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quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escritores, Poetas e Contadores de Histórias de Portugal e Moçambique



Feira do Livro Temática de Moçambique / Encontro de Escritores / Palestra dinamizada pela Dr.ª Fernanda Angius e Dr.Delmar Gonçalves / Tertúlia Poética / Tertúlia “Histórias de um Passado em Moçambique”

Local Sede da Acrenarmo - Leiria

Largo de São Pedro - junto ao Castelo de Leiria

15 / 5 / 2011

10h – Abertura do evento – Recepção de boas vindas

10h30m – Feira do Livro Temática de Moçambique – Exposição de livros (todo o dia)

...• Será posta à disposição dos autores uma mesa para exposição dos seus livros. – A inscrição para expôr os livros será Gratuíta para sócios e 5,00€ para não sócios, por pessoa. A decoração da mesa será da responsabilidade do inscrito.

11h30m – Apresentação do CEMD - Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora por parte do seu presidente, Delmar Gonçalves*.

- Palestra Dinamizada por Dr.ª Fernanda Angius* – apresentação dos novos escritores Luso-moçambicanos e suas obras

• Antevisão dos novos valores literários Luso-moçambicanos

12h30m – Convivio de escritores – Pequena auto-apresentação dos autores presentes e visão geral dos seus livros

• Auto apresentação de cada autor inscrito, falando dos seus livros e sobre a sua escrita

13h30m – Almoço / convívio

• Almoço buffet no restaurante o Paço

15h30m – Tertúlia Poética – Leitura / declamação de Poesia

• Leitura de poesias por parte dos inscritos (poetas e publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição

16h30m – Tertúlia “Histórias de um passado em Moçambique” – Leitura de histórias / memórias passadas em Moçambique

• Leitura de pequenas histórias / memórias por parte dos inscritos (publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição. Seria interessante que cada orador, trouxesse um objecto para mostrar que fizesse a ligação com a própria história (pode até ser uma fotografia)

18h30m – Fim / Convívio



*Convidados:

Delmar Maia Gonçalves – Escritor / Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Nasceu em Quelimane a 5 de Julho de 1969

É também Professor, colaborador de vários jornais e revistas e Embaixador da Paz da The Interreligious and International Federation for World Peace.

É membro Fundador e Vice-presidente da direcção do Centro Cultural Luso Moçambicano e do Espaço Rui de Noronha. É também membro Fundador e Presidente da Assembleia Geral da AIDGLOBAL-ONGD e é membro Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Também é membro Fundador, membro do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal do Movimento Internacional Lusófono (MIL)

Obras do Autor

• Moçambique Novo, O Enigma - Editorial Minerva (2005)

• Moçambiquizando, Editorial Minerva (2006)

• Afrozambeziando Ninfas e Deusas, Edições Mic (2006)

• Mestiço de Corpo Inteiro, Editorial Minerva (2006)

Antologias Internacionais

• Libro de Poetas 2008, Aires de Córdoba Asociación Cultural (2008)

• 21 Festival da Poesia no Condado "Ajustiçar a história, gahnar dignidade" - Antologia Poética, SCD Condado (2007)

• "Silêncio é o barulho baixinho" - Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, 4º Concurso Poético Volumes X/XV, Editorial Piaget, Lisboa, 2000

• Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro - Colectânea de Primeiros Prémios 1977-1990, E.S.F.C., Oliveira de Azeméis, 1991.

Revistas

• Revista do VII Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, "As línguas da poesia - The Tongues of poetry", FLUC, 2010



Fernanda Anglius –

Criadora de programas literários e culturais na EN até 1975.

Em 1975 optou pela exclusividade do Ensino de Português e Francês.

Em 1979 foi convidada pelo Instituto de Alta Cultura para preencher o lugar de Leitora de Português na Universidade de Florença, onde leccionou Língua e Cultura Portuguesa até 1984, orientando a primeira tese sobre um escritor português naquela Universidade.

Em 1985 foi convidada pelo então ICALP para aceitar o lugar vago no leitorado de Harare no Zimbabwe. Até 1988 aí leccionou e orientou duas teses uma - "Lisboa e a Cultura Portuguesa na Música Ligeira em Portugal" e a outra, "Fernando Pessoa e o Sentido da Vida ".

Em 1989 foi transferida para a Universidade Pedagógica de Maputo, ainda em formação e que era então a continuidade dada ao ex-Instituto Superior de Formação de Professores.

Também aí leccionou Introdução aos Estudos Literários, Literatura Portuguesa e Brasileira, Teoria da Literatura e orientou a primeira tese de literatura feita em Moçambique por uma estudante moçambicana e sobre Teoria da Literatura apoiada aos textos de Mia Couto, o primeiro escritor moçambicano sobre cuja obra foi feito um estudo sério em Maputo.

Em Moçambique dedicou-se por inteiro ao apoio do ensino da língua portuguesa e à formação de professores moçambicanos, colabou na inserção do ensino bilingue e onde pode chegar o seu interesse na ajuda à consolidação do ensino da língua como ferramenta de aquisição de mais valia cultural e auto afirmação do povo moçambicano.

Em 1998 foi colocada por concurso público em Paris como professora de Português em França.

Em 2003 obteve a reforma e passou a dedicar-se a tempo inteiro à investigação das Literaturas africanas escritas em português.

É membro da Associação de Lusitanistas desde 1991, participou em vários Congressos com trabalhos que estão publicados em actas e Revistas Literárias em Itália, França e Portugal.

Desde 1998 participa habitualmente em Colóquios Internacionais, levando a todo o mundo as Literaturas Africanas com especial interesse sobre os autores moçambicanos que tem dado a conhecer melhor.

Desde 2009 lecciona na Universidade Sénior dos Rotary de Viseu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Histórias de um passado em Moçambique - "SAUDOSOS"



SAUDOSOS

É o passado
Em sorrisos abertos
Olhos gulosos
De tanta saudade
Rostos sem idade
Mas de alma firme
Em franca solidariedade
Conversam, riem
Dançam e cantam
Relembram histórias
Temperadas de sol
Com o cheiro das acácias
E o brilho das missangas
Em abraços coloridos
Numa procura
Em cada rosto
Dum pedacito de África
Que os marcou
Que lhes tatuou a existência
Um tempo que sabem
Não voltará.

Dedicado aos Beirenses
(Encontro em Albufeira)

Isabel Batista
09/04/2011



Histórias de um passado em Moçambique - "O QUE O CORAÇÃO DIZ QUE A ALMA NÃO SENTE"


NÃO QUERO ACREDITAR QUE NO TEU CORAÇÃO HÁ UM OUTRO NO MEU LUGAR

JÁ SUBI E TAMBÉM DESCI , E AGORA QUERO CAMINHAR NUM CAMINHO PLANO E

SEI QUE NO ME ENGANO ,PORQUE SEI QUE VOU AO TEU ENCONTRO SEM SINAL

DE STOP,MAS GOSTARIA DE IR A GALOPE MAS COMO DEIXEI O CAVALO NO CAMPO

E PARA MEU ESPANTO NÃO TE ENCONTREI E COMO NATURAL TRISTE FIQUEI ,MAS

SEI QUE O PRINCIPAL É QUE TE ENCONTRAS NA ZONA DO PINHAL ENSINA-ME A

DISCERNIR DANDO-ME A LUZ PARA DECIDIR E TE OUVIR PARA ESCUTAR TUA VOZ

E TE VER SORRIR .

DE TUDO QUE PLANEEI NADA DESFRUTEI MAS SEI QUE ESCREVI O QUE SENTI

MAS NÃO VIVI ,SEI QUE FUI AMADO E TAMBÉM IGNORADO ,UM SIMPLES ABRAÇO

OU UM BEIJO PODE CURAR UM MAU ENTENDIMENTO UM SOFRIMENTO OU DAR FORÇA

A UM DESEJO SE DERES ALGUM DO TEU TEMPO PARA AMAR RESPEITAR E A TUA

DOR IR´SUAVIZAR .E PODES CRER QUE O ANDRADE IRÁ GOSTAR .



MOUGUEIRA --02/0472011 ANDRADE MUTARA

Histórias de um passado em Moçambique - "RETALHOS DA VIDA"


A VIDA É FEITA SE PEQUENOS NADAS DE ÓDIOS DE PRECONCEITOS POR ISSO A NOSSA IGNORÂNCIA.

SEI E ADMITO QUE ESTOU NESSA CLASSE DE APRECIAR O BOM E O MAU PARA MAIS TARDE REVER E PODER SEPARAR O TRIGO DO JOIO.

SEI QUE NÃO É FÁCIL MAS DENTRO DE MIM AINDA EXISTE ALGO QUE ME DÁ FORÇAS PARA OLHAR SEMPRE DE FRENTE OS OBSTÁCULOS QUE POR VENTURA SE APRESENTEM.

SÃO AS VIRTUDES E O BOM SENSO QUE DESCONHECEMOS OU QUE QUEREMOS IGNORAR E O NÃO CRERMOS.

ASSUMIR OS ERROS QUE COMETEMOS PASSAMOS AO LADO PARA NÃO SERMOS VISTOS PARA LAMENTAR O FRACASSO DA NOSSA MANEIRA DE VIVER.

SEI QUE NO MEU CRESCIMENTO POUCO APRENDI PORQUE ME AUSENTEI DE TUDO MAS HOJE RECONHEÇO QUE PEQUEI MAS AINDA ESTOU A TEMPO DE CAMINHAR EM FRENTE.

NÃO VAMOS PENSAR NO PASSADO MAS SIM VIVER O PRESENTE ALEGRE E CONTENTE E MOSTRAR A TODA A GENTE QUE O QUE INTERESSA É O PRESENTE .

ANDRADE MUTARA

MOUGUEIRA 10--04--2011

terça-feira, 29 de março de 2011

segunda-feira, 28 de março de 2011

Aulas de Cavaquinho

Caros Amigos


As aulas de Cavaquinho já estão a funcionar. É às 2ªs feiras pelas 20h na nossa sede. Para mais informações, contactar o prof. André Jesus para o telemóvel 968366918 / 916866549

Apareçam!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Oficina de Cavaquinho ( Inscrições Grátis )

Exposição Pintura de Augusto Manuel Pereira Neves (Guto Neves) 19-03-2011 pelas 16h

Nasceu no Porto a 30 de Dezembro de1955.


A sua infância foi vivida em Angola, na cidade de Lobito onde completou o ensino secundário.

Desde criança que gosta de desenhar, fazendo-se sempre acompanhar, desde muito novo, de um lápis e um bloco de folhas de papel.

Reside em Leiria e dedica todo o seu tempo livre à pintura.

Identifica-se como Autodidacta tendo no entanto frequentado aulas de técnica de óleo, com a pintora Carla Figueiredo.

Profissionalmente percorreu várias áreas, desde vendedor a massagista de recuperação.

Trabalhou em alguns clubes desportivos, desde o hóquei de Barcelinhos ao Vilafranquense, e também em clínicas de reabilitação.

Nesta altura da sua vida, sentiu a necessidade de mostrar o que lhe vai na alma através da sua pintura.

Iniciou as suas exposições em Maio passado participou na exposição colectiva na Capitel.

Em Agosto de 2010 exposição individual no salão multiusos da J.F. dos Pousos

Em Outubro de 2010 exposição individual no café Gato Preto.

Na Acrenarmo, vem despoletar memórias adormecidas que sentimentos da sua vivência em África.

África essa que ainda mora no seu Coração.

terça-feira, 15 de março de 2011

Histórias de um passado em Moçambique - "Para o resto da minha vida..."

Corriam as férias grandes do meu segundo ano de Veterinária quando consegui, com muito esforço, reivindicar junto do então ex-Ministério do Ultramar, uma passagem aérea para ir a Moçambique ver os meus pais que já há cerca de três anos não via.

Também por volta dessa época, a correspondência amiga que travava com aquela que viria a ser minha mulher, bem indicava que o nosso namoro ia pegar e que, ver para crer…e falar, era tão imprescindível para o assumir do meu compromisso, que não havia no Terreiro do Paço fosse que Ministério fosse capaz de me reter por mais um dia em Lisboa.

Num subir e descer de escadas permanente naquele Ministério cansei-me a reclamar dos meus direitos que eram, nem mais nem menos, iguais aos dos que já tinham partido para junto dos seus. E à terceira folha de papel selado que assinei, consegui que me deferissem a pretensão. Nada tinha havido de mais justo!

As saudades eram enormes como se calcula, e a ânsia de me “mostrar” universitário, já mais homem, portanto, não o era menos. Estava desejoso de a todos os meus relatar, de viva voz, o meu dia a dia na capital, os meus êxitos e insucessos, as minhas dificuldades, a “seca” que tinha sido a anatomia, o quanto me faltava ainda de teoria para começar a praticar!...eu que nem sequer ainda uma injecção sabia dar!...

Entretanto, naqueles três anos que me separaram de Moçambique muitos hábitos se modificaram nas nossas vidas por razões da alteração da vida profissional do meu pai. Os dias passaram a ser a ser menos optimistas por força das circunstâncias e a angústia da distância e da ausência, cada vez mais nos faziam sentir o desejo do reencontro! Era fundamental que tal acontecesse!...e lá se consumou a viagem nesse 19 de Agosto de 56.

A chegada ao destino foi um episódio da minha vida que jamais esquecerei! A expectativa era grande e o desejo de me ver em terra…ainda maior!

Sobrevoava Nampula pela primeira vez. Um autêntico luxo para a época! Deliciei-me a ver lá de tão alto toda aquela geometria de casas e avenidas, todas elas ainda do meu tempo de escola…e que eu agora em conjunto revia numa perspectiva que estava nos meus planos de viagem a não perder! Cá em baixo, uma improvisada palhota servia de gare; e no meio de meia dúzia de carros e pessoas que lhe estavam por perto, foi fácil detectar os meus que me aguardavam.

Entre risos, beijos e abraços…a conversa perdeu sentido!...até porque a comoção nos rouba quase sempre as palavras que as lágrimas substituem, e ali naquele momento da chegada não era o melhor local para conversar.

…a caminho do Parrane!

Depressa nos instalámos no “carocha” e seguimos rumo a casa. Dali até ao destino iam umas boas duas centenas e meia de quilómetros que o nosso ameno diálogo muito ajudou a encurtar. Minha mãe deixava, disfarçadamente, cair uma lágrima de vez em quando, que não me passava despercebida. Mas à medida que nos íamos aproximando do local, onde, afinal, a vida deles voltara a recomeçar…percebi que a sua comoção não se remediava com disfarces: era a expectativa do momento da chegada a casa e o não saber como reagiria eu às novas mudanças que, entretanto, se tinham operado! Nova casa…novos hábitos…novos espaços. Como iria eu reagir àquela transformação radical?!...era, ao fim e ao cabo, essa angústia que lhe apertava a garganta e a razão de ser de tanta lágrima vertida. Mas depressa tudo isso passou quando, particularmente, minha mãe se apercebeu da alegria que eu senti quando entrei pela primeira vez naquela casa!...Senti-me nas minhas sete quintas, pois era com aquele estilo simples de casa rectangular, coberta a colmo, que eu sempre sonhara vir um dia a gozar o mato que foi sempre onde melhor me senti!...estava tudo no sítio…por maior que fosse a improvisação!....e tudo à mão de semear!

Pelas redondezas tínhamos o único vizinho a cerca de dois quilómetros dali, e a duzentos metros, a única estrada que nos ligava à urbe mais próxima, assim mesmo a trinta quilómetros da nossa casa.

Nestas circunstâncias, e para quem sabe o que era a vida no mato, os “ranchos” e as medicações mais comezinhas aviavam-se para o mês sempre que se ia à cidade! O arroz e as batatas eram tão imprescindíveis para a sobrevivência como a tintura e os anti-palúdicos para quem vivesse longe do mercado ou do hospital. Viver no mato era assim…com todos os seus encantos, mas também com todos os seus riscos!...e no Parrane…o mato estava ali!

…e para grandes males….grandes remédios!...

Nas circunstâncias em que a vida ali se desenrolava com os recursos que, diariamente se inventariavam para se prevenirem as falhas, era com a “prata da casa” com que, a maior parte das vezes, se resolviam as situações mais imprevisíveis, desde a limpeza de um carburador até à substituição de um cano numa parede! Daí que na ausência de uma assistência médica a que o isolamento nos votava…fosse a minha mãe a “responsável”, na medida do seu possível e gosto, por tudo o que na área curativa e preventiva à saúde dissesse respeito. Todos os dias engrossava a fila dos que junto dela procuravam o seu alívio!...”Prescrevia” e aviava, e em casa, no dia certo, e à hora exacta, lá estava junto ao copo de água do almoço, o comprimido da semana que era obrigatório deglutir para que, pelo menos, o paludismo não entrasse em casa. E o preceito era rigorosamente cumprido; somente o meu pai, por vezes, e por motivos de ausência, o desrespeitava, e como tal, um dia foi acometido de um ataque violento de febres. Renitente a tudo que fosse tomado em comprimidos, deliberou logo à partida que aquelas temperaturas altas só o deixariam em paz com uma injecção. Contra esta vontade nada havia a fazer! Só que a situação se agravou apesar de na nossa farmácia caseira nada faltasse para que tal desejo fosse satisfeito: é que voluntários para a ministrar não havia! Nem eu nem minha mãe sabíamos dar injecções e enfermeiros próximos também não existiam.

Meu pai argumentava, por razões que lhe pareciam óbvias, que eu estaria em condições de pôr em prática alguma da teoria que certamente já tinha adquirido nos meus dois primeiros anos de veterinária. Por mais que fossem as razões que lhe desse sobre a minha inaptidão para o efeito, a contra argumentação dele acabou por vencer e convencer-me a fazer-lhe a vontade.

Imaginem-se os cuidados de que me rodeei… e os receios em errar o “alvo”!!...

Cumpridas as regras básicas do traçado nadegueiro e colocada a agulha entre o polegar e o indicador da mão direita, desferi o golpe como melhor me pareceu ser o mais indicado. Meu pai gritou um “ai” lancinante ao sentir a agulha, pelo que me assustei e a retirei, de imediato.

-“Desculpe, se o magoei”! Disse-lhe eu.

-“Não foi nada, foi só para te assustar” disse rindo-se, para me tranquilizar, rematando como que a justificar-se:

-“À segunda tentativa já te sentes mais confiante, tenta lá outra vez!”

E repeti a acção. De facto com mais confiança em mim e dando a injecção já sem qualquer receio.

Meu pai levantou-se da cama e ajeitando a roupa, rematou a conversa:

-“Vês? Custou-te alguma coisa? naturalmente que não!...a primeira vez é sempre a primeira! só que esta sempre tem mais uma particularidade: é que nunca mais te vais esquecer pela vida fora que o primeiro “animal” que injectaste….foi o teu pai!”

Autor: José Joaquim Caldas Duque


Histórias de um passado em Moçambique - Um burro chamado "Amaral"

Era uma vez um burro, cinzento-escuro, luzidio, bem anafado, que pertencendo à Sociedade Agrícola do Chuabo Dembe, nos arredores de Quelimane, dava pelo nome de “Amaral”. O asinino, de fino porte e bem representativo da espécie, gozava do privilégio de ser por todos acarinhado e de dispor de uma certa liberdade de pastorícia que nem todo o irracional desfruta!

Cedo se ausentava do Chuabo Dembe para deambular por todo o sítio onde o verde fosse mais tenro e a sombra mais apetecível à ruminação. Se o chamassem…vinha à mão, se o acariciassem…agradecia com as orelhas.

Um dia, pelo palmar da dita Sociedade Agrícola, e já nas redondezas da área da antiga F.A.E., avistei o “Amaral”. Aproximei-me dele, afaguei-o e ficámos juntos por uns minutos naquela troca cordial de mimos a que ele já se habituara. Quando me dispus a deixá-lo o animal seguia-me, obviamente. A minha retirada não estava fácil! E como não era possível deixar que a perseguição se mantivesse, por muito grande que fosse a teimosia dele, procurei alguém que por ali andasse por perto e fosse capaz de o “distrair” para que me sentisse liberto da sua simpática companhia. Eu tinha os meus afazeres e não me podia demorar mais tempo por ali.

Avistei na estrada que dava acesso ao aeroporto um trabalhador que se dirigia para os lados do Chuabo Dembe e chamei-o:

-“Hei! Você vai no Chuabo Dembe?” – perguntei

-“Vai, sim senhóra, patarão!” foi a resposta imediata

Seguiu-se o meu pedido:

-“Então você não importa de chóvar o Amaral para lá, mane, mane?”

-“Não senhóra…não pode mesmo!” – foi a lacónica resposta que ouvi.

Insisti mais uma vez no favor, convicto da sua prestimosa aceitação:

-“Vá lá…leva lá o Amaral que ele é amigo de você!”

-“Não pode, senhóra!...não aguenta!!” – novamente a mesma resposta que tinha dado, desta vez com um sorriso de comprometimento.

-“Mas não pode, porquê?” – insisti.

-“Porque…Amarrale… é eu!!!”

 
Autor: José Joaquim Caldas Duque

Histórias de um passado em Moçambique - "IN MEMORIUM"

Conhecia-o já de há muitos anos e com ele partilhei sempre alguma parte da minha vida! Estar com ele, apesar de eu ser mais novo…ainda mais novo me revia. O Fernando Duque Adão, a pessoa de que vos falo neste momento….o Adão da Fazenda, assim mais conhecido de uns, ou o Adão do Rádio Clube, mais conhecido por outros, deixou-nos mais sós no dia dos seus anos!...e sem dele podermos voltar a sentir a boa disposição com que sempre nos sabia brindar com a sua presença.

Ficaram na saudade de muitos, certamente, as suas iniciativas de recreio, de solidariedade, as suas entrevistas, as festas de confraternização, o teatro, a música, mas sobretudo a sua disponibilidade para ajudar quem dele precisasse fosse no que fosse. Para além deste valioso legado, o seu bom humor foi bem conhecido de todos que com ele privaram. E é desse humor que aqui vos deixo esta foto que ele me ofereceu um dia com a sua inegável originalidade para sempre nos fazer sorrir!...Em sua memória…

Autor: José Joaquim Caldas Duque, 1999


(Fotografia a anexar brevemente)

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Assembleia Geral - 26/Fev/2011

S.O.(S). ASSOCIADOS


Informamos/Apelamos/Convidamos, todos os associados para que definam por maioria de razão ( ou seja, de votos ) o futuro da Associação, participando, criando listas, intervindo de facto, nas eleições do próximo dia

26 de Fevereiro de 2011

Permitam-nos a reedição do texto que se segue, dada a sua oportunidade e actualidade:«A Associação existe apenas, porque e até quando, os nossos associados assim o desejarem.»

Comunicamos que para o acto eleitoral referido, não existem ainda listas em constituição.

SAUDAÇÕES LUSOMOÇAMBICANO-ASSOCIATIVAS

A DIRECÇÃO


CONVOCATÓRIA



Realizar-se-á no próximo dia 26 de Fevereiro de 2011 (Sábado) pelas 11:00 Horas, no salão de festas da nossa Sede, uma ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, para dar cumprimento à convocatória que se segue :

Nos termos do Artº 3º, nº 2 dos Estatutos e ainda dos Artºs 33º, 34º e 43º do Regulamento Geral Interno, convoco a Assembleia Geral Extraordinária, com a seguinte ordem de trabalhos:

a) Aprovar o relatório de contas da Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal, respeitante à gerência do exercício de 2009 e orçamento para 2010;
b) Aprovar o relatório de actividades, respeitante à gerência do exercício de 2010;
c) Apresentação de relatório de actividades dos anos de 2009 a 2010;
d) Apreciar, discutir e votar o relatório de contas da Direcção e respectivo parecer do Conselho Fiscal, respeitante à gerência do exercício de 2010.
e) Apresentação, apreciação e eleição de novas listas para os órgãos sociais da Acrenarmo. / Apreciar, discutir e votar a proposta de actividades, e proposta de orçamento, respeitante à gerência do exercício de 2011.
f) Discutir a viabilidade de continuidade da existência da Acrenarmo e ou a problemática da falta de envolvimento dos sócios e a sua participação activa na vida da associação;
g) Discussão sobre meios de recuperar os antigos sócios e o retornar dos delegados regionais.
h) Discutir a viabilidade de abrir Delegações noutros locais do país de modo a envolver mais associados noutras regiões do país.
i) Criação de um conselho provisório para a reestruturação dos estatutos da Acrenarmo.
j) Discutir e aprovar, quaisquer outros assuntos de interesse geral.

Se à hora marcada para o início da Assembleia não estiverem presentes metade dos associados, os trabalhos começarão meia-hora mais tarde, com os presentes, em conformidade com o Artigo 35º do Regulamento Geral Interno.

O Presidente da Assembleia Geral

DUCILIO GONÇALVES SAPINHO

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Protocolo com a Clinica Dentária "Vital 3M"

( Clique na imágem para ir para o site da Clinica )


Caros Sócios

A Acrenarmo, a pensar no bem estar dos seus sócios, formalizou um acordo Parceria com a Clinica Dentária Vital 3m que visa em criar condições mais favoráveis no que toca à saúde oral dos seus sócios. Esta parceria permite aos seus associados, usufruir de descontos em serviços de saúde dentária.
A Vital 3m é uma clínica exclusivamente dentária. Com um espaço em Caldas da Rainha desde 2006, a Vital 3m inaugurou em Junho de 2010 outra unidade em Leiria.

Apoiados pela mais recente tecnologia, apostou na qualidade do serviço, para que os pacientes se sintam bem e em segurança.

Têm como objectivo um atendimento personalizado, com uma equipa profissional, simpática, receptiva e serena, desdramatizando, o que ainda hoje é, para muitos pacientes, a ida ao dentista.

Com um corpo clínico devidamente credenciado, abrange todas as especialidades desde a Dentisteria geral, Implantologia, Ortodontia, Próteses Fixa e Removível.

Ambas as Clínicas, situadas no rés-do-chão, beneficiam de estacionamento gratuito e oferecem um acesso fácil para qualquer utente inclusive com deficiências motoras.

Acreditamos que esta parceria poderá ser vantajosa para todos nós.

À Clínica, que beneficiará de novos pacientes, e aos utentes que irão usufruir de um desconto sobre todos os tratamentos assim como oferta dos exames radiológicos.

Com esta parceria pode usufruir de:


- Diagnóstico e orçamentos gratuitos;
- 10% de desconto em todos os tratamentos a colaboradores e agregado familiar da ACRENARMO;
- Oferta dos exames radiológicos;
- Estacionamento gratuito e de fácil acesso.

Telefone: 244 092 830
Morada: Urbanização Nova Leiria – Rua de Ourém – Lote 5 – Loja C (R/Chão) – 2415-781 Leiria
Horários: De 2ª a 6ª Feira das 9:30h às 20:30h e Sábado das 9:30h às 18:00h
http://www.vital3m.com/

Nota: Desconto e ofertas não acumuláveis com outras promoções.

A Acrenarmo, como já é sabido, está sempre a pensar no bem estar dos seus sócios.

Esperamos que esta parceria seja mais um bom motivo para que se sintam bem ao nosso lado.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Projecto "Crianças Que Queriam SerCrianças"


Este evento está a ser organizado por um grupo de área de projecto da Escola Secundária Domingos Sequeira, em parceria com a Associação Acrenarmo. O dinheiro da venda das t-shirts irá reverter para uma causa nobre, que consiste no combate à pobreza extrema, mais especificamente no combate à fome em Moçambique.


Deste modo, em ligação com a associação ATLAS, vamos tentar levar alguma felicidade a 250 crianças subnutridas e respectivas mães, através do projecto "mukole" levado a cabo por esta ONGD (a associação ATLAS). Podem visitar a nossa página no facebook e lá encontrarão informação mais detalhada sobre o nosso projecto.

Ajudem-nos a ajudar, basta adquirir esta t-shirt e já estão a ajudar! Lembrem-se "Anyone can be a hero".

Para fazerem a reserva enviem e-mail para thistimeformozambique@hotmail.com indicando: cor da t-shirt + tamanho

As t-shirts são unisexo.

O preço de cada t-shirt é 7 sorrisos (€) - este é o preço mínimo, visto que é uma causa solidária, não está fechada a ofertas de valor superior, caso as pretendam fazer.

Para mais informações contactem-nos através do facebook ou do mail acima referido.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Parceria - Massagens

Caros sócios e amigos


José Falcão, novo sócio da Acrenarmo, acaba de nos comunicar que concede um desconto no serviço de massagens para os sócios da Acrenarmo.

Assim aqui fica um copy/paste do seu email:


"Caros amigos

Sei, que esta Associação faz parcerias e contratos com algumas instituições e nem só, de forma a que os seus associados obtenham algumas regalias (descontos) nalguns serviços. Eu pretendo também dar esse beneficio aos associados, dirigentes e colaboradores da Acrenarmo. Por isso, como Quiromassagista (massagista) informo V. Ex.as que, por cada massagem que faça, e mediante a apresentação do cartão da ACRENARMO a pessoa tem um desconto de 5%, sobre os preços de tabela.

Como V. Ex.as têm a relação dos sócios, dirigentes e colaboradores, agradecia que dessem a conhecer da possibilidade de usufruirem de massagens com desconto, informando igualmente o numero do contacto para marcações - 965344337 - Vila Real.

TABELA DE PREÇOS S/ DESCONTO:
Massagem às costas/coluna vertebral - 15,00 €
Massagem aos membros superiores - 15,00 €
Massagem aos membros inferiores - 15,00 €
Massagem localizada - 15,00 €
Massagem ao Tronco (frente e costas) - 20,00 €
Massagem corpo inteiro - 35,00 €

Para deslocações ao domicílio será practicada a seguinte tabela:


Muito grato pela atenção dispensada subscrevo-me com elev ada consideração.

Kanimambo
José Falcão

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Festas Felizes

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Exposição de Pintura - Rafaela Martins


Rafaela Martins, natural de Moçambique e a residir em Portugal, desenvolveu desde muito nova o gosto pelo desenho e pela pintura. Foi a vontade de mostrar o que lhe vai na alma que a levou a desenvolver o gosto pela pintura e pelas artes plásticas e a criar o seu estilo muito próprio e caracteristico.


Nos seus trabalhos usa vários tipos de materiais, tais como, tintas de acrílico, tecidos, missangas, areia em tela, e outros, dand...o aos seus trabalhos formas, texturas e cores que os tornam únicos e belos.

Sempre inspirada pela paisagem afircana, como o pôr-do-sol, os cheiros, as cores e as culturas, Rafela Martins mostra-nos trabalhos que nos fazem sonhar, reviver e até sentir emoções esquecidas.

Esta exposição na Acrenarmo, vai ao encontro do que melhor pudemos fazer para divulgar os lindos trabalhos que Rafaela Martins cria, como permitir a todos a visita deste espaço que gostamos de dizer “de todos nós e para todos nós”.

A inauguração da exposição será no dia 8 de Dezembro 2010 pelas 16,30h

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Encontro Nacional de Naturais e Ex-resid.Moçambique/26 anos da ACRENARMO



Olá Amigos

Cá estamos nós com mais um Encontro Nacional de Naturais e Ex-Residentes de Moçambique.

Moçambique é aquela terra linda que tantas saudades nos deixou e nos mantém unidos até hoje.

A Acrenarmo têm vindo ao longo dos últimos 26 anos a preservar o convívio saudável entre esta maravilhosa gente caracterizada pela boa disposição e por este estado de espírito contagiante.

É nestas alturas que muitas amigos de longa data se reencontram ao fim de muitos anos revelando-nos autênticos casos de amizade, exemplo para todos nós. Só estes momentos, compensam o trabalho que a direcção da Acrenarmo voluntáriamente têm vindo a desenvolver.

Este ano comemoramos o 26º aniversário e como prenda, queremos a vossa companhia.

Já perdemos a conta dos reencontros que proporcionámos, das lágrimas de alegria que presenciamos, do desabrochar de sentimentos que sentimos. Valeram todos a pena!

É com este espírito que gostariamos de convidá-lo a estar connosco no 26º aniversário da Acrenarmo / Encontro Nacional de Naturais e Ex-resid.Moçambique.

De ano para ano, os grupos ficam cada vez mais pequenos e consequentemente mais dispersos. Pois queremos contrariar essa tendência e retomar os grandes encontros de outros tempos, onde reine a boa disposição e alegria.

Por fim, apelamos que subscrevam a manutenção deste projecto que sobrevive há mais de 26 anos. Venha ser sócio da Acrenarmo e participar nesta missiva que é a manutenção da memória comum a todos nós junto das gerações futuras e da população em geral.

Queremos crescer, não só em qualidade, mas também em quantidade com mais e mais amigos. Queremos no futuro chegar mais perto de todos os que partilham estas vivências, de norte a sul do país.

Voçês são a nossa matéria-prima e os nossos únicos clientes.

Kanimambo

Direcção da Acrenarmo
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11 de Dezembro de 2010 pelas 13,00 h

no


EMENTA
Aperitivos á chegada em buffet:

Pão, Presunto Ibérico, Frutos sêcos
Martini, Whisky, Gin, Vinho erde, Águas, Sumos
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Entradas:

Pasteis de Bacalhau, Rissóis, Croquetes, Orelheira de Coentrada, Salada de Feijão Frade, Chamuças, Filetes de Pescada,
Com Arroz de Tomate
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Carnes:

Assado Misto com Cabrito Assado no Forno e Lombo Assado
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Sobremesas:

Salada de Frutas e Leite Creme Queimado
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Bebidas:

Vinho Tinto, Vinho Branco, Sumos, Águas
Digestivos, Café
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Lanche:

Caldo Verde, Tábua de Queijos, Corbeille de Frutas, Frutos Secos, Bebidas
Bolo do 26º Aniversário da ACRENARMO
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Animação
Musico para animação de Baile

Nota: Refeição de dieta, sujeita a aviso prévio.


O Manjar do Marquês
Estrada Nacional 1 (IC2) Km 151
3100-373 Pombal

Preços:
Criança 0 aos 5…………………………….0,00€
Criança 5 aos 10………………………….15,00€
Adulto……………………….……………30,00€



Contactos:

- Graça Gaio – 919 889 640

- Paulo Batista – 918 114 235

- Acrenarmo - acrenarmo@gmail.com




Data limite das inscrições: 06 de Dezembro de 2010

NIB ( CGD ): 0035 0393 0005 9377 4311 3


Atenção:
Marcação é aceite apenas com pagamento do almoço.
É aconselhado levar para o almoço, comprovativo de transferência.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Noite de Fados da Acrenarmo




Terça-feira, 7 de Dezembro às 21:30h

Guitarra : Joaquim Domingues
Viola : Eduardo Carvalho
Vozes : Idília Pedrosa e Acácio Norte

É mais uma noite de tradição onde o fado é a palavra de ordem, e que assinala o retorno de Acácio Norte como fadista, à casa que ajudou a criar.

Acácio Norte é acompanhado de excelentes musicos que prometem uma noite de tradição e de boa disposição.

A entrada é de apenas 7,50€ para sócios e de 10,00€ para não sócios.

O preço inclui, caldo verde e vinho, como não poderia deixar de ser.

Vamos cantar "até que a voz nos doa" e conviver como tanto gostamos.