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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escritores, Poetas e Contadores de Histórias de Portugal e Moçambique



Feira do Livro Temática de Moçambique / Encontro de Escritores / Palestra dinamizada pela Dr.ª Fernanda Angius e Dr.Delmar Gonçalves / Tertúlia Poética / Tertúlia “Histórias de um Passado em Moçambique”

Local Sede da Acrenarmo - Leiria

Largo de São Pedro - junto ao Castelo de Leiria

15 / 5 / 2011

10h – Abertura do evento – Recepção de boas vindas

10h30m – Feira do Livro Temática de Moçambique – Exposição de livros (todo o dia)

...• Será posta à disposição dos autores uma mesa para exposição dos seus livros. – A inscrição para expôr os livros será Gratuíta para sócios e 5,00€ para não sócios, por pessoa. A decoração da mesa será da responsabilidade do inscrito.

11h30m – Apresentação do CEMD - Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora por parte do seu presidente, Delmar Gonçalves*.

- Palestra Dinamizada por Dr.ª Fernanda Angius* – apresentação dos novos escritores Luso-moçambicanos e suas obras

• Antevisão dos novos valores literários Luso-moçambicanos

12h30m – Convivio de escritores – Pequena auto-apresentação dos autores presentes e visão geral dos seus livros

• Auto apresentação de cada autor inscrito, falando dos seus livros e sobre a sua escrita

13h30m – Almoço / convívio

• Almoço buffet no restaurante o Paço

15h30m – Tertúlia Poética – Leitura / declamação de Poesia

• Leitura de poesias por parte dos inscritos (poetas e publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição

16h30m – Tertúlia “Histórias de um passado em Moçambique” – Leitura de histórias / memórias passadas em Moçambique

• Leitura de pequenas histórias / memórias por parte dos inscritos (publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição. Seria interessante que cada orador, trouxesse um objecto para mostrar que fizesse a ligação com a própria história (pode até ser uma fotografia)

18h30m – Fim / Convívio



*Convidados:

Delmar Maia Gonçalves – Escritor / Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Nasceu em Quelimane a 5 de Julho de 1969

É também Professor, colaborador de vários jornais e revistas e Embaixador da Paz da The Interreligious and International Federation for World Peace.

É membro Fundador e Vice-presidente da direcção do Centro Cultural Luso Moçambicano e do Espaço Rui de Noronha. É também membro Fundador e Presidente da Assembleia Geral da AIDGLOBAL-ONGD e é membro Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Também é membro Fundador, membro do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal do Movimento Internacional Lusófono (MIL)

Obras do Autor

• Moçambique Novo, O Enigma - Editorial Minerva (2005)

• Moçambiquizando, Editorial Minerva (2006)

• Afrozambeziando Ninfas e Deusas, Edições Mic (2006)

• Mestiço de Corpo Inteiro, Editorial Minerva (2006)

Antologias Internacionais

• Libro de Poetas 2008, Aires de Córdoba Asociación Cultural (2008)

• 21 Festival da Poesia no Condado "Ajustiçar a história, gahnar dignidade" - Antologia Poética, SCD Condado (2007)

• "Silêncio é o barulho baixinho" - Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, 4º Concurso Poético Volumes X/XV, Editorial Piaget, Lisboa, 2000

• Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro - Colectânea de Primeiros Prémios 1977-1990, E.S.F.C., Oliveira de Azeméis, 1991.

Revistas

• Revista do VII Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, "As línguas da poesia - The Tongues of poetry", FLUC, 2010



Fernanda Anglius –

Criadora de programas literários e culturais na EN até 1975.

Em 1975 optou pela exclusividade do Ensino de Português e Francês.

Em 1979 foi convidada pelo Instituto de Alta Cultura para preencher o lugar de Leitora de Português na Universidade de Florença, onde leccionou Língua e Cultura Portuguesa até 1984, orientando a primeira tese sobre um escritor português naquela Universidade.

Em 1985 foi convidada pelo então ICALP para aceitar o lugar vago no leitorado de Harare no Zimbabwe. Até 1988 aí leccionou e orientou duas teses uma - "Lisboa e a Cultura Portuguesa na Música Ligeira em Portugal" e a outra, "Fernando Pessoa e o Sentido da Vida ".

Em 1989 foi transferida para a Universidade Pedagógica de Maputo, ainda em formação e que era então a continuidade dada ao ex-Instituto Superior de Formação de Professores.

Também aí leccionou Introdução aos Estudos Literários, Literatura Portuguesa e Brasileira, Teoria da Literatura e orientou a primeira tese de literatura feita em Moçambique por uma estudante moçambicana e sobre Teoria da Literatura apoiada aos textos de Mia Couto, o primeiro escritor moçambicano sobre cuja obra foi feito um estudo sério em Maputo.

Em Moçambique dedicou-se por inteiro ao apoio do ensino da língua portuguesa e à formação de professores moçambicanos, colabou na inserção do ensino bilingue e onde pode chegar o seu interesse na ajuda à consolidação do ensino da língua como ferramenta de aquisição de mais valia cultural e auto afirmação do povo moçambicano.

Em 1998 foi colocada por concurso público em Paris como professora de Português em França.

Em 2003 obteve a reforma e passou a dedicar-se a tempo inteiro à investigação das Literaturas africanas escritas em português.

É membro da Associação de Lusitanistas desde 1991, participou em vários Congressos com trabalhos que estão publicados em actas e Revistas Literárias em Itália, França e Portugal.

Desde 1998 participa habitualmente em Colóquios Internacionais, levando a todo o mundo as Literaturas Africanas com especial interesse sobre os autores moçambicanos que tem dado a conhecer melhor.

Desde 2009 lecciona na Universidade Sénior dos Rotary de Viseu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Histórias de um passado em Moçambique - "SAUDOSOS"



SAUDOSOS

É o passado
Em sorrisos abertos
Olhos gulosos
De tanta saudade
Rostos sem idade
Mas de alma firme
Em franca solidariedade
Conversam, riem
Dançam e cantam
Relembram histórias
Temperadas de sol
Com o cheiro das acácias
E o brilho das missangas
Em abraços coloridos
Numa procura
Em cada rosto
Dum pedacito de África
Que os marcou
Que lhes tatuou a existência
Um tempo que sabem
Não voltará.

Dedicado aos Beirenses
(Encontro em Albufeira)

Isabel Batista
09/04/2011



quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quem sou? - de Maria Fernanda de Sá Pires

quem sou?




nome-Onda do Mar
idade-milenária
data de nascimento-qdo conheci alguém que Deus como prisioneiro tem não sei onde-na Floresta das Sombras?
naturalidade-Terra do Mar Longe
minha vida-marés vazias de afectos
endereço-meu coração
minha sorte-Solidão
minha luz-pálida desde o amanhecer
meu desespero-nunca ouvi :"és a mulher da minha vida"
meu pensamento-Presença /Ausência
uma música-sonata ao Luar de Beethoven
um sonho-Amor
um nome-Silêncio
uma recordação-"vou deixar-te,"humildemente num abraço muito abraçado.
uma verdade-sou uma derrotada
uma realidade-mágoas
minha vida-esperar à beira mar da Terra do Mar longe
meu destino-PARTIR para Voltar de novo com outra missão- Ser feliz

Maria Fernanda de Sá Pires -Maria de Inhambane

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Histórias de um passado em Moçambique - "MÃE ÁFRICA"

MÃE ÁFRICA



QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
VENTOS PRA LONGE ME TROUXERAM
VIDAS SEM FIM SILENCIARAM.

QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
PRECISO ESTAR PERTO DE TI
PRA CUIDARES OUTRA VEZ DE MIM.

Ó MÃE ÁFRICA
COBRE ESTE FRIO TIRITANTE
BEBE AS LÁGRIMAS QUENTES
CALA SOLUÇOS ASFIXIANTES

SOU UM BARCO SOBRE O TEU AZUL
GAIVOTA DE OLHOS FECHADOS
FAROL EM VOO FINAL.
MÃE ÁFRICA
QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
DOS LABIRINTOS SOLITÁRIOS
ESTRELADOS,CHORADOS,MAGOADOS.



MARIA FERNANDA DE SÁ PIRES


Exmos Srs


Aqui vai um poema sobre Moçambique para o vosso desafio literário dirigido a ex-residentes ou naturais de Moçambique. Espero que seja uma boa contribuição para divulgar a nossa terra e transmitir aos outros o que ela tem de especial.

Bem hajam

Mª Fernanda

Kanimambo Moçambique

Kanimambo Moçambique
Kanimambo…
Pelas maravilhosas recordações
Que bem gravadas foram ficando
Cá dentro dos nossos corações…

Kanimambo…
Pelo fantástico espectáculo sedutor
Que nossos olhos se deleitaram
Com as fabulosas acácias em flor…

Kanimambo…
Pelo cheirinho a terra molhada
Com a chuva da madrugada
Ao som do estrondear da trovoada…

Kanimambo…
Pelas frutas tropicais de singular sabor
Como as belas tangerinas de Inhambane
Ou os sumarentos cajus de avermelhada cor…

Kanimambo…
Pelo gostinho de uma manga com sal
Pelas “tsintshivas”, hum! … que saudades
Pela água de coco tão divinal…

Kanimambo…
Pelas deliciosas maçarocas assadas
Que comprávamos em qualquer rua
Bem quentinhas, estaladiças e douradas…

Kanimambo…
Por aquele marisco sem igual
Pelo sabor duma gelada “Laurentina”
Por toda esta dádiva substancial…

Kanimambo…
Pelo Bazar, onde o cheiro das frutas
Dos legumes, do peixe e das especiarias
Se misturava com a algazarra das labutas...

Kanimambo…
Pela beleza do cantar dos xiricos
Pela ternura dos macacos do Parque de Campismo
Que nos roubavam os chocolates… que mafarricos…

Kanimambo…
Pelo enorme privilégio
De neste paraíso ter nascido
Me sinto como um ser egrégio…

Kanimambo…
Pela vivacidade do olhar daquelas crianças
Com as bocas escancaradas a rir
Traz-me à mente tantas lembranças…

Kanimambo…
Pela alegria das exóticas “tombazanas”
Carregando às costa seus rebentos
Envoltas em garridas “capulanas”…

Kanimambo…
Por tantas manhãs de Domingo
Passadas nessas idílicas praias
Jogando futebol, convivendo e se abrindo…

Kanimambo…
Pelas cores do esplendoroso sol africano
Pelas praias de tão transparentes águas
Pelas areias brancas junto ao Índico oceano…

Kanimambo…
Por aquela imagem do “4 Estações”
Que recordo com muita saudade
E ficará na memória de várias gerações…

Kanimambo…
A todos que ajudaram a construir
A mais linda cidade de África
Que jamais deixará de nos atrair…

Pela muita alegria, emoção e felicidade
Por um respeitoso e saudável despique
Aqui eu digo com sincera humildade:
KANIMAMBO MOÇAMBIQUE

Luís Pestana
Setembro 2009

Nota: Escrevi estes versos, inspirados a partir de um e-mail, em prosa, que recebi de uma ilustre desconhecida, que dá pelo nome de BELITA, datado de Março de 2009!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Tertúlia de Poesia




Este evento realizou-se no passado Domingo, à tarde, na sede da Acrenarmo. Isto porque o dia 21 de Março, é o Dia Mundial da Poesia.

Vários poetas da região marcaram presença. Isabel Batista, Maria Antonieta Mariano, Carlos Bartolomeu, Dinis Marques, Armando Monteiro, entre outros.

Poetas como Ary dos Santos, José Régio e Antero do Quental, entre outros foram recordados. Durante cerca de quatro horas, o tempo passou a correr, declamou-se, leu-se e disse-se poesia. Poemas de todos os gostos. Tratando-se de uma tertúlia, como não podia deixar de ser, falou-se também sobre os poetas. Não há poesia sem poetas, assim como, não pode haver livros sem escritores, pintura sem pintores e teatro sem actores, encenadores e técnicos. Portanto a cultura é necessária para um País se desenvolver.

Dado o sucesso desta iniciativa, a direcção desta casa, está a pensar realizar tertúlias mensalmente, com data ainda a combinar.

Na próxima tertúlia, irá ser decidido o tema da seguinte e por ai em diante.

Assim, gostaríamos de contar com a vossa presença nestas próximas tertúlias.

Em breve divulgaremos as datas das tertúlias que se seguem.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

SABOR A PASSADO

SABOR A PASSADO


Um sabor a passado
Véu rasgado
Abrindo memórias
Tempo que não volta
No tempo
Mas permanece
Nas alegrias
Nas tristezas
Nas confidências
Doutro tempo
No silêncio dos anos
As reminiscências
As lutas
As incertezas
Os desencontros
No tempo
Mas sempre a tempo
De novo encontro



Maria Isabel Campos de Almeida Batista
31/11/2007

(Encontro telefónico com uma amiga ao fim de 35 anos)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

...Hambanine Moçambique...




Dedicado a todos nós cujo sangue corre ainda com vitaminas
moçambicanas... Era uma mufanita, hoje já cocuana mas de memórias bem
vivas.



HAMBANINE MOÇAMBIQUE

Quando nos juntamos, rompemos o dique
Da saudade imensa que vem tanta vez
Trazer nostalgia, lembrar Moçambique;
Na escola aprendemos que era Português.

Como tal, nós o amamos,
Ali trabalhamos,
Lançamos raiz,
Na machamba ou na cidade,
Fomos na verdade
Quem fez o País.

Com que displicência somos "retornados"
Quais cartas dispersas d'humano baralho!
Com que ligeireza fomos 'spoliados
De teres e haveres fruto do trabalho.

Sem tempo de transição
P'rá livre opção,
Partir ou ficar?

Hoje no País dos coqueiros,
Estão estrangeiros
No nosso lugar.

Quem não viveu lá, é que não entende
Os fraternos laços entre afro e mulungo!
O mago feitiço que sempre nos prende,
Mesmo separados pelo mar jucundo.

Se recordar é viver,
Eu gosto de ter
Mil recordações
Do País a Oriente...

E da sua gente
Que cantou Camões.

Cocuanas, hambanine!

Esfanhanes, hambanine!

Às mamanas hambanine!

Aos mufanas, hambanine!


Nota:
Machamba, horta.
Mulungo, branco.
Cocuanas, velhos.
Esfanhanes,bebés.
Mamanas, mulheres com filhos.
Mufanas, jovens.
Ambanine, adeus.

Autora: Graziela Vieira
Ourém, Fevereiro de 2000

GRAZIELA VIEIRA, viveu muitos anos em Moçambique, pois seu maridoera da PSP e estava no Comando Geral. Esta senhora dotada de uma facilidade impar de fazer poemas e letrasde músicas, colaborou durante anos no nosso Rádio Clube de Moçambique,na Rádio claro pois TV não havia. Muitas das músicas da OrquestraTípica do Rádio Clube tinham letra sua.E por aí fora. Aqui em Portugal, na localidade onde mora, terra de seumarido, de nome Valada, esta nobre senhora continua com os seuspoemas, com alguns Livros já publicados (pela Autarquia de Ourém),continuando a fazer letras para músicas, como exemplo, temos OrquestraTípica de Ourém, Romeiros, a conhecida Lélita e também para o ConjuntoTípico "Os Amigos da Farra". Tem sido agraciada com vários Louvores, Medalha de Ouro da Câmaralocal e não só.... Haveria mais para contar sobre esta senhora...em Moçambique elaassinava todas as suas Obras com o nome de...

MARIA PAPOILA...