Também me parece interessante ouvir este relato de um camarada da D.E.T.A...
Mas com o meu colega, o Comandante Álvaro Nogueira, da D.E.T.A. deu-se um acidente de uma categoria à parte.
É um desses casos que ilustra do que um homem é capaz, quando perde o domínio da máquina.
Foi um Junker, um avião que depois de carregado pesa bem mais que dez toneladas. Era a altura da abertura das aulas no Liceu de Lourenço Marques e iam quinze estudantes e uma senhora, a D. Ana do Chinde, muito conhecida pela sua coragem e desenvoltura na vida.
Voavam da Beira para Lourenço Marques e o vento sul soprava fortíssimo. Começaram a aparecer nuvens negras, mas isso pouco afectava um bicho daqueles. O avião foi subindo, subindo, até que atingiu a altitude ideal para fazer o seu voo. Continuou, mas qualquer coisa de grave estava para acontecer.
A tempestade começou a tomar proporções assustadoras.
Ao fim de três horas, quando devia estar já próximo de Lourenço Marques, o avião era terrivelmente sacudido e quase que havia pânico a bordo. O Nogueira, através de azimutes constantes verificou que sofrera uma deriva extraordinária para a direita. Corrigiu o rumo e continuou na esperança de depressa alcançar Lourenço Marques. Mas ao fim de mais uma hora verificaria que se encontrava ainda muito distante.
O Junker é um avião bastante grande. Parece uma caixa e é muito vagaroso, de maneira que quan-do o vento lhe pega, é um instante enquanto o coloca numa posição que a gente não quer. Foi o que aconteceu. o avião devia estar muitíssimo à direita e então o Nogueira resolveu rodar noventa graus à esquerda do rumo que segui, pois quando baixasse teria o mar à sua frente sem obstáculo nenhum.
O tempo foi passando e andavam já no ar há perto de cinco horas. Vento fortíssimo e traiçoeiro conduzira para uma situação desesperada. Então, resolveu descer, e não tinha iniciado a decida há muito, quando os motores pararam. Três motores! Ele sentiu-se perdido. Quase, porque um piloto quando tem fibra, nunca se sente perdido.
E era um casarão enorme a vir por ali abaixo, sem apelo nem agravo. Tinha mesmo que vir. A chuva e o vento fustigavam-no numa sinfonia terrível.
Dizia-me mais tarde o Nogueira que só via chuva, relâmpagos e ouvia o avião a bufar. É que quando um avião vinha lá das alturas, naquelas circunstâncias, com a diferença rápida nas densidades da atmosfera, os nossos ouvidos sentem o avião bufar mesmo. Toda a atenção do piloto se concentrou para que, logo que visse terreno, fosse de que espécie fosse, meter lá a máquina, sabendo de antemão que a partia mesmo, mas tentando safar os seus passageiros.
E safou-os! De repente, já muito baixo, a razar o chão, viu água numa lagoa, à beira-mar, que tinha uma margem formidável e que recebeu o avião de braços abertos. Descoberto aquilo, foi meter um pé no pedal, o avião deslizou de lado, endireitou-o, perdeu a velocidade, bateu com a cauda num cajueiro - onde ficou - e bateu pesadamente à frente, jé em terreno firme. O choque ainda foi grande e o avião ficou inutilizado. Estava apenas a vinte minutos de Lourenço Marques. A miudagem tinha antes sido bem amarrada nos seus lugares, mas houve uma tal de Malicha, que era uma miúda levada da breca, que tinha desapertado o cinto por sua alta recreação. No momento da aterragem voou por cima das cadeiras todas, de unhas abertas e foi cravá-las em desespero no pescoço e braços de uma colega, Fernanda Marçal, que ia bem à frente.
Foram as únicas que tiveram ferimentos. Os tripulantes Nogueira, José Rodrigues e Trancoso, como tiveram de encarar de frente a situação por que passavam, foram dar as respectivas caras bem naquele imenso tablier e lábios inchados e arranhões não lhes faltaram.
Mas tudo correra bem. Passaram depois uma noite diabólica ali ao pé da lagoa, onde os mosquitos zumbiam aos milhões. Pela madrugada vieram socorros. Alguém dera pelo que se passara e foi à Administração mais próxima avisar. Foram todos transportados de carro até Lourenço Marques e aí seria a Rádio a tirar partido do acontecimento sensacional. As miúdas foram entrevistadas e teceram elogios formidáveis ao piloto. A D. Ana do Chinde, então exuberante como era e contente como estava por se safar daquela, dizia: "Só a este belo pessoal da D.E.T.A. se deve não ter havido desastre fatal! Todos devemos a vida ao sangue frio e à pericia do Comandante Nogueira!" Quando chegou a vez deste falar, foi pior.
O locutor procurava tirar o máximo partido da situação, perguntando-lhe quais as suas reacções naqueles momentos terríveis, com os motores parados ainda no meio do temporal, e se ele tivera esperanças de não matar toda aquela gente, Então ele, Nogueira, deve ali mesmo ter recordado os maus momentos por que passou e deve ter sentido o tal nó na garganta. Sentiu uma emoção grande e só disse: "Tivemos sorte!" As lágrimas rolaram pela cara abaixo e não pôde dizer mais nada.
Ele portara-se à altura!
.......................Cmdt.Faria Peixoto)............
enviado por: César Morais
sexta-feira, 25 de junho de 2010
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Sardinhada - Festas de São Pedro
Caros amigos e sócios
Estamos em época de Santos Populares e os convívios sucedem-se.
Na Acrenarmo também iremos festejar o São Pedro com uma sardinhada e com musica para animar.
A entrada é de apenas 1,5€ com oferta de uma bebida.
Gratuito para crianças até aos 10 anos.
As sardinhas irão estar na brasa para a deliciar o pessoal.
Junta-te a nós para uma noite bem passada onde a musica irá estar presente para um pé de dança.
O local, é na nossa sede, pelas 17,00h +-, no pátio da sede e o castelo irá estar lá em cima a observar-nos.
Não faltes! Vai ser muito bom!
Até Sábado
--
ACRENARMO-Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-Residentes de Moçambique
Largo de São Pedro – 2400–035 LEIRIA
Tel. 244 835 788
acrenarmo@gmail.com
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terça-feira, 22 de junho de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - "Sou Feliz"
Sou Feliz
Sou Feliz porque nasci em Inhambane
porque Inhambane é o meu chão
porque é a Terra da Boa Gente
e Terra da Boa gente significa na Língua Gitonga "entra para dentro de casa"
convite que os habitantes fizeram aos portugueses que ali aportaram
para se resguardarem da chuva e Camões canta em "Os Lusíadas
porque a minha Língua é a Língua Portuguesa
porque a Língua Portuguesa me deu uma Pátria
porque chapinhava nas águas da chuva ao sol e ao vento
porque depois apanhava filária tratada com cortes de lâmina e banhos de águas de plantas africanas colhidas no mato
porque apanhava matacanhas curadas com cinza quente depois de tiradas com um alfinete por desinfectar
porque andava descalça na areia a ferver sem me importar com os picos bem afiados
porque comia mangas verdissimas que provocavam febrões a valer
porque comia comia jambolão ,cigoma,zirriva,maçãzinhas ,moranguinhos bem maduros da ganga ou verdes com peixe
porque saltava o muro das minhas vizinhas "nunos"que me davam linfete e bolinhos de coco
porque fui mãe de cinco filhos todos amamentados com chá de ganga ,amargo como fel que me punha os seios como cabaças
porque assim tinha leite com fartura sem que beber cerveja preta que detestava
porque deste modo o leite nem encaroçava os seios
porque durante seis anos guiei à revelia
porque fui criada entre africanos com quem joguei à bola e fugia para a praia à cata dos caranguejos verdes
porque sou do tempo do xitimela até Inharrime para aí se apanhar uma camioneta "o tornicrofe"semelhante a uma carrinha celular todinha em ferro e com janelinhas no topo para aliviar o calor dos viajantes
porque fui aluna do Colégio das Freiras Franciscanas onde aprendi Francês a sério com uma freira educada no Sacré Coeur em França
porque sou do tempo do XINKWERRENGUE aos sábados onde os brancos iam dançar com as meninas da cor do ébano à socapa da família tranquila em casa
porque o meu molungo engenheiro ,um agnóstico ferrenho mas um humanista de verdade nunca levou uma quinhenta pelos projectos para igrejas,mesquita ,escolas,colégio,maternidades ,poços para os africanos ,maternidades
porque tive um pai de "letras gordas"que no primeiro dia que dei aulas me disse para nunca me esquecer que nascera num país de muitas raças e religiões e pelo facto de ser branca não tinha o direito de me impor ,mas respeitar as diferenças
porque tive uma mamana que me criou e só queria que a sua "sanana "viesse para o xilunguine dos brancos de primeira
porque o cipaio Geremias me adorava e não dizia à minha mãe que estava num galho a comer amendoas vermelinhas cheias de fios saborosos
porque fisgava as galas galas de cabeça azul a passarinharem pelos muros
porque cada filho plantou uma árvore
porque o mainato Júlio corria pelo quintal com o meu filho para respirar nos acessos de tosse convulsa
porque em Inharrime há poços de petróleo selados desde 1948 pela Golf Oil
porque fartei -me de ver pombos verdes a esvoaçar de coqueiro em coqueiro no Mocucune
porque sou branca de segunda classe
porque fui professora de alunos que hoje ocupam cargos políticos no Moçambique Moderno
porque tenho paludismo crónico que de tempos a tempos me dá noticias
porque vi tubarões velozes ,dugongos,peixes voadores,peixes sapos ,magajojos a espichar ranhecas sempre que pisados armados em espertalhões para não serem caçados
porque comi maningue mandioca torrada e cozida ,matapa,bagias maningue chamussas ,casquinhas de caranguejo ,linfete ,torradinhas de sura ,coco lenho com acúcar ,castanha de cajú a estalar debaixo de uma chapa de zinco
porque as minhas amigas eram brancas,pretas,mulatas e mussulmanas
porque andei de batelão ao ritmo da "Maria Tereza zikuta
porque os madalas e cocoanas eram respeitados
porque o meu filho mais velho não fez aquela guerra inútil que só serviu para mutilar corpos e almas
porque vivo num país onde toda a gente ralha e com razão
porque nunca fui uma" burguesa empatée"
porque o artigo 4ºdos acordos se esqueceu de "respeitar bens e pessoas"e aprendi a comer o pão que o diabo amassou
porque tive a capacidade de sobreviver à marginalização
porque fui conotada como "colonialista"sem o ser
porque este País aprendeu a lição e lutou com garra pela causa de Timor
porque ainda viajei na frota colonial por mares nunca dantes navegados
porque este país continua a ser um País "mais desvairadas gentes"
porque sei onde fica a Ponte Salazar
porque também sei cantar "Vila morena"
porque prezo o respeito pela instituição ESCOLA como fonte do SABER
porque ainda tenho respeito por valores humanos
porque revisitei INHAMBANE onde fui carinhosamente acolhida
porque visitei "pertenças minhas "com estoicismo
porque nada posso fazer pela mediocridade ,nem pelos pavões de brutas bombas .
Sou realmente feliz por estar viva ,sã e ser uma avó de netos que me amam
SOU REALMENTE FELIZ.
Maria Fernanda de Sá Pires
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Histórias de um passado em Moçambique,
Saudades
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - "MÃE ÁFRICA"
MÃE ÁFRICA
QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
VENTOS PRA LONGE ME TROUXERAM
VIDAS SEM FIM SILENCIARAM.
QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
PRECISO ESTAR PERTO DE TI
PRA CUIDARES OUTRA VEZ DE MIM.
Ó MÃE ÁFRICA
COBRE ESTE FRIO TIRITANTE
BEBE AS LÁGRIMAS QUENTES
CALA SOLUÇOS ASFIXIANTES
SOU UM BARCO SOBRE O TEU AZUL
GAIVOTA DE OLHOS FECHADOS
FAROL EM VOO FINAL.
MÃE ÁFRICA
QUE FAZER DE TANTA SAUDADE
DOS LABIRINTOS SOLITÁRIOS
ESTRELADOS,CHORADOS,MAGOADOS.
MARIA FERNANDA DE SÁ PIRES
Exmos Srs
Aqui vai um poema sobre Moçambique para o vosso desafio literário dirigido a ex-residentes ou naturais de Moçambique. Espero que seja uma boa contribuição para divulgar a nossa terra e transmitir aos outros o que ela tem de especial.
Bem hajam
Mª Fernanda
Exmos Srs
Aqui vai um poema sobre Moçambique para o vosso desafio literário dirigido a ex-residentes ou naturais de Moçambique. Espero que seja uma boa contribuição para divulgar a nossa terra e transmitir aos outros o que ela tem de especial.
Bem hajam
Mª Fernanda
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Histórias de um passado em Moçambique,
Poesia
Kanimambo Moçambique
Kanimambo Moçambique
Kanimambo…
Pelas maravilhosas recordações
Que bem gravadas foram ficando
Cá dentro dos nossos corações…
Kanimambo…
Pelo fantástico espectáculo sedutor
Que nossos olhos se deleitaram
Com as fabulosas acácias em flor…
Kanimambo…
Pelo cheirinho a terra molhada
Com a chuva da madrugada
Ao som do estrondear da trovoada…
Kanimambo…
Pelas frutas tropicais de singular sabor
Como as belas tangerinas de Inhambane
Ou os sumarentos cajus de avermelhada cor…
Kanimambo…
Pelo gostinho de uma manga com sal
Pelas “tsintshivas”, hum! … que saudades
Pela água de coco tão divinal…
Kanimambo…
Pelas deliciosas maçarocas assadas
Que comprávamos em qualquer rua
Bem quentinhas, estaladiças e douradas…
Kanimambo…
Por aquele marisco sem igual
Pelo sabor duma gelada “Laurentina”
Por toda esta dádiva substancial…
Kanimambo…
Pelo Bazar, onde o cheiro das frutas
Dos legumes, do peixe e das especiarias
Se misturava com a algazarra das labutas...
Kanimambo…
Pela beleza do cantar dos xiricos
Pela ternura dos macacos do Parque de Campismo
Que nos roubavam os chocolates… que mafarricos…
Kanimambo…
Pelo enorme privilégio
De neste paraíso ter nascido
Me sinto como um ser egrégio…
Kanimambo…
Pela vivacidade do olhar daquelas crianças
Com as bocas escancaradas a rir
Traz-me à mente tantas lembranças…
Kanimambo…
Pela alegria das exóticas “tombazanas”
Carregando às costa seus rebentos
Envoltas em garridas “capulanas”…
Kanimambo…
Por tantas manhãs de Domingo
Passadas nessas idílicas praias
Jogando futebol, convivendo e se abrindo…
Kanimambo…
Pelas cores do esplendoroso sol africano
Pelas praias de tão transparentes águas
Pelas areias brancas junto ao Índico oceano…
Kanimambo…
Por aquela imagem do “4 Estações”
Que recordo com muita saudade
E ficará na memória de várias gerações…
Kanimambo…
A todos que ajudaram a construir
A mais linda cidade de África
Que jamais deixará de nos atrair…
Pela muita alegria, emoção e felicidade
Por um respeitoso e saudável despique
Aqui eu digo com sincera humildade:
KANIMAMBO MOÇAMBIQUE
Luís Pestana
Setembro 2009
Nota: Escrevi estes versos, inspirados a partir de um e-mail, em prosa, que recebi de uma ilustre desconhecida, que dá pelo nome de BELITA, datado de Março de 2009!
Kanimambo…
Pelas maravilhosas recordações
Que bem gravadas foram ficando
Cá dentro dos nossos corações…
Kanimambo…
Pelo fantástico espectáculo sedutor
Que nossos olhos se deleitaram
Com as fabulosas acácias em flor…
Kanimambo…
Pelo cheirinho a terra molhada
Com a chuva da madrugada
Ao som do estrondear da trovoada…
Kanimambo…
Pelas frutas tropicais de singular sabor
Como as belas tangerinas de Inhambane
Ou os sumarentos cajus de avermelhada cor…
Kanimambo…
Pelo gostinho de uma manga com sal
Pelas “tsintshivas”, hum! … que saudades
Pela água de coco tão divinal…
Kanimambo…
Pelas deliciosas maçarocas assadas
Que comprávamos em qualquer rua
Bem quentinhas, estaladiças e douradas…
Kanimambo…
Por aquele marisco sem igual
Pelo sabor duma gelada “Laurentina”
Por toda esta dádiva substancial…
Kanimambo…
Pelo Bazar, onde o cheiro das frutas
Dos legumes, do peixe e das especiarias
Se misturava com a algazarra das labutas...
Kanimambo…
Pela beleza do cantar dos xiricos
Pela ternura dos macacos do Parque de Campismo
Que nos roubavam os chocolates… que mafarricos…
Kanimambo…
Pelo enorme privilégio
De neste paraíso ter nascido
Me sinto como um ser egrégio…
Kanimambo…
Pela vivacidade do olhar daquelas crianças
Com as bocas escancaradas a rir
Traz-me à mente tantas lembranças…
Kanimambo…
Pela alegria das exóticas “tombazanas”
Carregando às costa seus rebentos
Envoltas em garridas “capulanas”…
Kanimambo…
Por tantas manhãs de Domingo
Passadas nessas idílicas praias
Jogando futebol, convivendo e se abrindo…
Kanimambo…
Pelas cores do esplendoroso sol africano
Pelas praias de tão transparentes águas
Pelas areias brancas junto ao Índico oceano…
Kanimambo…
Por aquela imagem do “4 Estações”
Que recordo com muita saudade
E ficará na memória de várias gerações…
Kanimambo…
A todos que ajudaram a construir
A mais linda cidade de África
Que jamais deixará de nos atrair…
Pela muita alegria, emoção e felicidade
Por um respeitoso e saudável despique
Aqui eu digo com sincera humildade:
KANIMAMBO MOÇAMBIQUE
Luís Pestana
Setembro 2009
Nota: Escrevi estes versos, inspirados a partir de um e-mail, em prosa, que recebi de uma ilustre desconhecida, que dá pelo nome de BELITA, datado de Março de 2009!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - "Nunca mais me chames mano"
Há muito, muito tempo (mas, que raio, isto não me é estranho …, deve ser da velhice!), conheci em Lourenço Marques [isto de maputices – vamos deixar para quem de direito], uma das mais belas criaturas (seres criados, reais, que existiram, não faziam parte dum delírio), mas onde tive a oportunidade de tocar, de cheirar {cheirava a côco}, e que fez desabrochar em mim uma grande e única paixão (chiu, não digam a ninguém, senão temos milando), mas – e é sempre a mesmíssima e repetida questão do “MAS”, começou a tratar-me por MANO. Ela: mano pra qui, mano pra li; Eu: raio que o parta o mano. E esta coisa do mano não deixava a diligência levar o postilhão (correio em linguagem arcaica – é que eu também já sou arcaico, eheh eheh) à boa morada.
Eu nessa altura estava na guerra (isto foi lá por volta de 1972/3 – não sei se sabem que Portugal estava em guerra para proteger um território que não era nosso mas que fazia de conta que era e muita malta minha amiga morreu, e outra malta porreira [quando a gente morre somos todos porreiros] também morreu e depois houve uma reunião em Luzaca e pimba o melhor era cavar dali pra fora……….), fazia parte duma companhia de Comandos (não posso dizer a qual, não vá o inimigo descobrir e descodificar a mensagem e sermos localizados e pimba, chuva de morteirada – linguagem corriqueira nesse tempo), e eu só pensava nela, de dia e de noite era ela que invadia constantemente a minha pobre mente. De tal forma que nem o barulho das morteiradas e dos canhões sem recuo (umas armazinhas que se apanhassem a gente em fila matavam logo a fila toda – parece-me que era por uma questão de economia), me incomodavam. Mas ela continuava com o mano e eu desesperado, e ela contestando: “quizas, quizas, quizas” (Nat King Cole).
Deu-se a revolução dos cravos (flor - (Dianthus caryophyllus) e não o nome que se dá aos pregos usados nas ferraduras dos cavalos, nem o cravo, tipo de afecção da pele), e a mulher dos meus sonhos – no verdadeiro e também no lato sentido da palavra (porque tanto sonhava com ela, acordado quanto a dormir), desapareceu.
Ela – A MANA, fugiu, perdeu-se num horizonte onde a eternidade me parecia irrisória e onde um dia se revestia de uma aparência profética.
Ficou comigo até hoje a dor enraizada na memória eidénica das minhas células fasciais, a mágoa de nunca ter tido a coragem de reverter os indícios e deixar que o postilhão tivesse chegado à boa morada.
O tempo passou, aquele rosto lindo, aquele sorriso sedutor, aquele cheiro a óleo de praia e aquele corpo que nunca pôde existir para além dum simples estrato onírico e de uma ténue esperança sonhada, ficou em mim, tal magma incrustado e calcinado, acabou por se sedimentar, mas nunca desapareceu.
Trinta e sete anos se passaram. De repente, do nada surge a magia da obra criada. O fantasma adormecido no berço do meu ser inerte faz erupção, emerge e perturba, atordoado tenho a impressão de acordar finalmente dum marasmo que nunca mais deixava de me perseguir. Uma mensagem dela – no facebook ®. És mesmo tu … sim, agora tenho a certeza, olhei para as tuas fotos e reconheci-te.
Ela encontrou-me. Como a vida tem estes paradoxos. Eu à procura e é ela que me encontra. Um percurso de trinta e sete anos onde tudo o que fiz e não fiz, tudo o que pensei e não pensei, dediquei, consciente ou inconscientemente, implícita ou explicitamente a esse cheiro que teimava em não me largar, a esse corpo que teimava em viver em mim, a esse riso que teimava em gargalhar aos meus ouvidos.
Precipitei-me como um adolescente (não é que não seja ainda um adolescente com 60 anos), e respondi à solicitação dela. Dei-lhe o meu email, o meu número de telemóvel, o nome do meu cão, do meu gato, tudo para ela me contactar logo e o mais rápidamente possível.
No dia seguinte ela ligou para mim. Chatice, das chatices, não podia responder. Estava o padre a falar (bla bla bla bla – amém) quando vejo um número desconhecido. Estava num enterro dum grande amigo meu.
Ao meu lado a esposa, nem sequer podia dizer, olha desculpa tenho de ir rapidamente à casa de banho porque parece que estou com uma diarreia. Não é que não pudesse, mas ali, naquele deserto de campas para onde todos nós caminhamos paulatinamente como lenires (lenir, mesmo que abrandar, suavizar, lenificar. Também é nome próprio (geralmente feminino), “eu espero, de coração, que todos tenham um lenitivo, para seus sofrimentos” (frase), onde é que eu ia? Ah, sim, vi o número e fiquei em pulgas (ansioso, com o coração a bater e a querer sair da caixa torácica), será o dela, mas este enterro nunca mais tem fim – “agora o Salmo ….”, “mais o Pai Nosso”, enfim, não tenho nada contra isso, antes pelo contrário, mas logo naquele momento, e o telefone vibrava, vibrava, vibrava, e eu também vibrava, vibrava, vibrava… de tal modo vibrava, que aquele corpo que sempre surgia no meu fantasma idealizado como algo de estável e de sólido, começou também a vibrar. Já nem conseguia mais idealizar esse ser magnifico de formas nunca dantes existentes (Camões? Cavaco Silva, Cristiano Ronaldo?), e essa figura lendária e romanesca, de repente parecia-me difusa, como se os olhos da minha mente estivessem embaciados, a inquietação transformou tudo aquilo ali numa utopia e acabei por me precipitar para o exterior e sentar-me dentro do meu carro para não ter nenhum enfarte no caso de ser mesmo verdade.
Liguei apressadamente, o telemóvel escorregou-me das mãos, eu voltei a tentar ligar de novo, era ela, aquela mesma voz, aquele mesmo sorriso, ela teve de repetir, sou eu, a … e aí eu disse-lhe todas as baboseiras que sempre tive vontade de dizer há trinta e sete anos atrás e nunca tinha tido coragem.
Ela ouviu sem saber bem o que dizer. Sorria às gargalhadas, aquelas gargalhadas que tanto me fizeram sonhar, que tantas lágrimas me fizeram perder e eu pedi-lhe, quase a implorar-lhe de joelhos – NUNCA MAIS ME CHAMES MANO!
Henrique Dos Martires
Eu nessa altura estava na guerra (isto foi lá por volta de 1972/3 – não sei se sabem que Portugal estava em guerra para proteger um território que não era nosso mas que fazia de conta que era e muita malta minha amiga morreu, e outra malta porreira [quando a gente morre somos todos porreiros] também morreu e depois houve uma reunião em Luzaca e pimba o melhor era cavar dali pra fora……….), fazia parte duma companhia de Comandos (não posso dizer a qual, não vá o inimigo descobrir e descodificar a mensagem e sermos localizados e pimba, chuva de morteirada – linguagem corriqueira nesse tempo), e eu só pensava nela, de dia e de noite era ela que invadia constantemente a minha pobre mente. De tal forma que nem o barulho das morteiradas e dos canhões sem recuo (umas armazinhas que se apanhassem a gente em fila matavam logo a fila toda – parece-me que era por uma questão de economia), me incomodavam. Mas ela continuava com o mano e eu desesperado, e ela contestando: “quizas, quizas, quizas” (Nat King Cole).
Deu-se a revolução dos cravos (flor - (Dianthus caryophyllus) e não o nome que se dá aos pregos usados nas ferraduras dos cavalos, nem o cravo, tipo de afecção da pele), e a mulher dos meus sonhos – no verdadeiro e também no lato sentido da palavra (porque tanto sonhava com ela, acordado quanto a dormir), desapareceu.
Ela – A MANA, fugiu, perdeu-se num horizonte onde a eternidade me parecia irrisória e onde um dia se revestia de uma aparência profética.
Ficou comigo até hoje a dor enraizada na memória eidénica das minhas células fasciais, a mágoa de nunca ter tido a coragem de reverter os indícios e deixar que o postilhão tivesse chegado à boa morada.
O tempo passou, aquele rosto lindo, aquele sorriso sedutor, aquele cheiro a óleo de praia e aquele corpo que nunca pôde existir para além dum simples estrato onírico e de uma ténue esperança sonhada, ficou em mim, tal magma incrustado e calcinado, acabou por se sedimentar, mas nunca desapareceu.
Trinta e sete anos se passaram. De repente, do nada surge a magia da obra criada. O fantasma adormecido no berço do meu ser inerte faz erupção, emerge e perturba, atordoado tenho a impressão de acordar finalmente dum marasmo que nunca mais deixava de me perseguir. Uma mensagem dela – no facebook ®. És mesmo tu … sim, agora tenho a certeza, olhei para as tuas fotos e reconheci-te.
Ela encontrou-me. Como a vida tem estes paradoxos. Eu à procura e é ela que me encontra. Um percurso de trinta e sete anos onde tudo o que fiz e não fiz, tudo o que pensei e não pensei, dediquei, consciente ou inconscientemente, implícita ou explicitamente a esse cheiro que teimava em não me largar, a esse corpo que teimava em viver em mim, a esse riso que teimava em gargalhar aos meus ouvidos.
Precipitei-me como um adolescente (não é que não seja ainda um adolescente com 60 anos), e respondi à solicitação dela. Dei-lhe o meu email, o meu número de telemóvel, o nome do meu cão, do meu gato, tudo para ela me contactar logo e o mais rápidamente possível.
No dia seguinte ela ligou para mim. Chatice, das chatices, não podia responder. Estava o padre a falar (bla bla bla bla – amém) quando vejo um número desconhecido. Estava num enterro dum grande amigo meu.
Ao meu lado a esposa, nem sequer podia dizer, olha desculpa tenho de ir rapidamente à casa de banho porque parece que estou com uma diarreia. Não é que não pudesse, mas ali, naquele deserto de campas para onde todos nós caminhamos paulatinamente como lenires (lenir, mesmo que abrandar, suavizar, lenificar. Também é nome próprio (geralmente feminino), “eu espero, de coração, que todos tenham um lenitivo, para seus sofrimentos” (frase), onde é que eu ia? Ah, sim, vi o número e fiquei em pulgas (ansioso, com o coração a bater e a querer sair da caixa torácica), será o dela, mas este enterro nunca mais tem fim – “agora o Salmo ….”, “mais o Pai Nosso”, enfim, não tenho nada contra isso, antes pelo contrário, mas logo naquele momento, e o telefone vibrava, vibrava, vibrava, e eu também vibrava, vibrava, vibrava… de tal modo vibrava, que aquele corpo que sempre surgia no meu fantasma idealizado como algo de estável e de sólido, começou também a vibrar. Já nem conseguia mais idealizar esse ser magnifico de formas nunca dantes existentes (Camões? Cavaco Silva, Cristiano Ronaldo?), e essa figura lendária e romanesca, de repente parecia-me difusa, como se os olhos da minha mente estivessem embaciados, a inquietação transformou tudo aquilo ali numa utopia e acabei por me precipitar para o exterior e sentar-me dentro do meu carro para não ter nenhum enfarte no caso de ser mesmo verdade.
Liguei apressadamente, o telemóvel escorregou-me das mãos, eu voltei a tentar ligar de novo, era ela, aquela mesma voz, aquele mesmo sorriso, ela teve de repetir, sou eu, a … e aí eu disse-lhe todas as baboseiras que sempre tive vontade de dizer há trinta e sete anos atrás e nunca tinha tido coragem.
Ela ouviu sem saber bem o que dizer. Sorria às gargalhadas, aquelas gargalhadas que tanto me fizeram sonhar, que tantas lágrimas me fizeram perder e eu pedi-lhe, quase a implorar-lhe de joelhos – NUNCA MAIS ME CHAMES MANO!
Henrique Dos Martires
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Histórias de um passado em Moçambique
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Festa dos Povos 2010
Festa dos Povos 2010
Uma iniciativa da AMIGRANTE
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O Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes-Leiria (Alto Comissariado para a Imigração) e a AMIGrante, têm o prazer de convidar V. Ex.ªs para a celebração do Dia de África no próximo dia 24 de Maio e para a "Festa dos Povos - 2010" a realizar no próximo dia 30 de Maio, conforme programa que segue.
Dia 24 de Maio
21h30 - Projecção do Filme "Bab Sebta" no Tetro Miguel Franco (filme para maiores de 16 anos)
entrada gratuita (bilhetes podem ser levantados na AMIGrante ou Teatro Miguel Franco)
Dia 30 Maio
14h30 – Celebração Inter-Confessional na Igreja do Espírito Santo (Leiria)
16h00 – Espectáculo InterCultural (Músicas e danças do Mundo, “Tendinhas” de artesanato, Arte Plástica, Gastronomia...) no Pátio do Mercado Santana (Leiria)
A Acrenarmo foi convidada, para representar Moçambique pela 2ª vez. Convite que muito nos honra e teremos muito gosto em estar presente. Iremos ter uma pequena banca, onde colocaremos a marca de Moçambique que se fará notar e dirá bem alto "KANIMAMBO". Venham conhecer-nos e disfrutar de uma festa com muita alegria.Dia 24 de Maio
21h30 - Projecção do Filme "Bab Sebta" no Tetro Miguel Franco (filme para maiores de 16 anos)
entrada gratuita (bilhetes podem ser levantados na AMIGrante ou Teatro Miguel Franco)
Dia 30 Maio
14h30 – Celebração Inter-Confessional na Igreja do Espírito Santo (Leiria)
16h00 – Espectáculo InterCultural (Músicas e danças do Mundo, “Tendinhas” de artesanato, Arte Plástica, Gastronomia...) no Pátio do Mercado Santana (Leiria)
Filme de cortesia: http://leiriaaminhacidade.blogs.sapo.pt/75379.html
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - O "Velho da viola",
Deveria andar pelos meus 10/11 anos......portanto aí pelos anos de 67/68...
A minha rua era fantástica! Uma rua sem saída onde moravam algumas famílias numerosas: os Larsen eram 8, entre os vinte, vinte e poucos e os 4 anos.....os Correia Mendes, com menos diferença de idades e adolescentes.....a minha mãe com uma ninhada de cinco mafarricos todos seguidos e mais umas quantas famílias com um/dois filhos.
Mas, só a família Larsen e nós já enchiamos aquela rua.........a minha querida Rua Alfredo Keil, em Lourenço Marques, oposta ao Hotel Santa Cruz na 24 de Julho e onde ficava o modesto e pequeno Restaurante Smarta que, por acaso nos aviava as marmitas todos os dias....
Aquela rua era mágica.....ou, pelo menos assim a recordo, pois o tempo tem este sortigélio de tornar delicioso, maravilhoso, misterioso até, o nosso passado longínquo,trasformando devargarmente em aguarelas suaves e nostáligicas, mesmo as coisas menos boas que pudéssemos ter vivido.
Ainda consigo ouvir a algazarra e bolício em que aquela rua se transformava ao fim da tade quando, já livres dos trabalhos de casa e outras demandas que as crianças naquele tempo sempre tinham, começavamos a encher a rua e a combinar jogar ao ringue, ao "aí vai alho"............ao paulito , ao berlinde e às escondidas ou ainda às batalhas campais num terreno abandonado ali por trás, mesmo junto às traseiras da Associação dos Naturais de Moçambique.
A salpicar estes fins de tarde alegres e barulhentos, por vezes, aparecia na avenida, um homem dos seus quarentas e tais a quem chamavamos o "velho da viola", cujos acordes, mesmo misturados com o barulho dos carros e da algazarra que fazíamos, sempre distinguíamos e nos fazia correr para a 24 de Julho atravessando para a faixa central em correria louca para podermos ficar o mais próximo possível do nosso "amigo" da viola.......
Ele sabia e gostava daquela criançada e ali ficava a tocar para nós, enquanto os seus bonecos, por si construidos, dançavam no chão pendurados por fios no braço da vilola....ele sabia fazer isso tão bem que pareciam pequenas pessoas de verdade e nós ríamos das piruetas e dos saltos que davam os bonecos de arames e paus, vestidos de trapos ......era um mestre aquele homem!
Um dia, postos estávamos neste delite que era sempre a aparição do nosso "amigo" quando, de repente, surgiu na faixa contrária em direcção ao Alto-Maé um jeep da Polícia Militar cheia de comandos que parou de repente saltando por cima do passeio central chiando ruidosamente os pneus, ao travar bruscamente. De dentro pularam, em completo estado de guerra, um monte de militares e desataram à bastonada ao nosso "amigo " da viola, sem dó nem piedade, para meu terror e espanto, fazendo-nos disparar em correia para o outro lado da avenida, onde ficámos a assistir incrédulos, sem saber o porquê daquele acto brutal, cruel e desumano.
O nosso amigo foi arrastado para dentro do jeep que, assim como surgiu, despareceu na avenida passando mesmo o sinal vermelho.
Ainda hoje recordo esta cena com uma tristeza imensa......um pesar e uma revolta enormes, pois o mundo, desde esse tempo e segundo o meu entendimento desde então, cresceu o suficiente para perceber que cenas destas continuam a contecer entre nós Humanos por este mundo fora, obedientes aos regimes e desobedientes à nossa Humanidade.....
Maria Victória Marinha de Campos
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Histórias de um passado em Moçambique - O meu Primeiro Amor
Era uma vez, muitos anos passados, uma jovem menina de cabelos compridos e castanhos, que conheceu dois irmãos gemeos, de nomes Fernando e Armando. Moravam perto. E essa menina apaixonou-se pelo Armando mas nunca foi capaz de lhe dizer que ele era o seu primeiro Amor. Nesses tempos passados essa jovem obedecia aos pais e, era muito dificil ter liberdade de expressão. Os anos passaram e foi inevitavel um casamento com outra pessoa. Depois vieram os filhos e a vida seguiu o seu curso. Mais tarde e já sozinha soube que o Armando tambem tinha casado. E nunca mais o viu. Continua a pensar nele. Esta é a historia do meu primeiro Amor. Foi passada em Moçambique (Lourenço Marques/Jardim D. Berta Craveiro Lopes) e a minha maior esperança é que o Armando a possa ler.
Ilda Duarte
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Histórias de um passado em Moçambique
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
1 contentor de sorrisos
Caros amigos
Tive conhecimento à pouco tempo desta iniciativa que considero muito louvável e que tenho pena de não conseguir colaborar com mais, devido ao curto tempo que falta para terminar.
Falo da campanha "1 contentor de sorrisos"
Porque a escola pode ser também um lugar de solidariedade, alunos e professores da Esc. Secundária de Bocage (Profs Fátima Campos e Liliana Ribeiro, Proj."De olhos na Fome" e Turma Prof. Tec.Infância) e do Ag. de Escolas de Pêro de Alenquer (Profs Mª Barata, Edite Emiliano, Célia Anágua, Proj. Oficina do Bem-Estar) estão a desenvolver esta campanha de angariação de vários produtos, para encher um contentor de "sorrisos" para um orfanato de Maputo. Ajude-nos a AJUDAR! :)
Jantar de solidariedade
Faltam apenas cinco dias para o nosso jantar de solidariedade. Espero que possamos contar com todos os amigos que o contentor tem conquistado ao longo de todos estes meses.
Fica aqui novamente o convite e a importância de mais este sorriso para o nosso contentor...
A Acrenarmo, pede a todos que colaborem dentro do possivel, de modo a conseguir-mos que estas crianças recebam de nós, muitos, muitos sorrisos.
Obrigado
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - A minha escola da 1ª classe
Aos 6 anos de idade, decorria o ano de 1964, o meu Pai ( Sr. Jardim ) foi convidado para trabalhar como chefe de mesas no Motel da Inhaca.
E fomos…., como coincidiu com a minha entrada na escola, comecei o meu 1º ano numa escola muito particular.
Ou seja, não havia escola, havia professora , havia alunos , e havia uma arvore enorme onde nos sentávamos para ter a aula.
Para terem uma ideia , esta “escola “ ficava no cima duma montanha, a única da ilha, junto á “escola” havia uma igreja, o museu, e pouco mais.
Na nossa turma seriamos cerca de 20 a 25 alunos, os únicos “brancos” era eu e a professora.
Lembro-me que ia para as aulas descalço, de calções e troco nú, tinha de subir aquela montanha por uma estrada de areia vermelha que não tinha mais de 5 metros de largura.
Posso-vos garantir que por diversas vezes tive de parar para deixar passar cobras e outros répteis.
Fiz a 1ª classe na Ilha da Inhaca, uma experiência única.
Pedro Ramilo
06-04-2010
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Histórias de um passado em Moçambique
1ª Exposição de Leonor Malaquias e Ricardo Pereira - dia 17/04/2010 pelas 15h
Leonor Malaquias e Ricardo Pereira são dois jovens estudantes de 16 anos que estudam na Escola Francisco Rodrigues Lobo seguindo a área de artes. Frequentam o 11º ano com estilos e objectivos diferentes.
Na pintura de Ricardo encontra-se traços geométricos e profundos mostrando a visão do seu mundo, ele pretende seguir design sem esquecer o gosto pela pintura Surreal.
Leonor, vê-se um traço livre e diferente com histórias para contar, Com um estilo romantico e surreal, nos seus trabalhos utiliza materiais tais como, agarela,carvao, oleo, acrilico,colagens. Segundo Leonor, os quadros são uma forma de ela mostrar o que realmente sente, querendo seguir no futuro pintura e escultura.
Estes jovens artistas pretendem que esta 1ª exposição de ambos, seja a primeira de muitas.
A ACRENARMO orgulha-se de mais uma vez, permitir que estes jovens com sensibilidade artistica, se mostrem, trazendo até nós a sua arte, verdadeira, humilde e livre.
Apostamos neles hoje, porque eles, já são os artistas de “Amanhã”
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - A minha carta de condução
Foi só na véspera do meu exame que eu consegui compreender a manobra para estacionar sem tocar no passeio. Diz-me o meu instrutor: Veja lá o que faz. Se for o Engº Lima, ele chumba-a. E então mulheres, quase nenhuma passa á primeira! Ok, então você faz-me sinal, para eu saber.
Chegou o grande dia, pedi no meu serviço, a Metalo-Mecânica, um bocado da manhã e lá fui para as Obras Públicas que também ficava na mesma rua Fernão de Magalhães.
Fui chamada e olhei para o instrutor ele fez-me o tal sinal e fiquei aliviada. Entrei no carro, o examinador ao meu lado e digo logo eu: Que alivio! Então porquê? Porque o meu instrutor fez-me sinal que não era o engº Lima. Arranque. Lá fui andando e pergunta ele:Então não gostam do Engº Lima? Digo eu: É porque ele é alérgico ás mulheres, chumba-as todas.
Lá fui andando e a certo ponto fiz um erro e diz ele: Vá lá, corrija! -digo eu: se fosse o Engº Lima, já estava reprovada. Lá fomos andando e então ele manda-me arrumar o carro entre dois , num espaço razoável. Concentrei-me, fiz marcha atrás e toquei no passeio.Digo eu: Mais uma asneira e então numa manobra que apesar de só a ter aprendido ontem me convenci de que a ia fazer bem! Se fosse o Engº Lima, estava feita!
Voltámos ao ponto de partida e diz ele: agora vai esperar um pouco para fazer o exame de código. Tive muito gosto em a conhecer e eu sou o Engº Lima!
Fiquei sem fala! Ralhei com o instrutor e ele coitado a dizer que tinha ficado convencido de que eu tinha percebido que era ele.
Daí a muito pouco tempo chamaram-me para uma sala onde estava o senhor e mais outros dois que riam a gargalhadas .Numa mesa estava um cruzamento e em cada esquina estava um carro. Pergunta ele: Se um destes fosse a senhora o que fazia? Respondo eu muito envergonhada e zangada e sei lá mais: Olhe senhor Engº Lima, se eu estivesse num dia como o de hoje, eu arrancava e os outros que fossem á vida! Um deles, rindo disse: É isso mesmo. Por outras palavras, mas é isso mesmo!!!
Vim embora, para o meu serviço, tinha passado pouco mais duma hora, e já com a almejada guia que me permitia conduzir!!!
Um abraço
Rita Botas
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Histórias de um passado em Moçambique
domingo, 21 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Caros amigos
Tendo tido conhecimento da necessidade por parte do IPS-Instituto Português do Sangue de aumentar as quotas das reservas de sangue disponíveis, a Acrenarmo disponibilizou a sua sede por forma a facilitar uma recolha de sangue, que se irá realizar no próximo dia 25 de Março no período das 9h às 14h.
A recolha de sangue irá ser feita na sede da Acrenarmo sito no Largo de São Pedro, junto à PSP.
Nesse sentido, vimos deste modo informar, divulgar e solicitar a sensibilização junto de todos vós, de modo a que haja uma adesão em grande numero de modo a compensar a deslocação de meios ao local.
Após a recolha de sangue o doador terá um pequeno almoço/lanche oferecido pelo IPS.
Um pequeno gesto certamente poderá fazer a diferença salvando muitas vidas.
Gostaríamos que todos colaborassem.
Não esquecer que só poderão dar sangue 3 horas após a ultima refeição.
Salve uma vida! Dê Sangue!
O IPS e a Acrenarmo agradecem desde já a vossa disponibilidade.
Apresento os meus cumprimentos
Paulo Batista
Presidente da Direcção
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Exposição sobre Romão Félix na Acrenarmo - Vida e Obra
Quem nunca ouviu falar de Romão Félix? A maior parte das pessoas conhece-o por "Parafuso". Personagem que marcou várias gerações que de algum modo viveram em Moçambique com a sua boa disposição, sempre com um sorriso no rosto e encantando todos os que o rodeiam.
Mas a história de Romão Félix não foi só o "Parafuso", foi... menino, estudante, homem da rádio, e muito mais....
A Acrenarmo irá realizar a 1ª exposição homenageando este homem que para alguns é um símbolo da sua passagem por Moçambique, para outros será sempre o "PARAFUSO", para nós, é um grande HOMEM!
Ele irá estar presente no dia 13 e 14 de Março para a abertura da exposição que se irá alongar até 21 do mesmo mês.
Vem prestar a tua homenagem ao Romão Félix. Ele merece!
Entrevista de José La Féria (Rádio Sim) a Romão Félix em 02/03/2010
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - Um Grande Susto!!
No dia 7 de Fev., na clínica de Santa Isabel, nasceu prematuramente o meu filho. Tinha só seis meses e meio de gestação. Foi logo para a Missão de S.José, pois a clínica não tinha incubadora. E lá esteve dois meses e meio, chegando a casa no dia 19 de Abril, com 2,5k, dia em que a irmã, fazia 2 anos e no dia em que era suposto, ele nascer.
Durante esse tempo, eu saía do serviço na Metalo-Mecânica (era colega do Romão Félix) pelas 5 da tarde, rumo á Missão para ver o meu filho, todos os dias.
As condições naquele tempo não eram boas e eu tive muitas vezes o médico á minha espera, para me dizer, ou, que ele estava mal, ou que estava com uma broncopneumonia; noutras, já com a requisição na mão para eu ir ao Hospital buscar sangue, eles já estavam á minha espera. Isto tudo com pouco mais de 1k, quando aumentava 5g, era uma alegria.
Ainda hoje não sei se algum semáforo estaria vermelho. Não! Só podiam estar todos verdes! Com dois meses desapareceu da incubadora e as freiras, coitadas andavam num reboliço e só quando eu me sentei ao lado, já desesperada, o vi debaixo do tabuleiro da incubadora. Tinha rebolado e enfiou-se lá.
Hoje, graças a Deus, tem 38 anos e é pai de dois filhos lindos!
Esta é, portanto, uma história verdadeira e impossível de esquecer!
E curta, porque naqueles dois meses e meio houve ainda tantas histórias.
Rita Botas (08/03/2010)
Durante esse tempo, eu saía do serviço na Metalo-Mecânica (era colega do Romão Félix) pelas 5 da tarde, rumo á Missão para ver o meu filho, todos os dias.
As condições naquele tempo não eram boas e eu tive muitas vezes o médico á minha espera, para me dizer, ou, que ele estava mal, ou que estava com uma broncopneumonia; noutras, já com a requisição na mão para eu ir ao Hospital buscar sangue, eles já estavam á minha espera. Isto tudo com pouco mais de 1k, quando aumentava 5g, era uma alegria.
Ainda hoje não sei se algum semáforo estaria vermelho. Não! Só podiam estar todos verdes! Com dois meses desapareceu da incubadora e as freiras, coitadas andavam num reboliço e só quando eu me sentei ao lado, já desesperada, o vi debaixo do tabuleiro da incubadora. Tinha rebolado e enfiou-se lá.
Hoje, graças a Deus, tem 38 anos e é pai de dois filhos lindos!
Esta é, portanto, uma história verdadeira e impossível de esquecer!
E curta, porque naqueles dois meses e meio houve ainda tantas histórias.
Rita Botas (08/03/2010)
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Histórias de um passado em Moçambique
Tertúlia de Poesia
Este evento realizou-se no passado Domingo, à tarde, na sede da Acrenarmo. Isto porque o dia 21 de Março, é o Dia Mundial da Poesia.
Vários poetas da região marcaram presença. Isabel Batista, Maria Antonieta Mariano, Carlos Bartolomeu, Dinis Marques, Armando Monteiro, entre outros.
Poetas como Ary dos Santos, José Régio e Antero do Quental, entre outros foram recordados. Durante cerca de quatro horas, o tempo passou a correr, declamou-se, leu-se e disse-se poesia. Poemas de todos os gostos. Tratando-se de uma tertúlia, como não podia deixar de ser, falou-se também sobre os poetas. Não há poesia sem poetas, assim como, não pode haver livros sem escritores, pintura sem pintores e teatro sem actores, encenadores e técnicos. Portanto a cultura é necessária para um País se desenvolver.
Dado o sucesso desta iniciativa, a direcção desta casa, está a pensar realizar tertúlias mensalmente, com data ainda a combinar.
Na próxima tertúlia, irá ser decidido o tema da seguinte e por ai em diante.
Assim, gostaríamos de contar com a vossa presença nestas próximas tertúlias.
Em breve divulgaremos as datas das tertúlias que se seguem.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Caros Amigos
Passo a citar um email que nos foi enviado pedindo auxilio, não só ao nivel de estadia, como também na ajuda num projecto nobre, no nosso ver.
Assim, agradeço que caso possa ajudar de alguma forma, entre em contacto com a Ana João para saber como o fazer e informar-se de mais pormenores.
Quanto à estadia dela em Xai-Xai, apelamos a quem tiver casa no local, e que possa de algum modo auxiliá-la da melhor forma.
Antecipadamente agradecido pela atenção.
Paulo Batista
"Exmo. Senhor Paulo,
O meu nome é Ana João.
Estou a escrever à Acrenarmo porque em meados de Março irei para Moçambique. A aventura durará cerca de um ano, e será, seguramente, uma experiência transformadora.
Tudo começou em Setembro, com uma candidatura ao Programa Inov Mundus. E agora cá estou eu, de malas quase feitas, pronta para estagiar no papel de co-ordenadora local da ONGD Um Pequeno Gesto, Uma Grande Ajuda (UPG).
Os sentidos dividem-se entre o entusiasmo, o medo, a curiosidade, a ansiedade, a expectativa e muita vontade.
Comecei há cerca de duas semanas a minha formação pré-partida com a UPG, no Estoril. Neste dias pude perceber que, para minha alegria e motivação, estou a trabalhar com gente que tem o coração preso a este projecto. Gente que acredita no que faz, e que o que faz faz da melhor maneira possível. De alguma maneira, também o meu coração vai ficando cativo num crescendo estimulante! É por isso também que escrevo - para apresentar esta ONG que será a minha casa no próximo ano, e para perceberem se poderão ajudar de alguma maneira nesta missão (donativo, apadrinhamento, divulgação, voluntariado, etc.).
Só para ficarem mais esclarecidos do porquê do meu entusiasmo: anteontem consegui um donativo de 50€. Não podem imaginar (ou talvez até possam) a ALEGRIA de uma das directoras da organização. Porque é incrível o que se pode fazer com essa quantia - Com cerca de 150 euros consegue-se alimentar, vestir e proporcionar material escolar a uma criança durante um ano!
PS: Uma outra questão: o objectivo da organização é que eu fique a morar em Xai-Xai. No entanto, ainda nenhum dos contactos locais me conseguiu arranjar casa. Se souberem de alguém que me possa ajudar agradeço que me forneçam o contacto.
Quanto aos pormenores da estadia em Xai-xai: ficarei no local cerca de 11 meses, a partir de 15 de Março. A Directora da minha organização refere que seria aconselhável o alojamento estar situado numa zona mais central da povoação, de modo a não ficar isolada e ter o mínimo de segurança. A mim interessava-me um sitio em que pudesse ter acesso à Internet, tanto para facilitar o trabalho como para facilitar o contacto com a família e amigos. De resto, não sou muito esquisita:) Desde que tenha sítio para dormir, cozinhar e tomar banho, tudo bem!
Mais abaixo segue então um descrição detalhada do projecto. Para qualquer dúvida, por favor não hesitem em contactar.
Ana João Santos
Tel: +351 963 136 341
Skype: anaj82
*********************************************************
A ONG Um Pequeno Gesto Uma Grande Ajuda é uma Associação Sem Fins Lucrativos dedicada à promoção da melhoria das condições de vida de crianças e jovens desfavorecidos e suas famílias em Moçambique. De forma a conhecer-nos melhor, encontrará em anexo uma apresentação resumida da nossa organização. Este documento contém informações sobre os nossos objectivos e missão, áreas de actuação e alguns dados representativos de projectos, apadrinhamento e financiamento.
Como ajudar?
Poderá contribuir Apadrinhando uma criança moçambicana ou Apadrinhando um projecto. Ambas as iniciativas promovem a melhoria de vida das nossas crianças e comunidade circundante.
Apadrinhe uma Criança
O que é Apadrinhar uma criança?
Por apenas 50 cêntimos/dia, pode mudar a vida de uma criança Moçambicana. Temos diversos projectos de Apadrinhamento de crianças e a ajuda dos padrinhos pretende financiar as suas refeições e os gastos com a educação, bem como vestuário e despesas de saúde quando necessário.
Não se esqueça que estas crianças não têm família e estão sedentas de carinho e atenção. Mais do que uma ajuda financeira, incentivamos todos os padrinhos a entrar em contacto com os seus afilhados e estabelecerem uma relação. Qualquer gesto da parte dos padrinhos é sem dúvida muito importante para as crianças. (Veja em baixo como completar o processo).
Que projectos precisam de padrinhos?
Em 2010, a Um Pequeno Gesto começa o projecto S. Vicente de Paulo com a Irmã Neusa das Irmãs Vicentinas. A Escola Primária do 5º Bairro de Chokwé recebe 700 crianças diariamente, 300 das quais são órfãs. A UPG começa por apadrinhar 100 crianças órfãs e pretende o alargamento a todas as 300 crianças órfãs nos próximos 3 anos.
A ajuda dos padrinhos pretende criar condições mínimas de sobrevivência para as crianças com o financiamento da alimentação, vestuário, educação e material escolar e ajuda pontual à saúde. Para ajudar estas crianças e fazer a diferença na sua vida basta um Pequeno Gesto anual de €170.
Adicionalmente, o Padre Rosendo pediu o alargamento do Projecto de Banhine a mais 100 crianças que a UPG não pode recusar. A ajuda dos padrinhos pretende criar condições mínimas através da distribuição mensal de comida e promoção da educação e acesso a material escolar. O valor do Apadrinhamento é igual ao ano anterior, de €150 por ano.
O que fazer para se tornar padrinho?
Para se inscrever na lista de padrinhos, por favor envie um e-mail para: geral@umpequenogesto.org. Deverá incluir os seus dados pessoais: nome do(s) padrinho(s), morada, telefone, nome completo e número de contribuinte e dados do apadrinhamento: número de crianças a apadrinhar, preferência de género e idade, preferência de projecto (faremos o possível para acomodar a sua preferência). No final deste e-mail encontra os detalhes de pagamento: por transferência bancária, cartão de crédito ou cheque.
Como fazer o seu contributo/doação?
Para efectuar a sua contribuição (todos os donativos/contribuições são dedutíveis para efeitos fiscais) e assim formalizar o Apadrinhamento, disponibilizamos as seguintes formas de pagamento:
1) Transferência Bancária
Banco: Millenium BCP
NIB: 00 33 0000 453 400 25763 05
IBAN: IBAN: PT50 0033 0000 453 400 25763 05
BIC/SWIFT: BCOMPTPL
Nota: Por favor envie-nos um e-mail com o titular da conta na data da transferência para facilitar o controlo
2) Cheque/ Numerário
Cheques à ordem de: Um Pequeno Gesto Uma Grande Ajuda
Morada: Av. das Acácias, N. 52- 2º B, Jardins da Parede, 2775-342 Parede, Portugal
Nota: Para depósitos no balcão, agradecemos que indique o nome do padrinho
3) On-line
Via Paypal com cartão de crédito. Poderá efectuar o pagamento através do nosso site:
Nota: Por favor inclua 5€ de custos de transacção
Para mais informações?
Visite-nos em http://www.umpequenogesto.org/, o nosso site, ou visite o nosso blog em http://umpequenogestoumagrandeajuda.blogspot.com/, com actualizações quase diárias.
Ficamos na expectativa de notícias e desde já agradecemos a sua vontade de ajudar. Todo o Pequeno Gesto conta, faça o seu! "
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