contribuírem com fundos para a compra de animais que é necessário serem ali reintroduzidos, como são aquelas espécies que mais foram dizimadas e cuja recuperação natural se constata não ser viável, como é o caso das Zebras, Gondongas, Elandes, Bois-Cavalo e até Búfalos. Em relação a esta última espécie, referiu o Dr. Vasco Galante, há já um caso concreto de angariação de fundos (4.000,00 €), para compra de dois búfalos, efectuada por crianças de uma escola de Braga que ficaram muito sensibilizadas depois de assistirem a uma exposição de fotografias, palestra e filmes da Gorongosa.

Foram ainda abordadas outras formas de cooperação, como cedência de fotografias e outro material informativo do Parque para exposição e distribuição pela ACRENARMO, assim como eventual apoio do Parque aos visitantes que ali forem através desta associação.

Naturalmente que este encontro foi a primeira de futuras abordagens que poderão conduzir a resultados satisfatórios para ambas as partes, considerando que o Parque Nacional da Gorongosa é um dos mais desejados locais de destino das pessoas que visitam Moçambique e, também, que a ACRENARMO (única associação de naturais e ex-residentes deste país) está empenhada em proporcionar aos seus associados, sem qualquer interesse financeiro, viagens ao país que foi berço de muitos milhares de portugueses, a maioria esmagadora dos quais preserva o grande amor por essa terra e grande amizade pelo seu povo! Ao mesmo tempo, a sua acção como coordenadora dessas viagens e também como sensibilizadora de acções de solidariedade, podem conduzir a resultados muito positivos para minorar as carências dessas crianças que vivem no interior do país, ou outras formas de apoio como acima se ventilou.

Como recem associado e admirador do projecto da actual direcção da ACRENARMO, naturalmente que patrocinei e estive presente no encontro de ontem na BTL e disponho-me a colaborar nas acções aqui referenciadas caso cheguem a bom termo as futuras conversações entre as duas partes.

Aproveitando também a presença no pavilhão de Moçambique na BTL do Embaixador deste país em Portugal, Dr. Miguel Mkaima, Paulo Batista teve um breve encontro com este respeitável diplomata a quem transmitiu a disponibilidade da ACRENARMO de colaborar com a sua Embaixada, atitude que foi muito apreciada e reciprocamente correspondida!

Seguem-se algumas fotos que registaram momentos desses encontros na BTL:



Paulo Batista, Vasco Galante e Celestino Gonçalves no pavilhão de Moçambique




Os mesmos no início do encontro ACRENARMO/PNG




Momento em que Vasco Galante mostra arquivos do Projecto de restauração do PNG




Continuação de apresentação de dados do Projecto do Parque




Paulo Batista, Dr. Miguel Mkaima (Embaixador de Moçambique), Vasco Galante e Celestino Gonçalves




Vasco Galante mostra ao Embaixador a reportagem da cerimónia de apresentação do documentário "Africa´s Lost Eden", realizada na BTL no passado dia 14




Paulo Batista troca cartões com a funcionária da Embaixada de Moçambique, Drª Filomena Malalane




Outro momento do contacto de Paulo Batista com a Drª Filomena Malalane




Celestino Gonçalves com a Drª Filomena Malalane




Paulo Batista colhendo informações junto das assistentes do Pavilhão de Moçambique




Paulo Batista, Matos Dinis (um admirador do Projecto de restauro do PNG) e Celestino Gonçalves




O consagrado músico Otis em actuação no Pavilhão de Moçambique




Momento de cultura no Pavilhão Moçambique



Saudações amigas!

Amor - Leiria, 17 de Janeiro de 2010

Celestino Gonçalves

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O PARQUE NACIONAL DA GORONGOSA DE NOVO NA BOLSA DE TURISMO DE LISBOA

O SALVADOR DA GORONGOSA

"Greg Carr, o multimilionário que inventou o voice mail, apresenta esta terça-feira, em Lisboa, um documentário sobre o parque natural de Moçambique, em cuja reabilitação vai investir 24,7 milhões de euros. Em Novembro de 2006, a VISÃO visitou aquela reserva e conversou com o filantropo. Leia ou releia a reportagem e veja a galeria de fotos J. Plácido Júnior 12:14 Terça-feira, 12 de Jan de 2010



Greg Carr

Um homem louro, de faces rosadas e estatura média, calcorreava o aeroporto da cidade da Beira de T-shirt desajeitada e calções. Quanto a nós, procurávamos um multimilionário, de que só sabíamos o nome. Surpresa: aquele quarentão descontraidíssimo era mesmo Gregory Carr, o filantropo que se propõe gastar 36 milhões de dólares (24,7 milhões de euros) na reabilitação do Parque da Gorongosa, 3 770 quilómetros quadrados na província de Sofala, no centro de Moçambique, que noutros tempos acolheram a maior densidade de animais em África. Ali ocorreram dos mais encarniçados combates entre as tropas do Governo da Frelimo e os guerrilheiros da Renamo, ao longo dos 16 anos de guerra civil (que terminou em 1992), a que se juntaram a caça furtiva e a fome. Resultado: grandes mamíferos dizimados em mais de 95%, e os 54 diferentes ecossistemas largamente afectados. Quando demos por ela, já estávamos a voar no helicóptero, com cinco lugares, de Greg Carr, 47 anos. Com o seu computador portátil ao colo e aberto, ao lado do piloto, ele aproveitou a breve viagem, de menos de meia-hora, para desfiar uma torrente de assuntos a dois colaboradores, através do circuito interno de som. Não escondeu a sua insatisfação quanto ao que nos pareceu ser o planeamento financeiro do projecto. Mas, chegados à Gorongosa, distribuiu alegremente guloseimas por um magote de miúdos. Naquele dia, faltou-lhe tempo para levar alguns dos catraios numa volta de "heli", como, asseguraram-nos, faz com frequência. Imagine-se aqueles filhos da pobreza extrema a sobrevoar o parque, quando, muito provavelmente, nem sequer de automóvel ainda andaram!... Puro marketing? Arriscamos a negativa. Empurrão dos Kennedy

"Não é dos que põem cá um dólar, para levar um dólar e meio", acredita um moçambicano do seu staff. A verdade é que Greg Carr ganhou a confiança de figuras como o escritor Mia Couto, 51 anos, que trabalha no projecto enquanto biólogo. Em 2004, o então Presidente da República, Joaquim Chissano, abriu as portas da Gorongosa à Fundação Carr (instituição sem fins lucrativos que Greg criou em 1999), para uma gestão a 30 anos do parque, em conjunto com o Ministério moçambicano do Turismo. Por detrás, estiveram os Kennedy. Expliquemo-nos: foi num encontro promovido pela mítica família de JFK que Greg Carr conversou com Carlos dos Santos, à época embaixador de Moçambique na ONU e um dos diplomatas africanos mais ouvidos em Nova Iorque e em Washington. "Pediu-me para ajudar na luta contra a pobreza", conta o multimilionário.Quando chegou à Gorongosa, com a sua majestosa serra, onde nascem os rios que irrigam a reserva, ficou boquiaberto: "É isto", lembra-se de ter dito. "Não preciso de ver mais nada." No acampamento de Chitengo, Greg Carr parece o homem mais convicto do mundo.

"Este parque tem potencial suficiente para ser a máquina económica impulsionadora do desenvolvimento do centro de Moçambique." É de crer no veredicto, quando vem de alguém que, acerca do seu enriquecimento precoce, singelamente nos diz: "Tive uma ideia que se chama voice mail." Já iremos à explicação do jackpot. Só para reforçar a nossa negativa quanto ao "puro marketing", diga-se já que o multimilionário vive numa tenda (os bungalows destinam-se aos turistas que começam a aparecer), com uma cama e uma casa-de-banho, e o seu duche, ao contrário do dos clientes, é de água fria e fraca pressão. Ao ritmo do sol africano, levanta-se às cinco/seis da manhã e deita-se pelas oito/nove da noite. No dia seguinte à nossa chegada, cruzámo-nos com ele em Chitengo, a caminhar de computador portátil numa mão. Demos-lhe conta do principal resultado do safari madrugador - tínhamos visto sete leoas, certamente já saciadas, porque deixaram em sossego antílopes que circulavam por perto. Ergueu os braços, a vitoriar o avistamento. Fonte de regozijo é também o progressivo regresso de elefantes ao parque. Búfalos, há-os igualmente. Recentemente, Greg Carr comprou 54 ao sul-africano Kruger Park, gastando na operação 100 mil euros. Mas a reintrodução de bichos vai continuar, pelo menos, até 2015, obrigando ao dispêndio de muito, muito dinheiro pela Fundação Carr na aquisição de animais - mais búfalos e elefantes, zebras, gnus, hipopótamos, cudos, elandes, rinocerontes... [Com os pássaros, não tem de se preocupar: existem mais de 400 espécies na reserva.] A isto somam-se 14 milhões de dólares (9,6 milhões de euros) destinados à construção de estradas, pontes, edifícios (incluindo um centro de investigação científica) e uma nova pista de aviação. Serão quatro anos a todo o vapor, até 2010, quando se realiza o Campeonato do Mundo de Futebol na África do Sul, motor de que Greg quer tirar partido para que a Gorongosa atinja, no mínimo, 50 mil visitantes/ano. De Harvard para o mundo O nosso homem é oriundo de um quase obscuro Estado no Noroeste dos EUA, Idaho, sobretudo conhecido como "terra das batatas". Na Universidade estadual do Utah, ao invés de dois dos seus seis irmãos, que ali cursaram Direito, de estatuto mais comparável ao do pai, cirurgião em Idaho Falls (cidade-natal da família), Greg tirou História, em busca dos "ideais nobres do passado". Dispensou o apoio familiar, arranjou um quarto emprestado na casa de uma velhota parcialmente cega, contra a promessa de lhe ler alto os jornais, e conseguiu um emprego nocturno num resort local. Depois, para seu próprio espanto ("Sou do Idaho, santo Deus", comenta, a propósito), foi admitido na Escola Kennedy de Governação, na Universidade de Harvard, no curso de Relações Internacionais. A sua vida deu, então, uma grande volta. Em Harvard, criou um clube de empresários com estudantes da universidade e do também mítico MIT (Massachusetts Institute of Technology). As reuniões semanais prolongavam-se pela madrugada, e as ideias para novas firmas nasciam como cogumelos. Greg Carr acabou por se aproximar mais de Scott Jones, um cérebro made in MIT. O jovem de Idaho (estamos na década de 1980), que guiava um Datsun a cair de podre, anteviu suculentas oportunidades a partir do momento em que o Governo federal quebrou o monopólio telefónico da AT&T e, do mesmo passo, pôs fim à proibição de novos serviços para os clientes. Entrou em campo a tal "ideia que se chama voice mail", a que rapidamente se seguiram o fax e o reencaminhamento de chamadas. Greg e Scott formaram a Boston Technology, e gastaram todo o Outono de 1988 a inventar um sistema de correio de voz com uma capacidade 20 vezes superior à dos então existentes. Melhor explicado: Greg arranjava investidores entre familiares, amigos e quem estivesse interessado em arriscar num produto nunca concebido; Scott tratava do software, acompanhado de uma trupe do MIT. Clientes: a Bell Atlantic e os seus 50 mil telefones residenciais.O sistema e o negócio não podiam ter corrido melhor. No momento seguinte, a Boston Technology já trabalhava para 12 das 20 maiores companhias telefónicas do mundo - dominava os mercados norte-americano e japonês, e entrava na América Latina. Num ano, as receitas passaram de 2,5 para 25 milhões de dólares (17,2 milhões de euros), e a companhia ingressou na bolsa. Greg Carr era, desde o princípio, presidente do conselho de administração e um dos principais accionistas. Até que, em 1998, a israelita Comverse comprou a Boston Technology por 800 milhões de dólares (mais de 550 milhões de euros). Aos 39 anos, o filho mais novo do cirurgião Carr, de Idaho Falls, tornava-se multimilionário. Mas quanto ganhou, exactamente? "Muito mais do que precisava", responde o felizardo, na noite de Chitengo. Okay. Dois anos antes do jackpot, Greg tivera outro golpe de asa. Com a Internet ainda na idade medieval, convenceu investidores a comprar, à IBM e à Sears, um moribundo fornecedor de serviços virtuais - a Prodigy. Esteve à frente da empresa apenas o tempo suficiente para a ressuscitar e rendibilizar. E que solução inventou ele? Virou-se para África, que a concorrência olimpicamente ignorava, e pôs o continente negro on-line. Simples.Só lhe falta procriar Moçambique ainda estava longe. Antes do país de Samora Machel, a Fundação Carr gastou fundos num Centro de Direitos Humanos, em Harvard (18 milhões de dólares/12 milhões de euros), e num museu em Idaho (2 milhões de dólares/1,3 milhões de euros). Na Gorongosa, Greg quer chegar, em 2010, a 39 milhões de euros de receitas anuais, pelo menos. Mas tem um compromisso com as populações que vivem nos limites e dentro da reserva - no mínimo, 100 mil pessoas: 20% do encaixe é para melhoramentos nas suas aldeias. Pretende criar mil empregos directos; os indirectos são incalculáveis. Também não esquece a componente de luxo, que considera essencial para a rendibilização do projecto. E, claro, leva o assunto tão a sério quanto isto: "Os objectivos que tinha anteriormente são os mesmos de agora - erguer uma organização, trabalhar com as pessoas. Gerir um parque como este é um negócio. Penso muitas vezes, aliás, em como é similar com os que tive." Telefonicamente, o secretário de Estado português dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, 42 anos, amacia-lhe a farda de executivo puro e duro. "Greg Carr reúne uma configuração muito rara: é um idealista prático e pragmático, e, ainda por cima, está disponível para usar o seu próprio dinheiro." Por isso, ao conhecê-lo, o governante de imediato arranjou maneira de o ajudar: pô-lo em contacto com o Instituto de Investigação Científica e Tropical, que possui um património único de estudos geográficos e geológicos da Gorongosa, e ainda desencantou cerca de 300 mil euros, do erário nacional, para apoiar iniciativas portuguesas adequadas ao projecto educativo que o norte-americano tem para a região.Greg Carr já conhece como poucos a Gorongosa. Quando é surpreendido por algum recanto desconhecido, manda o "heli" poisar e ordena: "Venham buscar-me daqui a três horas." E embrenha-se na selva, sempre acompanhado pelo seu inseparável braço-direito, o português Vasco Galante, 50 anos. Ao descobrir as quedas de água do rio Mussapassa, por exemplo, Vasco apanhou um enorme susto: de surpresa, o multimilionário mergulhou, vestido, sem pensar em crocodilos ou em cobras. Quanto aos régulos, os chefes das aldeias, trata-os a quase todos pelo nome.Solteiro sem "tempo para a vida pessoal", falta-lhe contribuir, como a sua mãe não se cansa de lhe lembrar, para a legião de netos - e são já 15. Quem sabe se Moçambique resolverá esse problema a Greg?

VEJA A GALERIA DE FOTOS DESTA REPORTAGEM

Nota: Link para o site do Parque da Gorongosa, onde encontra o trailer do documentário "Africa's Lost Éden", que começará a ser exibido nas televisões de todo o mundo a partir do próximo mês e, posteriormente, lançado em DVD: http://gorongosa.net/ "

(FIM DE CITAÇÃO)
(TEXTO E FOTO EXTRAÍDOS DO SITE DA REVISTA VISÃO)


Acrescentamos a este texto mais um dado: A projecção do mencionado documentário "Africa´s Lost Éden", terá uma segunda sessão na próxima Quinta-Feira, dia 14, pelas 16,00 horas, no Auditório da BTL, Pavilhão 3, na FIL.

Saudações amigas!

Amor-Leiria, 12 de Janeiro de 2009



Celestino Gonçalves

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Histórias de um passado em Moçambique - Bispo da Beira, D. Sebastião Soares de Resende



Vivi sempre na Beira, onde nasci, por isso em 21 anos tenho algumas histórias que se passaram na minha vida, mas de momento recorreu-me uma muito marcante na minha memória: a morte do Bispo da Beira, D. Sebastião Soares de Resende...


D. Sebastião foi sempre para a minha Família uma personalidade distinta pela sua humanidade e pela sua inteligência. Lembro-me das missas celebradas pelo mesmo, assim como as visitas feitas a uma Escola Primária na Manga, apenas para negros e eu corria para o cumprimentar, ou seja,"beijar-lhe" o anel. Tinha sempre um gesto e palavra de carinho para comigo e irmãos....assim como para os meus Pais, pois casou-os pela Igreja!....

Ele sabia que estava doente com um cancro e que tinha vindo cá a Portugal fazer uns tratamentos, mas infelizmente em vão...Era uma pessoa tão humilde, que apesar de ter um ar-condicionado no seu quarto, nunca o utilizou, assim como nunca trocou o colchão de colmo, por um de "molas"(como dizíamos).

Certo dia, o meu Pai disse-nos que tinha uma triste notícia: a morte de D.Sebastião! Chorámos e apesar de miúdos, quisemos ir ao seu enterro...Lembro-me de o fazermos a pé e ao nosso lado, haver gente de várias raças e todos choravam...e o pior para mim foi vê-lo naquela campa rasa, que tinha pedido, para ser pisado por todos nós. Sempre que passava de carro rezava por Si e em 2000 quando voltei à Beira, foi a primeira coisa que fiz com o meu irmão e ambos chorámos...mas felizmente que as nossas flores não eram as únicas! Há sempre quem se lembre de D.Sebastião!!!!....

Gisela Capelo Rocolle
Janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Ao encontro do Alentejo - Protoloco com a Coimbratur








23 e 24 de Janeiro


APRESENTAÇÃO

A Fundação Eugénio de Almeida é uma Instituição de direito privado e utilidade pública, sediada em Évora. Criada em 1963 pelo Eng.º Vasco Maria Eugénio de Almeida, Conde de Vill’Alva, com o objectivo de apoiar o desenvolvimento da região de Évora. A visita guiada a esta Fundação inclui varias alternativas onde se pode desfrutar de um passeio pelo seguinte Roteiro Cultural: Páteo de S. Miguel, Paço dos Condes de Basto, Capela de S. Miguel e Frescos das Casas Pintadas.


“Da plantação até à chávena, passando por todas as fases que contribuem para o tornar numa das bebidas civilizacionais” É desta forma que o café é abordado no museu que lhe é dedicado (Museu do Café) nas instalações da Delta, em Campo Maior. O espaço nasceu em 1994 e sistematiza a história do bago que nasce em latitudes tropicais, tornado numa bebida aromática, forte, com um carisma e sedução que cativa há muitos séculos. A mostra, organizada numa sequência lógica de produção e comercialização, revela segredos, técnicas, artes e engenhos relacionados com a epopeia deste alimento. O espaço encontra-se organizado áreas temáticas.: Portugal na história do café, da planta ao grão (numa estufa encontram-se plantadas várias espécies de cafeeiros); Campo Maior, capital da torrefacção portuguesa.



PROGRAMA

Dia 1

07h15 - Concentração dos participantes junto ao Hotel Tryp, Coimbra
07h30 - Partida em direcção a Évora
11h30 - Vista ao Museu Municipal de Évora
13h30 - Almoço incluído em restaurante local
15h30 - Visita guiada à Fundação Eugénio de Almeida em Évora
19h00 - Estadia no Hotel de Santa Beatriz***, em Campo Maior
20h00 - Jantar incluído no restaurante do hotel

Dia 2

9h30 – Pequeno-almoço no hotel e check-out
10h00 - Visita guiada a Adega Maior e ao Museu do Café em Campo Maior
13h30 - Almoço incluído em restaurante local
16h30 - Regresso para Coimbra
19h30 - Jantar incluído em Almeirim
21h30 – Partida para Coimbra
23h00 – Chegada a Coimbra

Preço por pessoa em Quarto Duplo: 205€ / Quarto Single: 225€

Para reservas, contactar: 239 840 080 / 912 507 607

www.coimbratur.com


O Preço Inclui: autocarro; visitas; refeições; alojamento; Guia acompanhante da Coimbratur e IVA.

Nota: Programa sujeito a mínimo de 25 participantes.

Vem dançar na Acrenarmo !!!