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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Reportagem de Celestino Gonçalves (Marrabenta) do convívio dos 25 anos da Acrenarmo




BODAS DE PRATA DA ASSOCIAÇÃO CULTURAL E RECREATIVA DOS NATURAIS E EX-RESIDENTES DE MOÇAMBIQUE – ACRENARMO



Realizou-se no passado dia 12, em Leiria, um almoço convívio de naturais e ex-residentes de Moçambique, para comemorar o 25º aniversário desta associação, cuja sede é nesta mesma cidade.

O evento reuniu mais de três centenas de pessoas idas de todos os pontos do país e teve também a presença de alguns convidados entre eles o presidente da direcção da Casa de Moçambique e Embaixador da Paz em Lisboa, Dr. Enoque João.



Os participantes iam chegando! O Dinis Marques (esquerda) sempre activo na colheita de imagens! Ao centro o “velho” Romão Félix, muito acarinhado neste e noutros encontros do género! Paulo Batista (de costas), vai dando orientações!



Durante os aperitivos na esplanada do complexo da Quinta dos Lagos



Boa disposição até nas crianças que provavelmente já ouviram muitas histórias de Moçambique!




Lurdes, Zé Reinaldo e Dinis nos aperitivos





O povo dirige-se ao salão de festas!



O almoço ia começar!

Tive a oportunidade de estar entre os participantes, com a Xinavanense que me atura há mais de meio século e ambos tivemos a oportunidade (diria mesmo felicidade) de rever alguns amigos e conhecer pessoalmente dezenas de outros que ao longo dos últimos nove anos entraram virtualmente pela nossa casa adentro graças ao abençoado sistema que dá pelos nomes de e-mails e Blogues!




Com a Xinavanense que me atura há mais de meio século!

Houve emoção a rodos nos momentos passados com essas pessoas e com elas recordamos coisas agradáveis das nossas vivências em Moçambique. Os outros participantes no encontro viveram idênticos momentos!



Com a querida amiga e antiga companheira de trabalho Ana Maria Fraga (Nika)!
(foto do amigo Dinis)



Com a Dr.ª Sara Mulinde e Dinis Marques (dono da foto)!



Diálogo muito animado entre Lurdes/Drª Sara



Com a sobrinha de um saudoso amigo da Beira – Alberto Novais de Sousa Araújo - grande caçador e pioneiro do turismo cinegético em Moçambique!


Curiosamente, na nossa mesa, sentaram-se três casais que nunca antes tiveram qualquer contacto connosco aqui em Portugal. Ao fim de alguns minutos de conversa falamos de algumas passagens das nossas vidas em Moçambique que muito nos aproximaram. Ou porque fomos colegas de trabalho; ou porque vivemos nos mesmos locais do interior; ou porque tivemos amigos comuns, etc., etc.



O inseparável Zé Reinaldo na nossa mesa!



Outros companheiros de mesa



Outro pormenor da nossa mesa



Mais um pormenor da nossa mesa quando a Nika nos foi visitar!

Momentos especiais foram decorrendo ao longo da tarde e parte da noite deste encontro. Todos mereceram especial atenção, mas um deles sensibilizou particularmente os presentes quando através da instalação sonora do salão anunciaram que um dos convivas, o Sr. António Costa, comemorou neste ano o seu 100º aniversário! Cantou-se o “Parabéns a Você” com grande entusiasmo e o simpático aniversariante centenário sentiu bem o calor humano e o carinho de todos os presentes!



O centenário aniversariante – António Costa – bem rodeado de amigos e da filha Cremilde (parcialmente encoberta à direita)!

Intercalados por pausas aproveitadas pelos presentes para trocar impressões entre si, andando de mesa em mesa, foram surgindo os outros momentos, primeiro a cerimónia de atribuição por parte da direcção da ACRENARMO de recordações de honra a alguns sócios fundadores ali presentes.



As pessoas visitam-se umas às outras durante as pausas do prolongado almoço!



Chamada ao palco dos sócios fundadores homenageados



Momento em que um dos homenageados recebia o diploma de honra de sócio fundador da ACRENARMO



Outro dos homenageados saindo do palco

Depois, o ponto alto do convívio, que foi a intervenção do artista Romão Félix, o célebre “Parafuso” que se tornou uma figura incontornável na arte de imitar alguns moçambicanos que tinham uma forma muito característica de se expressar em português. Apesar da sua rápida passagem pelo palco, onde apresentou apenas dois números do seu vasto reportório, a assistência dispensou-lhe uma grande ovação!



Romão Félix em actuação!



Os convivas assistem com entusiasmo à actuação de Romão Félix!

A seguir o presidente da ACRENARMO, apresentou os moçambicanos Dr. Enoque João e Dr.ª Sara Mulinde, que encantaram os convivas tanto pela forma descontraída própria dos nossos irmãos da beira do Índico, como pelas mensagens fraternas e encorajadoras que transmitiram nos seus breves discursos e que deixaram os mais cépticos esclarecidos de que existe um Moçambique novo, aberto a todos os irmãos portugueses para ali se deslocarem, fixarem de novo e até obterem a nacionalidade moçambicana quando reúnam as condições para tal, como por exemplo os que lá nasceram.

As palavras finais do Dr. Enoque João foram dirigidas ao artista Romão Félix, elogiando-o e encorajando-o a continuar a encantar as pessoas com a sua arte de bem recordar Moçambique e a sua boa gente!



O anfitrião do convívio – Paulo Batista – quando apresentava os convidados moçambicanos e solicitava a sua presença no palco!



O Dr. Enoque João quando discursava!



A Dr.ª Sara Mulinde encantou os presentes com a sua alegria e descontracção!



Troco impressões com o Dr. Enoque João, após o seu discurso! (foto do amigo Dinis)

Outro momento que merece ser aqui referido e louvado, foi a oferta de um quadro do artista leiriense, Dinis de Oliveira Marques, que foi sorteado em benefício da ACRENARMO.

Aproveito para agradecer a este bom amigo a sua colaboração na cobertura fotográfica e fornecimento de dados que ajudaram a compor esta modesta informação.



O quadro oferecido à ACRENARMO por Dinis Marques



O Amigo Dinis – uma vida com muito para contar!

Aproveitado a feliz oportunidade de estar reunido um tão elevado número de pessoas naturais e ex-residentes de Moçambique, tomei a iniciativa de apresentar no convívio uma pequena mostra do Parque Nacional da Gorongosa, com o tema “RECORDAR MOÇAMBIQUE – RECORDAR GORONGOSA”. Utilizei para tal o material (cartazes e panfletos), que vou trazendo de Moçambique nas minhas regulares visitas à família que lá vive, bem como cópias de documentos informativos extraídas do site do Parque, www.gorongosa.net. Pela curiosidade que o mesmo despertou, julgo que atingi os meus objectivos que eram a divulgação deste maravilhoso santuário da vida bravia, outrora “sala de visitas de Moçambique” e considerado o melhor e mais bonito de África, que felizmente está em franca recuperação graças à correcta política conservacionista do governo do país e à generosidade do filantropo americano Greg Carr e da sua excelente equipa onde se destaca o nosso compatriota Vasco Galante.



Dispensa legenda!



No início do convívio a Mostra esteve exposta na esplanada onde despertou o interesse das pessoas!



Junto da Mostra (agora no interior do pavilhão), com os irmãos moçambicanos!



A Dr.ª Sara Mulinde transmitindo-me as suas impressões!

Está de parabéns a direcção da ACRENARMO, presidida pelo simpático Paulo Batista, pela excelente organização deste evento que foi divulgado atempadamente no seu Blogue http://acrenarmo.blogspot.com/. Com efeito, quero salientar a acertada escolha do local do convívio, a bela Quinta dos Lagos, no Vale do Horto, um dos melhores complexos para festas do género da região de Leiria e, também, pelo excelente serviço hoteleiro ali servido, não faltando a música africana ao vivo executada por profissionais moçambicanos radicados em Portugal!

Julgando interpretar o sentimento de todos os presentes, quero deixar aqui um OBRIGADO ao Paulo e seus colaboradores directos, Teresa Malaquias (sua Esposa), Helena Sapinho, Rodrigo Paz, José Carvalheira e Graça Sapinho, Idílio Pereira e Ducílio Sapinho, que pelo seu esforço e dedicação nos permitiu este agradável encontro comemorativo do 25º aniversário da ACRENARMO!






Aspecto da esplanada do complexo Quinta dos Lagos no momento em que iniciava o convívio






Alguns recantos do salão estavam decorados com as bonitas capulanas de Moçambique!



Melhor que as palavras, as fotos dão uma boa ideia deste memorável encontro!



Amor (Leiria), 14 de Novembro de 2009



Celestino Gonçalves



VÍDEOS DO AMIGO DINIS


Três dias depois desta postagem, o nosso amigo Dinis Marques divulgou os vídeos que efectuou no dia do convívio. Vale a pena ver pois dão uma imagem mais abrangente e mais viva do evento!

Parabéns Dinis e obrigado pelas palavras amigas que lá deixaste a meu respeito!

Aqui ficam os respectivos Links:








25 Anos da Acrenarmo


No passado dia 12/12/09 juntaram-se na Quinta dos Lagos para a comemoração dos 25 anos da Acrenarmo - Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique, mais de 200 pessoas para um almoço convívio. Foram muitos os amigos e personalidades presentes, dos quais destacamos Enoque João (presidente da Casa de Moçambique), Romão Félix (o tão amado “Parafuso”), Ducílio Sapinho (Sócio n.º1 e Co-Fundador da Acrenarmo) e muitos outros amigos detêm igual importância.


Paulo Batista, presidente da Acrenarmo, e Enoque João, presidente da Casa de Moçambique, debateram impressões e intenções de colaboração e parcerias futuras entre instituições ao nível de acções culturais e solidárias.

Durante o convívio, foi possível ouvir musica ao vivo e danças africanas, projecção de imagens de Moçambique e a tão esperada actuação do “Parafuso” que levou as lágrimas da saudade a muitos presentes.

Também a direcção da Acrenarmo, não deixou passar a ocasião de homenagear todas as direcções anteriores nas pessoas dos ex-presidentes presentes.

Ainda neste convívio, foi revelada a parceria da Acrenarmo com a empresa Coimbratur, que consiste na criação de condições favoráveis para que os sócios da Acrenarmo beneficiem de vantagens financeiras, e programas exclusivos de viagens nacionais e internacionais.

Neste âmbito foi apresentada aos sócios, no âmbito do 25º aniversário da Acrenarmo, uma viagem para o mês de Abril de 2010 a Moçambique que promete afogar muita saudade a quem sonha lá voltar.

Assim, as mais de 200 pessoas que estiveram neste convívio deixam, como pronuncio para o próximo evento uma adesão ainda mais notória e significativa.

Nota:  reportagem fotográfica do lado esquerdo do blog, à qual vamos juntando as fotos que os convidados forem mandando.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Histórias de um passado em Moçambique - "O discreto treinador da equipa-maravilha de Moçambique que venceu o Mundo em Montreux ( 1958 )"

Por

Carlos Pinto Coelho

O discreto treinador da equipa-maravilha de Moçambique que venceu o Mundo em Montreux ( 1958 )

(O meu tio Armando)


De repente, o meu tio Armando era um herói. Fazem ideia do que é ter 14 anos de idade e um tio herói? Pois eu conto.


Estava-se na Lourenço Marques dos anos 50. O irmão de minha mãe Sara chamava-se Armando de Lima Abreu e vivia lá em casa, longe da sua mulher e filha, que tinham ficado em Oeiras. Muito magro, alto, aloirado, de nariz delgado onde se encaixavam uns óculos de aros finos, era o homem mais calmo que jamais conheci. Falava em voz branda, sorria com facilidade e tinha paciência para mim. Eu gostava do tio Armando.

Pois o tio Armando trabalhava no Sindicato, era lá escriturário, acho eu, que era muito miúdo para saber dessas coisas. Sei que o via sair todas as manhãs cedinho, a tomar o autocarro da carreira 3 que ia da Polana para a Baixa e o deixava mais adiante, na Pinheiro Chagas, que era onde ficava o S.N.E.C.I. ( Sindicato Nacional dos Empregados do Comércio e Indústria ).

Ao cair da tarde já toda a gente estava em casa, o meu pai trabalhando processos do Tribunal da Relação, a minha mãe metida na biblioteca lendo ou escrevendo livros, o meu irmão José ouvindo música, eu às voltas com os trabalhos do colégio dos Maristas. Só o tio Armando é que nunca estava. E nós sabíamos porquê: ele andava pelo ringue de patinagem do Sindicato a ensinar os putos a andar de patins e a dar esticadas numa bola pequenina, preta e rija como madeira. Era assim todos os dias, às seis da tarde o meu tio vestia calças compridas brancas e camisa branca de manga curta, impecavelmente engomadas lá em casa, calçava sapatilhas também brancas e ia para a sua paixão, nascida em Paço d’Arcos e nos seus copos com Jesus Correia e Correia dos Santos e sei lá quem mais: o Hóquei em Patins. Acho que o meu tio nunca gostou verdadeiramente de mais nada senão da filha Fátima, que trazia na carteira em fotografia, e do hóquei. Eu achava tudo bem, porque ele tinha paciência para me ouvir.

Durante mais de uma década aquele homem dedicou integralmente os seus tempos livres, as suas forças e o melhor do seu entusiasmo a ensinar jovens a equilibrarem-se nos patins, a coordenarem movimentos e a usarem a cabeça para se articularem uns com os outros como uma verdadeira equipa deve fazer. Ele era, sem pompas nem cargos, um meticuloso formador, dirigente e treinador. E sem ganhar um tostão ! Era tudo amor à camisola, tudo pago do bolso de cada um. Quando saltava uma roda de patim, a malta quotizava-se para comprar outra. As camisolas e os calções eram oferecidos pela fábrica de malhas da cidade e, como só havia uma, ela tinha de dar equipamento para todos os clubes: o Malhangalene, o Desportivo, o Ferroviário… todos.

Eu tinha 14 anos, como já disse. Para mim o que valia eram o voleibol, onde eu era campeão do meu colégio, e a piscina, onde havia gajas boas. De modo que raras vezes fui ver os treinos do tio Armando, onde em vez de gajas havia uns tipos que não me interessavam a ponta de um chifre, e que se chamavam Fernando Adrião, Amadeu Bouçós, Francisco Velasco, Alberto Moreira e Manuel Carrêlo, entre outros.

Lembro-me bem de uma noite em que o tio Armando se fez esperar mais do que o habitual e minha mãe tinha um empadão a murchar no forno. Ele chegou tarde, desolado, porque tivera de levar um dos seus “ miúdos” ao hospital (de resto muito perto do Sindicato), com uma entorse num tornozelo durante o treino. A minha mãe seria uma santa mulher mas flor de estufa não era quanto a pontualidades. De maneira que houve mesmo patanisca, por causa do Bouçós ( ou foi o Velasco, já não sei ) que se magoou no ringue, naquele fim de tarde.

Até que um dia, tinha eu 14 anos, repito, o meu tio desapareceu de casa durante umas semanas e regressou herói. Tinha ido lá a Portugal com os seus miúdos e depois foram para a Suíça (fui ver no Atlas onde ficava) e ganharam a jogar contra o mundo inteiro. O tio Armando tinha levado as suas sapatilhas e roupa branca e era treinador da equipa de hóquei em patins que vencera o mundo representando Portugal no Torneio de Montreux. Em 1958 isso era deveras importante.

Houve uma multidão à espera deles todos, no aeroporto de Lourenço Marques (chamava-se Aeroporto de Mavalane). E publicaram-lhes fotografias nos jornais “ Notícias “ e “ Diário “ (ou seja, na Imprensa inteira) eram campeões do mundo, até falaram no Rádio Clube de Moçambique e tudo. Os putos-campeões disseram muitas vezes que deviam tudo ao tio Armando, mas nenhum jornalista quis ouvir o que ele próprio tivesse para dizer. E ele não se importou com isso. Estava mesmo feliz. À maneira dele, calmo e discreto. Mesmo assim, durante uns dias, eu vi como os vizinhos lhe davam abraços, de manhã, quando ele ia apanhar o autocarro para o Sindicato. Por isso, e porque lá em casa foi uma festa pegada de empadões, eu percebi que tinha um tio herói.

Armando de Lima Abreu ficou por Moçambique depois da independência e dizem-me que por lá morreu, sozinho, sem glória nem fortuna, e sem dar sinal de vida a todos nós, que entretanto tínhamos vindo para Portugal.

Eu tinha 14 anos nesse ano de 1958, como acho que já disse. Mas agora, que sou mais velho, fui à página que a Federação Portuguesa de Patinagem tem na Internet e pedi para ver a fotografia dessa equipa-maravilha que veio de Moçambique vestir a camisola de Portugal no Torneio de Montreux, com o meu tio Armando como treinador nacional. A fotografia está lá. O Velasco, o Bouçós, eles todos. Mas o meu tio não está na fotografia dos campeões. Acho que é porque ele, na altura, era só um escriturário do Sindicato.

Gosto muito do meu tio Armando, sabem? Ele tinha paciência para mim.

Carlos Pinto Coelho

Jornalista


Resp. Paulo Batista : Carlos, consegui por intermédio do Pedro Antunes e do Rogério (Roger Tutinegra) a foto que pretendias onde aparece o teu tio Armando de Lima Abreu, junto dos seus companheiros de equipa. Os meu agradecimento a eles por se terem disponibilizado a ajudar.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

25 Anos -- A C R E N A R M O




Caros Sócios e Amigos.

Este ano, como sabem, a Acrenarmo comemora as suas Bodas de Prata e como tal, não poderíamos deixar de assinalar esta data tão importante para nós que, ao fim de 25 anos, ainda procuramos manter a chama da amizade e saudade, acesa.

Ao longo destes anos foram muitos os eventos que se realizaram, foram muitos os amigos que reaproximámos, foram muitas alegrias que partilhámos.

Queremos que estes 25 anos não se esgotem e que mais 25 venham.

São muitos aqueles que nos viram nascer e crescer, alguns já falecidos, de outros perdemos contacto, e outros ainda, como é o vosso caso, são os que mantém este estado de espírito vivo de modo a perpetuar o convívio, e é isso mesmo que se pretende.

Pretendemos conseguir uma participação inesquecível. E é nesse sentido que quero contar convosco, dando a conhecer aos amigos e conhecidos este evento e ajudando-nos a chegar a quem não temos o contacto. Também a aproximação da geração mais nova é fundamental, pois é ela que dará continuidade a esta projecto.

Assim, é com todo o prazer que vos convidamos a fazer parte da nossa Festa dos 25 Anos da Acrenarmo, que se vai realizar no dia 12 de Dezembro 2009 (sábado) em Leiria, mais propriamente na Quinta dos Lagos em Vale do Horto (GPS: 39.689389/.8.840083). É uma quinta com excelentes condições e muito bonita como poderão ver no endereço: http://www.quintadoslagos.com.pt/



Junto anexamos o cartaz do evento, que poderão imprimir e afixar em locais com visibilidade e assim ajudar-nos na divulgação.

Mais solicitamos que estejam atentos ao nosso blog: http://www.acrenarmo.blogspot.com onde vos manteremos informados de eventuais alterações e/ou informações adicionais.

Vamos neste tempo que resta trabalhar no sentido de complementar a nossa comemoração com alguma animação possível - projecção de fotografias de Moçambique e vossas (caso o pretendam), musica ambiente; enfim, tudo faremos para que a festa seja inesquecível.

As inscrições poderão ser efectuadas a partir de hoje. O respectivo pagamento poderá ser efectuado por cheque, vale postal, numerário, e transferência bancária (NIB: 003503930005937743113), até ao dia 30 de Novembro 2009.

A acompanhar a inscrição deverá enviar o nome dos inscritos, morada, contacto telefone/telemóvel/email.

Assim, despedimo-nos com muita amizade e com um grande Kanimambo por estes 25 ANOS.

Paulo Batista

Presidente da Direcção

Pré - confirmações:
.
Adérito Rodrigues

Afonso Marques Jorge
Alberto Afonso Martins
Amadeu Henriques
Ana Cristina de Almeida Batista
Ana Maria
Ana Maria Fraga
Ana Sousa Rodrigues
Anabela Costa (Belita)
António José Cotovio Barbosa
António Alberto Santos Monteiro e Ester Lopes Loureiro Monteiro
António Antunes
António de Sousa Vieira
António Germano Alves de Oliveira Pires
António José Almeida e Fernanda Veiga Ribeira Almeida
António José Marques de Almeida e Anabela Cascão Ferreira de Almeida
António Manuel Neves Andrade (Mutarara)
António Mondino
António Pereira Parente
António Vieira Costa e Maria Luisa Costa
Arlindo António Rodrigues Pereira
Armando Marques Jorge
Arnaldo Duarte Araújo Borges Ferreira (Sacras)
Arnaldo Viriato T.Melo Egídio
Belinha Sapinho
Cândido e Arlete Guarda
Carla Maria Rajão Marques Jorge
Carlos Augusto Sil e Guilhermina da Luz Mesquita Sil
Carlos Santos Silva
Catarina de Brito
Celestino Ferreira Gonçalves
Cláudia Marisa Salgueiro Nascimento
Cremilde Costa e António Costa (100 anos)
Dário
Darwin Cardoso
Diamantino Brás Franco
Dinis Oliveira Marques
Ducílio Gonçalves Sapinho e Esmeralda Sapinho
Fernanda Batista + Maria Cândida Perdoso + Graciete Gouveia
Fernando Bernardo Carvalho Alfredo
Fernando Braamcamp Mancellos e Vasco Sousa Pessoa de Andrade
Fernando e Olga Loureiro
Fernando Esteves
Fernando Pereira Rodrigues
Fernando Póvoas
Filinto Eduardo Couto e Joaquim Sucena Pereira
Guilherme José Esteves Gomes Sousa e Amélia Pontes
Helder Chande
Helena Raposo
Helena Sapinho
Henrique Lopes
Hermes João Pereira Cruz
Hilário Conceição
Horácio Pedrosa
Idílio Alves Pereira
Isabel Maria Seixas da Cunha Seno
João Lopes Courela e D.Lurdes
João Luis Rodrigues Vieira
João Marques Gomes
João Monteiro Silva e Maria Teresa
João Sousa Anjos Pinto e Elisa Pereira Oliveira Sousa Pinto
Joaquim da Ponte e Ivone Maria S.Ponte
José
José Alberto Carvalheira
José Coimbra
José Espirito Santo
José Filipe Simões Dias
José Francisco Martinho Santos
José Henrique Nunes Simões
José Maria Matos Dias Teixeira
José Reinaldo Mendes
Júlio Torre e Noélia
Laura Hed
Laurinda Fernandes
Leonardo Castro da Mata
Lígia Antoniotti
Lisete Arade
Luis Fernandes Faria
Luis Manuel Henriques
Luisa Maria Rajão Marques Jorge
Manuel Guilherme Almeida
Manuel Lourenço dos Santos
Manuel Romão Felix e Manuela Félix
Margarida Silveira
Maria Alice Ribeiro Ruivo
Maria Chiu
Maria Cremilda Fernandes Dionisio Salvador
Maria da Conceição Franco
Maria da Graça Pereira dos Santos Gaio Fernandes
Maria de Lurdes Vieira Silva Carriço
Maria Emilia Moreira
Maria Fernanda Baxis Garcia de Sá Pires
Maria Fernanda Vasconcelos
Maria Gabriela F.F.Ribeiro Correia
Maria Graça Moreira
Maria Helena Rodrigues Marques
Maria Isabel Campos de Almeida Batista
Maria Julia Santos
Maria Luisa Gil Barreiros e Joaquim Neves
Maria Lurdes Gonçalves
Nelson Castro
Noémia Domingues
Odete + Marilia
Paula Azevedo
Paulo Batista e Teresa Malaquias
Paulo Maio e Alvaro Maio
Paulo Santos Silva
Raul Ferrão e Maria Manuela Ferrão
Ricardo Chibanga
Rodrigo Paz
Rosa Maria Ribeiro Santos
Rui e Milú Simões
Rui Martins
Sara Mulinde
Suzana Serrano
Teresa Amorim
Tonito Almeida
Victor Manuel Ruivo da Cunha
Victor Manuel Violante Roberto
Viriato Silveira
Vivaldo Ferrão + Herminia Costa


Ementa:

Recepção de Boas Vindas

Aperitivos Sólidos:
Mini Rissóis de Marisco
Mini Rissóis de Carne
Tâmaras c/ Bacon
  Bolinhos de Bacalhau
Canapés Variados
Croquetes
Folhadinhos de Salsicha
Frutos Secos
Salgadinhos Variados
Churrasco misto
Pizas

Aperitivos Líquidos:
Espumante ñ Doce
Gin Tónico
Vinho do Porto
Moscatel
Martini
Sumos Variados
Água Mineral
Whisky Novo / Velho
Richard
Sumo Natural Laranja

Ementa p/ Almoço:

Sopa:
Sopa de Peixe

Prato de Carne:
Medalhões de Vaca c/ molho Vinagre Balsâmico
Acompanhamento: Batata à Padeiro; Arroz Árabe; Brócolos

Bebidas:
Vinho branco/tinto/verde
Sumos variados
Cerveja
Água mineral
Sumo natural de laranja

Sobremesa:
3 Maravilhas

Café com bolinhos da Casa

Digestivos:
Licor whisky
Ginginha caseira
Vinho do Porto
Aguardente velha caseira

Lanche:
Caldo Verde; Fritos (Chamuças, churrasco); Frutos Secos (pistáchios, amendoins); Pão


Preço por pessoa é de 25,00€


Até 3 anos - Oferta
Dos 3 aos 11 anos 50%
Maiores de 11 anos 100%

Afonso Pereira Marques - "O Artista"

Quem se lembra de Afonso Pereira Marques, "O Artista", que era ourives e que tinha a OURIVESARIA A.MARQUES - na Rua do Porto, na Malhangalene, em Lourenço Marques?



Sr. Afonso Marques (Ourivesaria A.Marques, na Rua do Porto, na Malhangalene, ex-Lourenço Marques), D. Dores (esposa), Luisa e Carla (as filhas) - foto tirada em Moçambique.


Sr. Afonso Marques com a Daniela (neta), na Praça da Alegria - Porto, com os trabalhos executados por ele, um quadro pintado por ele (o cão) e um quadro pintado pela neta (barcos à vela).


sábado, 5 de dezembro de 2009

Histórias de um passado em Moçambique - "A fonética do amor"

"Olá

Uma amiga falou-me do vosso desafio, e assim desafiou-me. Não resisti e contei aquela que de todas as minhas histórias moçambicanas acho que é a mais bela. É uma história de amor.

Carlos Gil

Alverca
5 de Dezembro de 2009 "
 
 
A fonética do amor


Pedem-me que conte uma história pessoal e marcante passada em Moçambique, de forma curta e intensa, como se com tais coordenadas fosse possível condensar o fogo fazendo-o luzinha e limitar o estremecimento quando um desafio assim é proposto. É que – foi inevitável pois foi marcante, ó se foi!... – o que me veio logo à memória é uma história de amor. A minha história de amor predilecta, o love story cuja bobine aninho com o carinho que dedicamos aos momentos mais belos das nossas vidas.


Recuando ao seu princípio, hoje acho que me apaixonei logo que a conheci, que com ela brinquei, ri e chorei, pois foi sempre em sua companhia que cresci. Dos sete aos vinte anos, dito com a precisão dos registos, então vividos sem noção de tempo além da mudança dos calções para calças boca-de-sino, hoje com a lenta minúcia com que nos recolhemos quando revisitamos o tempo das mais doces memórias.

Era um namoro descomprometido, que do meu amor por ela vivia-o no dia-a-dia com a naturalidade de sempre o conhecer, ser simplesmente assim, e, ela por mim, suspeito, com a gaiatice malandra das meninas namoradeiras, cortejadas por todos e capaz de a todos conceder o seu sorriso especial. Eu juro que tive os meus, juro-o porque o senti quer nos momentos que o rubor dos sorrisos íntimos e a discrição silenciam, quer em todos os restantes, dias, noites cheias e quentes que vivíamos intensamente, lado a lado em todas as ocasiões. Viver maiúsculo, chama-se quando se é jovem e chamo-o ainda hoje assim. Ser feliz.

Éramos jovens e ela muito bela. Atrevida, orgulhosa e vaidosa da sua beleza, e qual a bonita rapariga que não o é, que não exibe o volume dos seus seios como se fossem colinas na paisagem, que, gaiata e feliz, não solta mais um botão da bata do liceu para que se veja mais um pouco das suas lindas pernas, longas e elegantes, e olhá-las é perdermos o sentido do tempo e tudo o mais, como se em cada centímetro de veludo revelado fosse mais um passo numa longa avenida, a do crescer. As suas feições, ocidentais de arquitectura e de traço moderno com um ou outro pormenor clássico que lhe realçavam a beleza (aquelas covinhas quando sorria, ó deuses…), eram apimentadas pelo tom moreno da pele, bem além daquele que o sol nos grava quando nos namora, tão lindo, tão lindo, que só consigo dele dizer que com ele ela era eroticamente selvagem, enlouquecendo-me hoje de desejo em voltar a acariciá-la quando fecho os olhos e na memória a contemplo, linda como a mais linda das princesas.

Sim, ela era bonita, lindíssima, mas achava-o natural e acho que na altura até acreditava que todas as moças seriam assim como ela, perdidas de lindas. Mais tarde, depois dos tais vinte’s, tive outros namoros e até uma ou outra paixão, mas só então percebi que o adágio que diz que não há amor como o primeiro se lhe colava com plena justiça, que moça mais linda ainda não vi, e amor igual lamento mas ainda não me visitou e eu senti.

Olhando hoje com a minúcia da saudade o seu rosto e perfil, que seduziam todos que a conheciam – sei-o e sem ciúmes, ela era simplesmente assim! reconheço que para o conjunto ter ganho tanta beleza não era estranho – felizmente não! a mistura de sangues que herdara e nela se consolidava como a mais bela do mundo, tal qual cidade que eclode na paisagem com tal elegância e dinâmica e arrasa o que a rodeia, prendendo atenções, olhares e caminhos, minimizando as restantes belezas assim chamadas propriamente de limítrofes pois, filha assim do Homem sobrepõe-se às belezas naturais. Ela era simplesmente a mais bela, a moça mais bonita entre todas, e nós namorávamos sem de tanto me aperceber bem além da felicidade de fruí-la, que a demasia quando é nossa não incomoda, e ela era minha, tinha-a, minha quase desde que me lembro e me conheci. Dos sete aos vinte, recordo e sorrio com carinho.

Nem me ralava que fosse algo frívola, já o disse, não me fazia comichão que catrapiscasse o olho e sorrisse a todos que a olhavam, que não fosse esquiva nos beijos que aceitava, que o meu amor não fosse único, pois, quando se voltava para mim e me olhava, me mimava, eu sentia-me como se o fosse e era feliz. Quando se tem uma paixão assim, um amor enorme, gigantesco, qual a admiração por ele extravasar convenções, para quê complicar? O seu gordinho era enorme mas eu sabia que nele estava o meu melhor cantinho, e quando a olhava e via o sorriso retribuído, a carícia partilhada, tudo o mais se apagava e as ruas ficavam desertas e eu era o seu único príncipe, como se naqueles momentos de ternura eu fosse o único habitante daquela cidade imensa e linda que era o seu coração.

Foi assim. Eu chamo-me Carlos e ainda estou apaixonado, reconheço. O nome dela, da minha princesa moçambicana, é lindo como ela é e certamente será sempre, mesmo que por coisas da vida tenha adoptado no registo civil outro, consentâneo com uma nova situação legal. Chama-se Eleéme, quente como ela é, e pronuncia-se com os lábios terminando num beijo lento, final sempre feliz quando se tenta a fonética do amor.


Publicada por Carlos Gil aqui.

RÁDIO MOCIDADE - Lourenço Marques - 1967-1974


Rádio Mocidade, emissora do Liceu Salazar em Lourenço Marques , pode ser considerada como uma experiência pedagógica bem sucedida dos anos 60/70 antecipando, em uma dezena de anos ,a ideia de abertura da Escola ao meio onde está inserida. Para além de ocupação dos tempos livres dos alunos do Liceu, a R.M. abriu-se a outras populações escolares,incluindo a universitária e pós-laboral, bem como a toda a população em geral . Será a história desta emissora que me proponho contar: as dificuldades do arranque ; a falta de meios materiais e pecuniários ; a descrença no projecto por parte de " velhos do Restelo"; a vontade dos jovens ; o êxito e o sonho que não se pôde concretizar . Tudo o que afirmarmos será comprovado por fotografias e pela transcrição de notícias da imprensa da época ,devidamente identificada. É assim um comprido blog que não se tornará compacto devido ás inúmeras fotografias que intercalam o texto e que foram obtidas pela amabilidade de particulares. Terminaremos com uma referência a um almoço que ocorreu 34 anos depois da emissora encerrar e que juntou , em Lisboa,alguns dos jovens, agora de cabelos brancos e talvez avós.


Publicada por Joaquim A.A. Nogueira em http://radiomocidade.blogspot.com/

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Encontro Nacional dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique / 25 anos ACRENARMO - Informação e Boletim de Inscrição



Ginástica de Correcção Postural


Workshop - Pintura em lenços de Seda


Augusto Carlos na ACRENARMO a 03/12/2009


Augusto Carlos


Viveu a sua infância em Moçambique, rodeado de uma natureza alegre, intensa, colorida e por vezes assustadora. Desde cedo conviveu com pessoas de diversas cores e culturas, que o enchiam de curiosidade.

Em 2000, com a idade de 45 anos e uma vida de histórias e reflexões sobre as pessoas e o mundo, inicia-se na escrita.

A escrita de Augusto Carlos está alicerçada na memória de um país imenso, estando sempre presente a necessidade questionar e de compreender o mundo que rodea: a natureza, as relações humanas, o Homem, Deus e a sua obra.

Aos poucos e poucos, a opinião pública vai tomando contacto com a sua mensagem e, sobretudo, questionando uma série de vivências e reflexões, qual gota no oceano de melhorar a sociedade adormecida em que vivemos.

Autor de “Contos da Natureza”, "O Cântico dos Melros” ou “O Flamingo da Asa Quebrada”, entre outros títulos), partilha a experiência de vida e filosófica de um cidadão luso-moçambicano e do mundo, nascido em 1955 em Gaza, engenheiro e empresário por profissão e escritor por devoção.


A Natureza por protagonista

Através de uma linguagem simples, com a genuinidade que caracteriza a obra de Augusto Carlos, os leitores são convidados a partilhar das sábias reflexões de uma flor de castanheiro e a aprender com quantos fios se tece uma teia. São pequenos contos, repletos de sonho, de procura, de magia, que reflectem um maior amadurecimento na escrita incisiva de Augusto Carlos, um estudioso de Filosofia, próximo do Budismo, seguidor do pensamento templário, fã de Agostinho da Silva e nome ascendente na chamada «literatura de testemunho» em Portugal e na Diáspora.

São mensagens escritas a apelar a uma Humanidade mais igual, fraterna e livre, em que o amor e a solidariedade sejam a norma e não a penosa excepção. Um livro fundamental para debatermos com os nossos filhos. Para voltarmos a falar do mais profundo que existe em nós, do planeta que nos rodeia e, com a simplicidade e a verdade do aprendiz, de que forma podemos melhorar a realidade.

Agora, vem à Sede da Acrenarmo mostrar um pouco de si e da sua escrita numa conversa informal com os leitores.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Press Release - Protocolo com a Coimbratur, Lda

“ACRENARMO-Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex Residentes de Moçambique“ acorda parceria com a Coimbratur,Lda”





Visando a institucionalização e o aprofundamento das relações de cooperação entre a Coimbratur, Ldª e a ACRENARMO, e tendo como principal objectivo a promoção, o aproveitamento recíproco de potencialidades e complementaridades de acções, a Coimbratur Ldª, assinou recentemente com a ACRENARMO um protocolo de cooperação de forma a possibilitar a todos os membros desta Associação, benefícios financeiros na aquisição de produtos ou serviços disponibilizados pela Coimbratur. Esta cooperação mútua proporcionará a todos os elementos da ACRENARMO um desconto financeiro em todos os pacotes turísticos, reservas de hotel ou rent a car disponibilizados pela Coimbratur bem como um atendimento prioritário a todos os associados da ACRENARMO.

Por outro lado, a Coimbratur patrocinará também eventos promovidos por esta Associação
A Coimbratur, Ldª é uma agência de viagens com larga implantação na região Centro, e fica situada na Rua Dr. Rosa Falcão nº 6 em Coimbra ( Por trás do actual Palácio da Justiça ).

http://www.coimbratur.com/

sábado, 31 de outubro de 2009

BAILE DE FIM DO ANO 2009/2010 DOS BEIRENSES E SEUS AMIGOS



Solicita-nos o nosso carissimo amigo Gonzaga Coutinho de vos transmitir este evento por ele organizado a pensar em todos vós.


Caros Amigos(as)

Vamos comemorar a nossa maneira a passagem do ano no Salão da Quinta da Valenciana, agora remodelado com todas as condições logísticas para uma festa acolhedora.

A climatização do espaço, o som, o palco, e as variações da dimensão do Salão apresentam agora condições ideais para uma festa de sucesso.

DATA - 31 de Dezembro de 2009 às 21.00 horas.
LOCAL - QUINTA DA VALENCIANA - Fernão Ferro http://www.quintavalenciana.com/
ANIMAÇÃO - Conjunto de Gonzaga Coutinho e DJ 2001. http://www.gonzagacoutinho.com/
PREÇOS - Adultos - 40 Chiveves.
Crianças ate 10 anos - 10 Chiveves.
Inclui uma garrafa de espumante por cada 4 pessoas e passas.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS:

- Haverá um serviço de BAR e Comida Goesa e Moçambicana. Este serviço não está incluido no preço da entrada.
- Sugere-se organizar grupos de amigos que poderão levar o seu "farnel".
- No acto do pagamento, mediante a planta da sala, será atribuida uma mesa para o número de pessoas interessadas.
- Limitamos a lotação do Salão para o máximo de 400 pessoas.
- As inscrições e reservas serão encerradas no dia 21 de Dezembro afim de procedermos a organização das mesas.
- As pessoas interessadas em ficar alojadas no local poderão reservar quartos no espaço da organização da Quinta, consulte o site.

CONTACTOS PARA INFORMAÇÕES E RESERVAS:

Gonzaga Coutinho - Telm 969 020 673 gonzaga@netcabo.pt
Reinaldo Sá – 961 431 328 ronysa@gmail.com
Rui Salbany - 914 959 448 ruisalbany@netcabo.pt

Agradeço que organizem os vossos grupos e que repassem este mail para os contactos dos amigos.

Obrigado, Gonzaga Coutinho


www.quintavalenciana.com

Fonte: http://www.quintavalenciana/...
 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Divulga��o de um PEDIDO DE AJUDA

Ol� Amigos.

Pe�o desculpa por me ausentar durante periodos alargados, mas n�o consigo dar vaz�o ao trabalho todo que tenho.

Hoje de manh� recebi no meu email um pedido de ajuda de uma senhora que procura o seu pai, n�o tendo noticias dele desde 1976 e que n�o posso deixar de publicar e assim pedir a vossa ajuda tamb�m.

Ent�o aqui vai:

Email: Boa tarde,

Atrav�s da internet encontrei vosso site e tratando-se de assuntos relacionados com ex-residentes em Mo�ambique, venho solicitar a Vossa ajuda, no sentido de localizar-me o meu pai chamado Sousa que foi ex-residente de Ant�nio Enes (actualmente Angoche) e ex-funcion�rio da empresa "Boa Viagem" e saiu de Mo�ambique em 1976 num clima de turbul�ncia.

Agrade�o desde j� vossa colabora��o.

Cumprimentos.

Acrenarmo: Ol� _______, Boa tarde

Ser� um prazer tentar ajud�-la.

Gostaria no entanto que me desse mais pormenores de seu pai, tais como idade, nome completo, etc.

Tentarei junto de outras pessoas, perguntando se o conhecem. Faremos o poss�vel para o encontrar.

Os meus cumprimentos

Paulo Batista

Email: Caro Paulo,

Grato pela sua receptividade.

Sabe, e com aperto no peito que sinto ao responde-lo que nada mais sei do meu pai alem do que disse (chama-se Sousa e foi funcion�rio e/ou gerente ou s�cio-gerente, da "Boa -Viagem" na ex-Ant�nio Enes). Foi tamb�m motorista das carreiras que naquela �poca fazia o percurso Ant�nio Enes/Nampula e vice-versa. Acredito que era o unico funcion�rio Portugu�s com este nome.

N�o fa�o ideia da sua idade mas eu tenho 43 anos isto e, nasci em 1966. A minha m�e como e desletrada, e pela sua ignor�ncia, n�o possui nenhum dado sobre o meu pai. Saiu ele de Ant�nio Enes/Parapato, tinha eu 10 anos (em 1976 durante a "opera��o 24h" que houve l� a "queima roupa" a "Catanadas" enfim, contra os portugueses...) Lembro-me com saudades os poucos momentos da minha vida que ele me levava a escola. e choro de ter depois vivido estes anos todos sem se quer saber se ele vive ou n�o...., se tenho irm�os ....enfim. Esta e a minha hist�ria. Reitero a todos ajuda quem souber algo deste Homem, ficaria feliz s� em saber que esta vivo.

Obrigada. E Deus aben�oe a si e a todos que colaborarem consigo.

Acrenarmo: Ol� ________.

Tentarei ajud�-la no que puder, mas ambos sabemos o qu�o dif�cil ser� ter informa��es.

Assim iremos junto de quem lidou diariamente com o seu pai.

Se se lembrar ou conseguir mais alguns dados, agrade�o que me informe para acrescentar na informa��o divulgada.

Um Abra�o Amigo

Paulo Batista

Email: Como diz o velho ditado " A esperan�a e ultima que morre"

Lembrando mais...Uma das melhores amigas dele, e que foi minha madrinha de Registo Civil de nascimento, chamava-se Aida Monteiro, j� falecida.

Aquele abra�o.

______

Agrade�o que me ajudem, a ajudar esta senhora qua n�o pede mais do que saber do paradeiro de seu pai.

KANIMAMBO

Paulo Batista

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Exposição de Pintura - Dinis de Oliveira Marques



Dinis Marques




DINIS DE OLIVEIRA MARQUES, nasceu na freguesia de Santa Catarina da Serra, Leiria, em 1949.
Viveu 20 anos em Moçambique, de 1965 a 1985.
Não tem qualquer formação relacionada com a pintura, mas sempre teve interesse e curiosidade por desenho, pintura de letras, etc.

Em 1989, viu num jornal diário uma foto de um quadro de Chichorro, um famoso pintor Moçambicano e, resolveu fazer uma réplica numa folha de papel A4.

Gostou do resultado e então decidiu começar a fazer coisas da sua autoria. O que mais lhe saía da cabeça eram caras coloridas.

Fez a sua primeira exposição em 1997 em Leiria, na Galeria do posto de Turismo, com o título: CARAS DE NINGUÉM.

Entretanto colocou de parte este passatempo, até que em 2007 resolveu voltar a pintar e fez uma série de 18 quadros que deram origem à exposição QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ CORAÇÕES, que ocorreu no átrio do centro comercial JARDINS DO LIS GALERIAS em fins de 2007.

Todos os quadros eram em acrílico, mas em 2008 resolveu pintar alguns quadros a óleo.Por acordo com a Acrenarmo resolveu expor os quadros que lhe restavam da exposição anterior e os novos que entretanto pintou.

Para ver o video, clique aqui

filme-concerto da Associação Célula & Membrana: "Música dos Osso para paisagens de Moçambique"


Caros amigos, venho divulgar o convite da Câmara Municipal de Leiria aos sócios da Acrenarmo que muito nos honra.
Espero que gostem.
Os nossos agradecimentos à CML
Paulo Batista

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Exma. Direcção da Acrenarmo
No próximo dia 10 de Outubro (sábado), às 21.30h, no Teatro Miguel Franco, estreia o nosso primeiro filme-concerto da Associação Célula & Membrana: "Música dos Osso para paisagens de Moçambique", um filme documental que se apresenta como uma extensa paisagem de Moçambique. Em cima do palco estarão os Osso a tocar ao vivo a banda sonora estruturada especificamente para esta ocasião.

Seria uma honra para nós se pudéssemos contar com a Vossa presença e ofereceremos bilhetes aos vossos associados. O preço dos bilhetes para o público em geral é de 3 Euros.

Com os melhores cumprimentos


Albertina Ramos
Programadora do Teatro Miguel Franco
Divisão da Cultura e Gestão de Espaços Culturais
Câmara Municipal de Leiria