Há muito, muito tempo (mas, que raio, isto não me é estranho …, deve ser da velhice!), conheci em Lourenço Marques [isto de maputices – vamos deixar para quem de direito], uma das mais belas criaturas (seres criados, reais, que existiram, não faziam parte dum delírio), mas onde tive a oportunidade de tocar, de cheirar {cheirava a côco}, e que fez desabrochar em mim uma grande e única paixão (chiu, não digam a ninguém, senão temos milando), mas – e é sempre a mesmíssima e repetida questão do “MAS”, começou a tratar-me por MANO. Ela: mano pra qui, mano pra li; Eu: raio que o parta o mano. E esta coisa do mano não deixava a diligência levar o postilhão (correio em linguagem arcaica – é que eu também já sou arcaico, eheh eheh) à boa morada.
Eu nessa altura estava na guerra (isto foi lá por volta de 1972/3 – não sei se sabem que Portugal estava em guerra para proteger um território que não era nosso mas que fazia de conta que era e muita malta minha amiga morreu, e outra malta porreira [quando a gente morre somos todos porreiros] também morreu e depois houve uma reunião em Luzaca e pimba o melhor era cavar dali pra fora……….), fazia parte duma companhia de Comandos (não posso dizer a qual, não vá o inimigo descobrir e descodificar a mensagem e sermos localizados e pimba, chuva de morteirada – linguagem corriqueira nesse tempo), e eu só pensava nela, de dia e de noite era ela que invadia constantemente a minha pobre mente. De tal forma que nem o barulho das morteiradas e dos canhões sem recuo (umas armazinhas que se apanhassem a gente em fila matavam logo a fila toda – parece-me que era por uma questão de economia), me incomodavam. Mas ela continuava com o mano e eu desesperado, e ela contestando: “quizas, quizas, quizas” (Nat King Cole).
Deu-se a revolução dos cravos (flor - (Dianthus caryophyllus) e não o nome que se dá aos pregos usados nas ferraduras dos cavalos, nem o cravo, tipo de afecção da pele), e a mulher dos meus sonhos – no verdadeiro e também no lato sentido da palavra (porque tanto sonhava com ela, acordado quanto a dormir), desapareceu.
Ela – A MANA, fugiu, perdeu-se num horizonte onde a eternidade me parecia irrisória e onde um dia se revestia de uma aparência profética.
Ficou comigo até hoje a dor enraizada na memória eidénica das minhas células fasciais, a mágoa de nunca ter tido a coragem de reverter os indícios e deixar que o postilhão tivesse chegado à boa morada.
O tempo passou, aquele rosto lindo, aquele sorriso sedutor, aquele cheiro a óleo de praia e aquele corpo que nunca pôde existir para além dum simples estrato onírico e de uma ténue esperança sonhada, ficou em mim, tal magma incrustado e calcinado, acabou por se sedimentar, mas nunca desapareceu.
Trinta e sete anos se passaram. De repente, do nada surge a magia da obra criada. O fantasma adormecido no berço do meu ser inerte faz erupção, emerge e perturba, atordoado tenho a impressão de acordar finalmente dum marasmo que nunca mais deixava de me perseguir. Uma mensagem dela – no facebook ®. És mesmo tu … sim, agora tenho a certeza, olhei para as tuas fotos e reconheci-te.
Ela encontrou-me. Como a vida tem estes paradoxos. Eu à procura e é ela que me encontra. Um percurso de trinta e sete anos onde tudo o que fiz e não fiz, tudo o que pensei e não pensei, dediquei, consciente ou inconscientemente, implícita ou explicitamente a esse cheiro que teimava em não me largar, a esse corpo que teimava em viver em mim, a esse riso que teimava em gargalhar aos meus ouvidos.
Precipitei-me como um adolescente (não é que não seja ainda um adolescente com 60 anos), e respondi à solicitação dela. Dei-lhe o meu email, o meu número de telemóvel, o nome do meu cão, do meu gato, tudo para ela me contactar logo e o mais rápidamente possível.
No dia seguinte ela ligou para mim. Chatice, das chatices, não podia responder. Estava o padre a falar (bla bla bla bla – amém) quando vejo um número desconhecido. Estava num enterro dum grande amigo meu.
Ao meu lado a esposa, nem sequer podia dizer, olha desculpa tenho de ir rapidamente à casa de banho porque parece que estou com uma diarreia. Não é que não pudesse, mas ali, naquele deserto de campas para onde todos nós caminhamos paulatinamente como lenires (lenir, mesmo que abrandar, suavizar, lenificar. Também é nome próprio (geralmente feminino), “eu espero, de coração, que todos tenham um lenitivo, para seus sofrimentos” (frase), onde é que eu ia? Ah, sim, vi o número e fiquei em pulgas (ansioso, com o coração a bater e a querer sair da caixa torácica), será o dela, mas este enterro nunca mais tem fim – “agora o Salmo ….”, “mais o Pai Nosso”, enfim, não tenho nada contra isso, antes pelo contrário, mas logo naquele momento, e o telefone vibrava, vibrava, vibrava, e eu também vibrava, vibrava, vibrava… de tal modo vibrava, que aquele corpo que sempre surgia no meu fantasma idealizado como algo de estável e de sólido, começou também a vibrar. Já nem conseguia mais idealizar esse ser magnifico de formas nunca dantes existentes (Camões? Cavaco Silva, Cristiano Ronaldo?), e essa figura lendária e romanesca, de repente parecia-me difusa, como se os olhos da minha mente estivessem embaciados, a inquietação transformou tudo aquilo ali numa utopia e acabei por me precipitar para o exterior e sentar-me dentro do meu carro para não ter nenhum enfarte no caso de ser mesmo verdade.
Liguei apressadamente, o telemóvel escorregou-me das mãos, eu voltei a tentar ligar de novo, era ela, aquela mesma voz, aquele mesmo sorriso, ela teve de repetir, sou eu, a … e aí eu disse-lhe todas as baboseiras que sempre tive vontade de dizer há trinta e sete anos atrás e nunca tinha tido coragem.
Ela ouviu sem saber bem o que dizer. Sorria às gargalhadas, aquelas gargalhadas que tanto me fizeram sonhar, que tantas lágrimas me fizeram perder e eu pedi-lhe, quase a implorar-lhe de joelhos – NUNCA MAIS ME CHAMES MANO!
Henrique Dos Martires
quinta-feira, 27 de maio de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Festa dos Povos 2010
Festa dos Povos 2010
Uma iniciativa da AMIGRANTE
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O Centro Local de Apoio à Integração de Imigrantes-Leiria (Alto Comissariado para a Imigração) e a AMIGrante, têm o prazer de convidar V. Ex.ªs para a celebração do Dia de África no próximo dia 24 de Maio e para a "Festa dos Povos - 2010" a realizar no próximo dia 30 de Maio, conforme programa que segue.
Dia 24 de Maio
21h30 - Projecção do Filme "Bab Sebta" no Tetro Miguel Franco (filme para maiores de 16 anos)
entrada gratuita (bilhetes podem ser levantados na AMIGrante ou Teatro Miguel Franco)
Dia 30 Maio
14h30 – Celebração Inter-Confessional na Igreja do Espírito Santo (Leiria)
16h00 – Espectáculo InterCultural (Músicas e danças do Mundo, “Tendinhas” de artesanato, Arte Plástica, Gastronomia...) no Pátio do Mercado Santana (Leiria)
A Acrenarmo foi convidada, para representar Moçambique pela 2ª vez. Convite que muito nos honra e teremos muito gosto em estar presente. Iremos ter uma pequena banca, onde colocaremos a marca de Moçambique que se fará notar e dirá bem alto "KANIMAMBO". Venham conhecer-nos e disfrutar de uma festa com muita alegria.Dia 24 de Maio
21h30 - Projecção do Filme "Bab Sebta" no Tetro Miguel Franco (filme para maiores de 16 anos)
entrada gratuita (bilhetes podem ser levantados na AMIGrante ou Teatro Miguel Franco)
Dia 30 Maio
14h30 – Celebração Inter-Confessional na Igreja do Espírito Santo (Leiria)
16h00 – Espectáculo InterCultural (Músicas e danças do Mundo, “Tendinhas” de artesanato, Arte Plástica, Gastronomia...) no Pátio do Mercado Santana (Leiria)
Filme de cortesia: http://leiriaaminhacidade.blogs.sapo.pt/75379.html
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - O "Velho da viola",
Deveria andar pelos meus 10/11 anos......portanto aí pelos anos de 67/68...
A minha rua era fantástica! Uma rua sem saída onde moravam algumas famílias numerosas: os Larsen eram 8, entre os vinte, vinte e poucos e os 4 anos.....os Correia Mendes, com menos diferença de idades e adolescentes.....a minha mãe com uma ninhada de cinco mafarricos todos seguidos e mais umas quantas famílias com um/dois filhos.
Mas, só a família Larsen e nós já enchiamos aquela rua.........a minha querida Rua Alfredo Keil, em Lourenço Marques, oposta ao Hotel Santa Cruz na 24 de Julho e onde ficava o modesto e pequeno Restaurante Smarta que, por acaso nos aviava as marmitas todos os dias....
Aquela rua era mágica.....ou, pelo menos assim a recordo, pois o tempo tem este sortigélio de tornar delicioso, maravilhoso, misterioso até, o nosso passado longínquo,trasformando devargarmente em aguarelas suaves e nostáligicas, mesmo as coisas menos boas que pudéssemos ter vivido.
Ainda consigo ouvir a algazarra e bolício em que aquela rua se transformava ao fim da tade quando, já livres dos trabalhos de casa e outras demandas que as crianças naquele tempo sempre tinham, começavamos a encher a rua e a combinar jogar ao ringue, ao "aí vai alho"............ao paulito , ao berlinde e às escondidas ou ainda às batalhas campais num terreno abandonado ali por trás, mesmo junto às traseiras da Associação dos Naturais de Moçambique.
A salpicar estes fins de tarde alegres e barulhentos, por vezes, aparecia na avenida, um homem dos seus quarentas e tais a quem chamavamos o "velho da viola", cujos acordes, mesmo misturados com o barulho dos carros e da algazarra que fazíamos, sempre distinguíamos e nos fazia correr para a 24 de Julho atravessando para a faixa central em correria louca para podermos ficar o mais próximo possível do nosso "amigo" da viola.......
Ele sabia e gostava daquela criançada e ali ficava a tocar para nós, enquanto os seus bonecos, por si construidos, dançavam no chão pendurados por fios no braço da vilola....ele sabia fazer isso tão bem que pareciam pequenas pessoas de verdade e nós ríamos das piruetas e dos saltos que davam os bonecos de arames e paus, vestidos de trapos ......era um mestre aquele homem!
Um dia, postos estávamos neste delite que era sempre a aparição do nosso "amigo" quando, de repente, surgiu na faixa contrária em direcção ao Alto-Maé um jeep da Polícia Militar cheia de comandos que parou de repente saltando por cima do passeio central chiando ruidosamente os pneus, ao travar bruscamente. De dentro pularam, em completo estado de guerra, um monte de militares e desataram à bastonada ao nosso "amigo " da viola, sem dó nem piedade, para meu terror e espanto, fazendo-nos disparar em correia para o outro lado da avenida, onde ficámos a assistir incrédulos, sem saber o porquê daquele acto brutal, cruel e desumano.
O nosso amigo foi arrastado para dentro do jeep que, assim como surgiu, despareceu na avenida passando mesmo o sinal vermelho.
Ainda hoje recordo esta cena com uma tristeza imensa......um pesar e uma revolta enormes, pois o mundo, desde esse tempo e segundo o meu entendimento desde então, cresceu o suficiente para perceber que cenas destas continuam a contecer entre nós Humanos por este mundo fora, obedientes aos regimes e desobedientes à nossa Humanidade.....
Maria Victória Marinha de Campos
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Histórias de um passado em Moçambique - O meu Primeiro Amor
Era uma vez, muitos anos passados, uma jovem menina de cabelos compridos e castanhos, que conheceu dois irmãos gemeos, de nomes Fernando e Armando. Moravam perto. E essa menina apaixonou-se pelo Armando mas nunca foi capaz de lhe dizer que ele era o seu primeiro Amor. Nesses tempos passados essa jovem obedecia aos pais e, era muito dificil ter liberdade de expressão. Os anos passaram e foi inevitavel um casamento com outra pessoa. Depois vieram os filhos e a vida seguiu o seu curso. Mais tarde e já sozinha soube que o Armando tambem tinha casado. E nunca mais o viu. Continua a pensar nele. Esta é a historia do meu primeiro Amor. Foi passada em Moçambique (Lourenço Marques/Jardim D. Berta Craveiro Lopes) e a minha maior esperança é que o Armando a possa ler.
Ilda Duarte
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Histórias de um passado em Moçambique
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
1 contentor de sorrisos
Caros amigos
Tive conhecimento à pouco tempo desta iniciativa que considero muito louvável e que tenho pena de não conseguir colaborar com mais, devido ao curto tempo que falta para terminar.
Falo da campanha "1 contentor de sorrisos"
Porque a escola pode ser também um lugar de solidariedade, alunos e professores da Esc. Secundária de Bocage (Profs Fátima Campos e Liliana Ribeiro, Proj."De olhos na Fome" e Turma Prof. Tec.Infância) e do Ag. de Escolas de Pêro de Alenquer (Profs Mª Barata, Edite Emiliano, Célia Anágua, Proj. Oficina do Bem-Estar) estão a desenvolver esta campanha de angariação de vários produtos, para encher um contentor de "sorrisos" para um orfanato de Maputo. Ajude-nos a AJUDAR! :)
Jantar de solidariedade
Faltam apenas cinco dias para o nosso jantar de solidariedade. Espero que possamos contar com todos os amigos que o contentor tem conquistado ao longo de todos estes meses.
Fica aqui novamente o convite e a importância de mais este sorriso para o nosso contentor...
A Acrenarmo, pede a todos que colaborem dentro do possivel, de modo a conseguir-mos que estas crianças recebam de nós, muitos, muitos sorrisos.
Obrigado
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terça-feira, 6 de abril de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - A minha escola da 1ª classe
Aos 6 anos de idade, decorria o ano de 1964, o meu Pai ( Sr. Jardim ) foi convidado para trabalhar como chefe de mesas no Motel da Inhaca.
E fomos…., como coincidiu com a minha entrada na escola, comecei o meu 1º ano numa escola muito particular.
Ou seja, não havia escola, havia professora , havia alunos , e havia uma arvore enorme onde nos sentávamos para ter a aula.
Para terem uma ideia , esta “escola “ ficava no cima duma montanha, a única da ilha, junto á “escola” havia uma igreja, o museu, e pouco mais.
Na nossa turma seriamos cerca de 20 a 25 alunos, os únicos “brancos” era eu e a professora.
Lembro-me que ia para as aulas descalço, de calções e troco nú, tinha de subir aquela montanha por uma estrada de areia vermelha que não tinha mais de 5 metros de largura.
Posso-vos garantir que por diversas vezes tive de parar para deixar passar cobras e outros répteis.
Fiz a 1ª classe na Ilha da Inhaca, uma experiência única.
Pedro Ramilo
06-04-2010
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Histórias de um passado em Moçambique
1ª Exposição de Leonor Malaquias e Ricardo Pereira - dia 17/04/2010 pelas 15h
Leonor Malaquias e Ricardo Pereira são dois jovens estudantes de 16 anos que estudam na Escola Francisco Rodrigues Lobo seguindo a área de artes. Frequentam o 11º ano com estilos e objectivos diferentes.
Na pintura de Ricardo encontra-se traços geométricos e profundos mostrando a visão do seu mundo, ele pretende seguir design sem esquecer o gosto pela pintura Surreal.
Leonor, vê-se um traço livre e diferente com histórias para contar, Com um estilo romantico e surreal, nos seus trabalhos utiliza materiais tais como, agarela,carvao, oleo, acrilico,colagens. Segundo Leonor, os quadros são uma forma de ela mostrar o que realmente sente, querendo seguir no futuro pintura e escultura.
Estes jovens artistas pretendem que esta 1ª exposição de ambos, seja a primeira de muitas.
A ACRENARMO orgulha-se de mais uma vez, permitir que estes jovens com sensibilidade artistica, se mostrem, trazendo até nós a sua arte, verdadeira, humilde e livre.
Apostamos neles hoje, porque eles, já são os artistas de “Amanhã”
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - A minha carta de condução
Foi só na véspera do meu exame que eu consegui compreender a manobra para estacionar sem tocar no passeio. Diz-me o meu instrutor: Veja lá o que faz. Se for o Engº Lima, ele chumba-a. E então mulheres, quase nenhuma passa á primeira! Ok, então você faz-me sinal, para eu saber.
Chegou o grande dia, pedi no meu serviço, a Metalo-Mecânica, um bocado da manhã e lá fui para as Obras Públicas que também ficava na mesma rua Fernão de Magalhães.
Fui chamada e olhei para o instrutor ele fez-me o tal sinal e fiquei aliviada. Entrei no carro, o examinador ao meu lado e digo logo eu: Que alivio! Então porquê? Porque o meu instrutor fez-me sinal que não era o engº Lima. Arranque. Lá fui andando e pergunta ele:Então não gostam do Engº Lima? Digo eu: É porque ele é alérgico ás mulheres, chumba-as todas.
Lá fui andando e a certo ponto fiz um erro e diz ele: Vá lá, corrija! -digo eu: se fosse o Engº Lima, já estava reprovada. Lá fomos andando e então ele manda-me arrumar o carro entre dois , num espaço razoável. Concentrei-me, fiz marcha atrás e toquei no passeio.Digo eu: Mais uma asneira e então numa manobra que apesar de só a ter aprendido ontem me convenci de que a ia fazer bem! Se fosse o Engº Lima, estava feita!
Voltámos ao ponto de partida e diz ele: agora vai esperar um pouco para fazer o exame de código. Tive muito gosto em a conhecer e eu sou o Engº Lima!
Fiquei sem fala! Ralhei com o instrutor e ele coitado a dizer que tinha ficado convencido de que eu tinha percebido que era ele.
Daí a muito pouco tempo chamaram-me para uma sala onde estava o senhor e mais outros dois que riam a gargalhadas .Numa mesa estava um cruzamento e em cada esquina estava um carro. Pergunta ele: Se um destes fosse a senhora o que fazia? Respondo eu muito envergonhada e zangada e sei lá mais: Olhe senhor Engº Lima, se eu estivesse num dia como o de hoje, eu arrancava e os outros que fossem á vida! Um deles, rindo disse: É isso mesmo. Por outras palavras, mas é isso mesmo!!!
Vim embora, para o meu serviço, tinha passado pouco mais duma hora, e já com a almejada guia que me permitia conduzir!!!
Um abraço
Rita Botas
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Histórias de um passado em Moçambique
domingo, 21 de março de 2010
quarta-feira, 17 de março de 2010
Caros amigos
Tendo tido conhecimento da necessidade por parte do IPS-Instituto Português do Sangue de aumentar as quotas das reservas de sangue disponíveis, a Acrenarmo disponibilizou a sua sede por forma a facilitar uma recolha de sangue, que se irá realizar no próximo dia 25 de Março no período das 9h às 14h.
A recolha de sangue irá ser feita na sede da Acrenarmo sito no Largo de São Pedro, junto à PSP.
Nesse sentido, vimos deste modo informar, divulgar e solicitar a sensibilização junto de todos vós, de modo a que haja uma adesão em grande numero de modo a compensar a deslocação de meios ao local.
Após a recolha de sangue o doador terá um pequeno almoço/lanche oferecido pelo IPS.
Um pequeno gesto certamente poderá fazer a diferença salvando muitas vidas.
Gostaríamos que todos colaborassem.
Não esquecer que só poderão dar sangue 3 horas após a ultima refeição.
Salve uma vida! Dê Sangue!
O IPS e a Acrenarmo agradecem desde já a vossa disponibilidade.
Apresento os meus cumprimentos
Paulo Batista
Presidente da Direcção
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Exposição sobre Romão Félix na Acrenarmo - Vida e Obra
Quem nunca ouviu falar de Romão Félix? A maior parte das pessoas conhece-o por "Parafuso". Personagem que marcou várias gerações que de algum modo viveram em Moçambique com a sua boa disposição, sempre com um sorriso no rosto e encantando todos os que o rodeiam.
Mas a história de Romão Félix não foi só o "Parafuso", foi... menino, estudante, homem da rádio, e muito mais....
A Acrenarmo irá realizar a 1ª exposição homenageando este homem que para alguns é um símbolo da sua passagem por Moçambique, para outros será sempre o "PARAFUSO", para nós, é um grande HOMEM!
Ele irá estar presente no dia 13 e 14 de Março para a abertura da exposição que se irá alongar até 21 do mesmo mês.
Vem prestar a tua homenagem ao Romão Félix. Ele merece!
Entrevista de José La Féria (Rádio Sim) a Romão Félix em 02/03/2010
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
Histórias de um passado em Moçambique - Um Grande Susto!!
No dia 7 de Fev., na clínica de Santa Isabel, nasceu prematuramente o meu filho. Tinha só seis meses e meio de gestação. Foi logo para a Missão de S.José, pois a clínica não tinha incubadora. E lá esteve dois meses e meio, chegando a casa no dia 19 de Abril, com 2,5k, dia em que a irmã, fazia 2 anos e no dia em que era suposto, ele nascer.
Durante esse tempo, eu saía do serviço na Metalo-Mecânica (era colega do Romão Félix) pelas 5 da tarde, rumo á Missão para ver o meu filho, todos os dias.
As condições naquele tempo não eram boas e eu tive muitas vezes o médico á minha espera, para me dizer, ou, que ele estava mal, ou que estava com uma broncopneumonia; noutras, já com a requisição na mão para eu ir ao Hospital buscar sangue, eles já estavam á minha espera. Isto tudo com pouco mais de 1k, quando aumentava 5g, era uma alegria.
Ainda hoje não sei se algum semáforo estaria vermelho. Não! Só podiam estar todos verdes! Com dois meses desapareceu da incubadora e as freiras, coitadas andavam num reboliço e só quando eu me sentei ao lado, já desesperada, o vi debaixo do tabuleiro da incubadora. Tinha rebolado e enfiou-se lá.
Hoje, graças a Deus, tem 38 anos e é pai de dois filhos lindos!
Esta é, portanto, uma história verdadeira e impossível de esquecer!
E curta, porque naqueles dois meses e meio houve ainda tantas histórias.
Rita Botas (08/03/2010)
Durante esse tempo, eu saía do serviço na Metalo-Mecânica (era colega do Romão Félix) pelas 5 da tarde, rumo á Missão para ver o meu filho, todos os dias.
As condições naquele tempo não eram boas e eu tive muitas vezes o médico á minha espera, para me dizer, ou, que ele estava mal, ou que estava com uma broncopneumonia; noutras, já com a requisição na mão para eu ir ao Hospital buscar sangue, eles já estavam á minha espera. Isto tudo com pouco mais de 1k, quando aumentava 5g, era uma alegria.
Ainda hoje não sei se algum semáforo estaria vermelho. Não! Só podiam estar todos verdes! Com dois meses desapareceu da incubadora e as freiras, coitadas andavam num reboliço e só quando eu me sentei ao lado, já desesperada, o vi debaixo do tabuleiro da incubadora. Tinha rebolado e enfiou-se lá.
Hoje, graças a Deus, tem 38 anos e é pai de dois filhos lindos!
Esta é, portanto, uma história verdadeira e impossível de esquecer!
E curta, porque naqueles dois meses e meio houve ainda tantas histórias.
Rita Botas (08/03/2010)
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Histórias de um passado em Moçambique
Tertúlia de Poesia
Este evento realizou-se no passado Domingo, à tarde, na sede da Acrenarmo. Isto porque o dia 21 de Março, é o Dia Mundial da Poesia.
Vários poetas da região marcaram presença. Isabel Batista, Maria Antonieta Mariano, Carlos Bartolomeu, Dinis Marques, Armando Monteiro, entre outros.
Poetas como Ary dos Santos, José Régio e Antero do Quental, entre outros foram recordados. Durante cerca de quatro horas, o tempo passou a correr, declamou-se, leu-se e disse-se poesia. Poemas de todos os gostos. Tratando-se de uma tertúlia, como não podia deixar de ser, falou-se também sobre os poetas. Não há poesia sem poetas, assim como, não pode haver livros sem escritores, pintura sem pintores e teatro sem actores, encenadores e técnicos. Portanto a cultura é necessária para um País se desenvolver.
Dado o sucesso desta iniciativa, a direcção desta casa, está a pensar realizar tertúlias mensalmente, com data ainda a combinar.
Na próxima tertúlia, irá ser decidido o tema da seguinte e por ai em diante.
Assim, gostaríamos de contar com a vossa presença nestas próximas tertúlias.
Em breve divulgaremos as datas das tertúlias que se seguem.

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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Caros Amigos
Passo a citar um email que nos foi enviado pedindo auxilio, não só ao nivel de estadia, como também na ajuda num projecto nobre, no nosso ver.
Assim, agradeço que caso possa ajudar de alguma forma, entre em contacto com a Ana João para saber como o fazer e informar-se de mais pormenores.
Quanto à estadia dela em Xai-Xai, apelamos a quem tiver casa no local, e que possa de algum modo auxiliá-la da melhor forma.
Antecipadamente agradecido pela atenção.
Paulo Batista
"Exmo. Senhor Paulo,
O meu nome é Ana João.
Estou a escrever à Acrenarmo porque em meados de Março irei para Moçambique. A aventura durará cerca de um ano, e será, seguramente, uma experiência transformadora.
Tudo começou em Setembro, com uma candidatura ao Programa Inov Mundus. E agora cá estou eu, de malas quase feitas, pronta para estagiar no papel de co-ordenadora local da ONGD Um Pequeno Gesto, Uma Grande Ajuda (UPG).
Os sentidos dividem-se entre o entusiasmo, o medo, a curiosidade, a ansiedade, a expectativa e muita vontade.
Comecei há cerca de duas semanas a minha formação pré-partida com a UPG, no Estoril. Neste dias pude perceber que, para minha alegria e motivação, estou a trabalhar com gente que tem o coração preso a este projecto. Gente que acredita no que faz, e que o que faz faz da melhor maneira possível. De alguma maneira, também o meu coração vai ficando cativo num crescendo estimulante! É por isso também que escrevo - para apresentar esta ONG que será a minha casa no próximo ano, e para perceberem se poderão ajudar de alguma maneira nesta missão (donativo, apadrinhamento, divulgação, voluntariado, etc.).
Só para ficarem mais esclarecidos do porquê do meu entusiasmo: anteontem consegui um donativo de 50€. Não podem imaginar (ou talvez até possam) a ALEGRIA de uma das directoras da organização. Porque é incrível o que se pode fazer com essa quantia - Com cerca de 150 euros consegue-se alimentar, vestir e proporcionar material escolar a uma criança durante um ano!
PS: Uma outra questão: o objectivo da organização é que eu fique a morar em Xai-Xai. No entanto, ainda nenhum dos contactos locais me conseguiu arranjar casa. Se souberem de alguém que me possa ajudar agradeço que me forneçam o contacto.
Quanto aos pormenores da estadia em Xai-xai: ficarei no local cerca de 11 meses, a partir de 15 de Março. A Directora da minha organização refere que seria aconselhável o alojamento estar situado numa zona mais central da povoação, de modo a não ficar isolada e ter o mínimo de segurança. A mim interessava-me um sitio em que pudesse ter acesso à Internet, tanto para facilitar o trabalho como para facilitar o contacto com a família e amigos. De resto, não sou muito esquisita:) Desde que tenha sítio para dormir, cozinhar e tomar banho, tudo bem!
Mais abaixo segue então um descrição detalhada do projecto. Para qualquer dúvida, por favor não hesitem em contactar.
Ana João Santos
Tel: +351 963 136 341
Skype: anaj82
*********************************************************
A ONG Um Pequeno Gesto Uma Grande Ajuda é uma Associação Sem Fins Lucrativos dedicada à promoção da melhoria das condições de vida de crianças e jovens desfavorecidos e suas famílias em Moçambique. De forma a conhecer-nos melhor, encontrará em anexo uma apresentação resumida da nossa organização. Este documento contém informações sobre os nossos objectivos e missão, áreas de actuação e alguns dados representativos de projectos, apadrinhamento e financiamento.
Como ajudar?
Poderá contribuir Apadrinhando uma criança moçambicana ou Apadrinhando um projecto. Ambas as iniciativas promovem a melhoria de vida das nossas crianças e comunidade circundante.
Apadrinhe uma Criança
O que é Apadrinhar uma criança?
Por apenas 50 cêntimos/dia, pode mudar a vida de uma criança Moçambicana. Temos diversos projectos de Apadrinhamento de crianças e a ajuda dos padrinhos pretende financiar as suas refeições e os gastos com a educação, bem como vestuário e despesas de saúde quando necessário.
Não se esqueça que estas crianças não têm família e estão sedentas de carinho e atenção. Mais do que uma ajuda financeira, incentivamos todos os padrinhos a entrar em contacto com os seus afilhados e estabelecerem uma relação. Qualquer gesto da parte dos padrinhos é sem dúvida muito importante para as crianças. (Veja em baixo como completar o processo).
Que projectos precisam de padrinhos?
Em 2010, a Um Pequeno Gesto começa o projecto S. Vicente de Paulo com a Irmã Neusa das Irmãs Vicentinas. A Escola Primária do 5º Bairro de Chokwé recebe 700 crianças diariamente, 300 das quais são órfãs. A UPG começa por apadrinhar 100 crianças órfãs e pretende o alargamento a todas as 300 crianças órfãs nos próximos 3 anos.
A ajuda dos padrinhos pretende criar condições mínimas de sobrevivência para as crianças com o financiamento da alimentação, vestuário, educação e material escolar e ajuda pontual à saúde. Para ajudar estas crianças e fazer a diferença na sua vida basta um Pequeno Gesto anual de €170.
Adicionalmente, o Padre Rosendo pediu o alargamento do Projecto de Banhine a mais 100 crianças que a UPG não pode recusar. A ajuda dos padrinhos pretende criar condições mínimas através da distribuição mensal de comida e promoção da educação e acesso a material escolar. O valor do Apadrinhamento é igual ao ano anterior, de €150 por ano.
O que fazer para se tornar padrinho?
Para se inscrever na lista de padrinhos, por favor envie um e-mail para: geral@umpequenogesto.org. Deverá incluir os seus dados pessoais: nome do(s) padrinho(s), morada, telefone, nome completo e número de contribuinte e dados do apadrinhamento: número de crianças a apadrinhar, preferência de género e idade, preferência de projecto (faremos o possível para acomodar a sua preferência). No final deste e-mail encontra os detalhes de pagamento: por transferência bancária, cartão de crédito ou cheque.
Como fazer o seu contributo/doação?
Para efectuar a sua contribuição (todos os donativos/contribuições são dedutíveis para efeitos fiscais) e assim formalizar o Apadrinhamento, disponibilizamos as seguintes formas de pagamento:
1) Transferência Bancária
Banco: Millenium BCP
NIB: 00 33 0000 453 400 25763 05
IBAN: IBAN: PT50 0033 0000 453 400 25763 05
BIC/SWIFT: BCOMPTPL
Nota: Por favor envie-nos um e-mail com o titular da conta na data da transferência para facilitar o controlo
2) Cheque/ Numerário
Cheques à ordem de: Um Pequeno Gesto Uma Grande Ajuda
Morada: Av. das Acácias, N. 52- 2º B, Jardins da Parede, 2775-342 Parede, Portugal
Nota: Para depósitos no balcão, agradecemos que indique o nome do padrinho
3) On-line
Via Paypal com cartão de crédito. Poderá efectuar o pagamento através do nosso site:
Nota: Por favor inclua 5€ de custos de transacção
Para mais informações?
Visite-nos em http://www.umpequenogesto.org/, o nosso site, ou visite o nosso blog em http://umpequenogestoumagrandeajuda.blogspot.com/, com actualizações quase diárias.
Ficamos na expectativa de notícias e desde já agradecemos a sua vontade de ajudar. Todo o Pequeno Gesto conta, faça o seu! "
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Baile de Mascaras na Acrenarmo dia 13/02/2009
Queremos fazer uma festa bonita, bem-disposta e cheia da alegria que nos caracteriza, e para isso precisamos de ti e dos teus amigos.
Longe das discotecas, longe dos ambientes de confusão e como se de uma festa de família se tratasse, é esse o ambiente que se quer.
Vamos trazer amigos e dançar ao som da música dos anos 60, 70 e 80, misturada com a marrabenta e a indispensável e bem-disposta musica de Carnaval para foliar com os amigos.
Todos têm de trazer uma máscara na cara, ok?
Irá haver um prémio para a melhor máscara e para o melhor grupo.
O preço? É irrisório! Apenas 5€/pessoa e oferecemos uma bebida de cápsula.
O bar da associação tem o resto, sanduiches, bebidas, lareira, snooker, televisão, livros, jogos de mesa, brinquedos para as crianças, etc.
Que mais poderíamos querer?
SÓ A TUA PRESENÇA! Vem dai !!!
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Caros amigos e sócios
Por motivos vários, deu-se a substituição de alguns elementos dos Orgãos Sociais.
Assim, a constituição dos Orgãos Sociais está constituida da seguinte forma:
Direcção da Acrenarmo
Paulo Batista.........................Presidente da Direcção
Lena Sapinho........................Vice-Presidente da Direcção
Dinis Marques.......................Tesoureiro
Teresa Malaquias..................1º Secretário
Graça Fernandes...................2º Secretário
Fábio Fernandes...................Vogal
Marco Fernandes..................Vogal
Rodrigo Paz..........................Vogal
José Carvalheira....................Vogal
Assembleia Geral da Acrenarmo
Ducílio Sapinho.....................Presidente da Assembleia Geral
Idílio Pereira..........................Secretário da Assembléia Geral
Isabel Batista.........................Vogal
Conselho Fiscal da Acrenarmo
Hermes Cruz.........................Presidente do Concelho Fiscal
Adelaide Cruz.......................Secretário do Concelho Fiscal
O presidente da Direcção
Paulo Batista
Por motivos vários, deu-se a substituição de alguns elementos dos Orgãos Sociais.
Assim, a constituição dos Orgãos Sociais está constituida da seguinte forma:
Direcção da Acrenarmo
Paulo Batista.........................Presidente da Direcção
Lena Sapinho........................Vice-Presidente da Direcção
Dinis Marques.......................Tesoureiro
Teresa Malaquias..................1º Secretário
Graça Fernandes...................2º Secretário
Fábio Fernandes...................Vogal
Marco Fernandes..................Vogal
Rodrigo Paz..........................Vogal
José Carvalheira....................Vogal
Assembleia Geral da Acrenarmo
Ducílio Sapinho.....................Presidente da Assembleia Geral
Idílio Pereira..........................Secretário da Assembléia Geral
Isabel Batista.........................Vogal
Conselho Fiscal da Acrenarmo
Hermes Cruz.........................Presidente do Concelho Fiscal
Adelaide Cruz.......................Secretário do Concelho Fiscal
O presidente da Direcção
Paulo Batista
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
ENCONTRO DOS EX-COMBATENTES EM MOÇAMBIQUE DO BATALHÃO DE CAÇADORES 1906 - 1967/69
CASA BEATO NUNO-FÁTIMA
DIAS 12/13 e 14 de Março de 2010
PROGRAMA
DIA 12-SEXTA-FEIRA:
Chegada dos participantes que optarem pela estadia nesta noite. Distribuição de alojamentos e pagamento das inscrições. Jantar.
21 Horas – Solenidades na Capelinha das Aparições seguidas da procissão de velas.
-Reservas sujeitas aos quartos disponíveis, sendo conveniente ligar já para o Hotel.
13-SÁBADO-
-10 Horas _ Cerimónias religiosas próprias do dia 13 com a procissão do adeus.
-16H30-Distribuição de alojamentos e pagamento de inscrições dos participantes que ainda não estão hospedados.
-17H00-Em memória do José Graça :- Lanche, com partilha de alheiras, presunto, paio, chouriças, queijos, bolas etc. que trouxerem os convivas.
O pão e regueifas são oferta da Padaria de S. Mamede de Infesta, do Albino Oliveira da CCS.
.-19H30-Jantar com a seguinte ementa: Sopa Juliana. Arroz de Peixe. Bifinhos com cogumelos. Pão. Vinho da casa. Água .Fruta da época.
-21H00- NOITE AFRICANA
-Espectáculo BATUQUE E KIZOMBA por DOMKIKAS e convidados. Música africana e brasileira para dançar.
DIA 14-DOMINGO:
- 08H00 ás 10H30 –Pequeno - almoço. Tempo livre.
-10H00 ás 11H00-Levantamento e pagamento das senhas e inscrições para o almoço.
-11H00-Celebração da Missa na Capela da Casa Beato Nuno, cujo ofertório reverte, como habitualmente, a favor das Missões em Moçambique.
Participação do coro das Irmãs CONFHIC.
-12H00 -Fotografia do Grupo e individuais nos Jardins, junto ao nosso Brazão.
-13H00 –Almoço com a seguinte ementa: Canja. Bacalhau à casa. Lombo estufado com guarnição. Pão. Vinho. Águas. Café, incluído. Bolo de aniversário, com estandarte e 3 Garrafas de Espumante.
INSCRIÇÃO - Por participante incluindo convidados ,excepto crianças 5,00€
-Leilão e venda de artigos a favor das Missões.
-Dormida e pequeno-almoço 26,00€
Pensão Completa 46,00 €
Meia Pensão 36,00€
Refeição de Domingo 20,00 €
Reservas:Todas as informações referentes a alojamento e refeições serão prestadas pela:
CASA BEATO NUNO- Av.ª Beato Nuno, 271-Apartado 4-2496-908-Fátima
Telefone 249530 230-c.b.nuno@mail.telepac.pt
Colaboram nesta organização: António Simão ,Domingos Quesado, António Teixeira.José Oliveira
COMISSÃO EXECUTIVA
Álvaro Oliveira de Matos tlm 936930658
José Manuel Campos tlm 919317404
António Teixeira Bilhó tlm 966850806
Endereço Postal: Ex-Combatentes do Batalhão 1906-Rua Manuel Mendes, 15-2780-001 Oeiras-Portugal
Tel 21 4439671 aomatos@netcabo.pt
Patrocina este programa a prestigiada firma do ex-camarada da CCS
RUI FERNANDES-ACTIVIDADES TAURINAS
CRIAÇÃO E VENDA DE CAVALOS E GADO BRAVO
VALE FETAL- CHARNECA DA CAPARICA
VIAGEM A MOÇAMBIQUE – NUMA ORGANIZAÇÃO DA ‘ACRENARMO’
De 5 a 13 de Abril de 2010 – Maputo Preço total desde 995 € com opções de visitar Inhaca; Kruger Park, Bazaruto; (voo Ibéria)
Maputo/ Pemba com estadia no Hotel Pemba Resort (para milionários) 1900 €
Maputo e Beira 1610 €
De 3 a 13 de Abril de 2010- 11 dias /10 noites: Maputo-Beira-Nampula-Ilha de Moçambique-Zongoene-Inhambane 3648,81 € ( voo TAP)
Informações Tlm 936930658. ou http://www.coimbratur.com/viagem/moçambique/acrenarmo.aspx
NOTICIA:
90º aniversário do nosso Comandante Ten. Coronel Guardado Moreira.
Vamos organizar um almoço em Castelo Branco em 18 de Novembro de 2010(5 Feira).
Inscrições junto da comissão no encontro em Fátima.
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ENCONTRO EM LISBOA
Aproveitando a presença em Lisboa do director de desenvolvimento turístico do Parque Nacional da Gorongosa, Dr. Vasco Galante, envolvido nos trabalhos da representação do mesmo Parque na Bolsa de Turismo que tem estado a decorrer e terminou hoje na FIL, o presidente da Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e ex-residentes de Moçambique, Paulo Batista, teve um encontro com este responsável com o propósito de lhe transmitir a disponibilidade da ACRENARMO de promover junto dos seus associados a divulgação deste importante santuário da vida bravia de Moçambique e, também, sugerir o estudo de possíveis formas de cooperação entre as duas instituições.
Esta louvável iniciativa do presidente da ACRENARMO, vem na sequência de uma nova política da direcção que o mesmo encabeça há pouco mais de um ano, que é a de alargar a acção da associação a um campo cada vez mais vasto de actividades, dando primazia sobretudo aquelas que permitem uma maior aproximação dos naturais e ex-residentes de Moçambique à terra onde nasceram e viveram.
Esta abordagem permitiu a ambas as partes identificar algumas das possíveis formas de cooperação, que podem ser concretizadas num futuro próximo, nomeadamente as que envolvem acções de solidariedade e dentro destas as relacionadas com as crianças das regiões periféricas do Parque, em idade escolar e que são em número de muitos milhares, praticamente todas elas carenciadas de material escolar e de roupas. Numa escala diferente, mas ainda em relação à juventude que vive no interior, o Dr. Vasco Galante enumerou casos de jovens filhos de camponeses que completaram já a 12ª classe, e muitos deles falando até inglês, que estão privados de continuar a estudar porque os seus pais não têm posses para os manter na cidade da Beira, onde há Universidade. Esses jovens, muitos deles de inteligência acima da média, estarão condenados a uma vida idêntica à dos seus progenitores, de pobreza e de carências de toda a ordem uma vez que a única entidade empregadora da região é o Parque e este já tem os seus quadros super lotados!
Uma outra área onde a ACRENARMO pode colaborar, é na mobilização de pessoas interessadas em apoiar o projecto de restauração da Gorongosa, sensibilizando-as a contribuírem com fundos para a compra de animais que é necessário serem ali reintroduzidos, como são aquelas espécies que mais foram dizimadas e cuja recuperação natural se constata não ser viável, como é o caso das Zebras, Gondongas, Elandes, Bois-Cavalo e até Búfalos. Em relação a esta última espécie, referiu o Dr. Vasco Galante, há já um caso concreto de angariação de fundos (4.000,00 €), para compra de dois búfalos, efectuada por crianças de uma escola de Braga que ficaram muito sensibilizadas depois de assistirem a uma exposição de fotografias, palestra e filmes da Gorongosa.
Foram ainda abordadas outras formas de cooperação, como cedência de fotografias e outro material informativo do Parque para exposição e distribuição pela ACRENARMO, assim como eventual apoio do Parque aos visitantes que ali forem através desta associação.
Naturalmente que este encontro foi a primeira de futuras abordagens que poderão conduzir a resultados satisfatórios para ambas as partes, considerando que o Parque Nacional da Gorongosa é um dos mais desejados locais de destino das pessoas que visitam Moçambique e, também, que a ACRENARMO (única associação de naturais e ex-residentes deste país) está empenhada em proporcionar aos seus associados, sem qualquer interesse financeiro, viagens ao país que foi berço de muitos milhares de portugueses, a maioria esmagadora dos quais preserva o grande amor por essa terra e grande amizade pelo seu povo! Ao mesmo tempo, a sua acção como coordenadora dessas viagens e também como sensibilizadora de acções de solidariedade, podem conduzir a resultados muito positivos para minorar as carências dessas crianças que vivem no interior do país, ou outras formas de apoio como acima se ventilou.
Como recem associado e admirador do projecto da actual direcção da ACRENARMO, naturalmente que patrocinei e estive presente no encontro de ontem na BTL e disponho-me a colaborar nas acções aqui referenciadas caso cheguem a bom termo as futuras conversações entre as duas partes.
Aproveitando também a presença no pavilhão de Moçambique na BTL do Embaixador deste país em Portugal, Dr. Miguel Mkaima, Paulo Batista teve um breve encontro com este respeitável diplomata a quem transmitiu a disponibilidade da ACRENARMO de colaborar com a sua Embaixada, atitude que foi muito apreciada e reciprocamente correspondida!
Seguem-se algumas fotos que registaram momentos desses encontros na BTL:
Paulo Batista, Vasco Galante e Celestino Gonçalves no pavilhão de Moçambique
Os mesmos no início do encontro ACRENARMO/PNG
Momento em que Vasco Galante mostra arquivos do Projecto de restauração do PNG
Continuação de apresentação de dados do Projecto do Parque
Paulo Batista, Dr. Miguel Mkaima (Embaixador de Moçambique), Vasco Galante e Celestino Gonçalves
Vasco Galante mostra ao Embaixador a reportagem da cerimónia de apresentação do documentário "Africa´s Lost Eden", realizada na BTL no passado dia 14
Paulo Batista troca cartões com a funcionária da Embaixada de Moçambique, Drª Filomena Malalane
Outro momento do contacto de Paulo Batista com a Drª Filomena Malalane
Celestino Gonçalves com a Drª Filomena Malalane
Paulo Batista colhendo informações junto das assistentes do Pavilhão de Moçambique
Paulo Batista, Matos Dinis (um admirador do Projecto de restauro do PNG) e Celestino Gonçalves
O consagrado músico Otis em actuação no Pavilhão de Moçambique
Momento de cultura no Pavilhão Moçambique
Saudações amigas!
Amor - Leiria, 17 de Janeiro de 2010
Celestino Gonçalves
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