VÍDEOS DO AMIGO DINIS
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Reportagem de Celestino Gonçalves (Marrabenta) do convívio dos 25 anos da Acrenarmo
VÍDEOS DO AMIGO DINIS
25 Anos da Acrenarmo
Nota: reportagem fotográfica do lado esquerdo do blog, à qual vamos juntando as fotos que os convidados forem mandando.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Histórias de um passado em Moçambique - "O discreto treinador da equipa-maravilha de Moçambique que venceu o Mundo em Montreux ( 1958 )"
Carlos Pinto Coelho
Estava-se na Lourenço Marques dos anos 50. O irmão de minha mãe Sara chamava-se Armando de Lima Abreu e vivia lá em casa, longe da sua mulher e filha, que tinham ficado em Oeiras. Muito magro, alto, aloirado, de nariz delgado onde se encaixavam uns óculos de aros finos, era o homem mais calmo que jamais conheci. Falava em voz branda, sorria com facilidade e tinha paciência para mim. Eu gostava do tio Armando.
Pois o tio Armando trabalhava no Sindicato, era lá escriturário, acho eu, que era muito miúdo para saber dessas coisas. Sei que o via sair todas as manhãs cedinho, a tomar o autocarro da carreira 3 que ia da Polana para a Baixa e o deixava mais adiante, na Pinheiro Chagas, que era onde ficava o S.N.E.C.I. ( Sindicato Nacional dos Empregados do Comércio e Indústria ).
Ao cair da tarde já toda a gente estava em casa, o meu pai trabalhando processos do Tribunal da Relação, a minha mãe metida na biblioteca lendo ou escrevendo livros, o meu irmão José ouvindo música, eu às voltas com os trabalhos do colégio dos Maristas. Só o tio Armando é que nunca estava. E nós sabíamos porquê: ele andava pelo ringue de patinagem do Sindicato a ensinar os putos a andar de patins e a dar esticadas numa bola pequenina, preta e rija como madeira. Era assim todos os dias, às seis da tarde o meu tio vestia calças compridas brancas e camisa branca de manga curta, impecavelmente engomadas lá em casa, calçava sapatilhas também brancas e ia para a sua paixão, nascida em Paço d’Arcos e nos seus copos com Jesus Correia e Correia dos Santos e sei lá quem mais: o Hóquei em Patins. Acho que o meu tio nunca gostou verdadeiramente de mais nada senão da filha Fátima, que trazia na carteira em fotografia, e do hóquei. Eu achava tudo bem, porque ele tinha paciência para me ouvir.
Durante mais de uma década aquele homem dedicou integralmente os seus tempos livres, as suas forças e o melhor do seu entusiasmo a ensinar jovens a equilibrarem-se nos patins, a coordenarem movimentos e a usarem a cabeça para se articularem uns com os outros como uma verdadeira equipa deve fazer. Ele era, sem pompas nem cargos, um meticuloso formador, dirigente e treinador. E sem ganhar um tostão ! Era tudo amor à camisola, tudo pago do bolso de cada um. Quando saltava uma roda de patim, a malta quotizava-se para comprar outra. As camisolas e os calções eram oferecidos pela fábrica de malhas da cidade e, como só havia uma, ela tinha de dar equipamento para todos os clubes: o Malhangalene, o Desportivo, o Ferroviário… todos.
Eu tinha 14 anos, como já disse. Para mim o que valia eram o voleibol, onde eu era campeão do meu colégio, e a piscina, onde havia gajas boas. De modo que raras vezes fui ver os treinos do tio Armando, onde em vez de gajas havia uns tipos que não me interessavam a ponta de um chifre, e que se chamavam Fernando Adrião, Amadeu Bouçós, Francisco Velasco, Alberto Moreira e Manuel Carrêlo, entre outros.
Lembro-me bem de uma noite em que o tio Armando se fez esperar mais do que o habitual e minha mãe tinha um empadão a murchar no forno. Ele chegou tarde, desolado, porque tivera de levar um dos seus “ miúdos” ao hospital (de resto muito perto do Sindicato), com uma entorse num tornozelo durante o treino. A minha mãe seria uma santa mulher mas flor de estufa não era quanto a pontualidades. De maneira que houve mesmo patanisca, por causa do Bouçós ( ou foi o Velasco, já não sei ) que se magoou no ringue, naquele fim de tarde.
Até que um dia, tinha eu 14 anos, repito, o meu tio desapareceu de casa durante umas semanas e regressou herói. Tinha ido lá a Portugal com os seus miúdos e depois foram para a Suíça (fui ver no Atlas onde ficava) e ganharam a jogar contra o mundo inteiro. O tio Armando tinha levado as suas sapatilhas e roupa branca e era treinador da equipa de hóquei em patins que vencera o mundo representando Portugal no Torneio de Montreux. Em 1958 isso era deveras importante.
Houve uma multidão à espera deles todos, no aeroporto de Lourenço Marques (chamava-se Aeroporto de Mavalane). E publicaram-lhes fotografias nos jornais “ Notícias “ e “ Diário “ (ou seja, na Imprensa inteira) eram campeões do mundo, até falaram no Rádio Clube de Moçambique e tudo. Os putos-campeões disseram muitas vezes que deviam tudo ao tio Armando, mas nenhum jornalista quis ouvir o que ele próprio tivesse para dizer. E ele não se importou com isso. Estava mesmo feliz. À maneira dele, calmo e discreto. Mesmo assim, durante uns dias, eu vi como os vizinhos lhe davam abraços, de manhã, quando ele ia apanhar o autocarro para o Sindicato. Por isso, e porque lá em casa foi uma festa pegada de empadões, eu percebi que tinha um tio herói.
Armando de Lima Abreu ficou por Moçambique depois da independência e dizem-me que por lá morreu, sozinho, sem glória nem fortuna, e sem dar sinal de vida a todos nós, que entretanto tínhamos vindo para Portugal.
Eu tinha 14 anos nesse ano de 1958, como acho que já disse. Mas agora, que sou mais velho, fui à página que a Federação Portuguesa de Patinagem tem na Internet e pedi para ver a fotografia dessa equipa-maravilha que veio de Moçambique vestir a camisola de Portugal no Torneio de Montreux, com o meu tio Armando como treinador nacional. A fotografia está lá. O Velasco, o Bouçós, eles todos. Mas o meu tio não está na fotografia dos campeões. Acho que é porque ele, na altura, era só um escriturário do Sindicato.
Gosto muito do meu tio Armando, sabem? Ele tinha paciência para mim.
Carlos Pinto Coelho
Jornalista
Resp. Paulo Batista : Carlos, consegui por intermédio do Pedro Antunes e do Rogério (Roger Tutinegra) a foto que pretendias onde aparece o teu tio Armando de Lima Abreu, junto dos seus companheiros de equipa. Os meu agradecimento a eles por se terem disponibilizado a ajudar.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
25 Anos -- A C R E N A R M O
Este ano, como sabem, a Acrenarmo comemora as suas Bodas de Prata e como tal, não poderíamos deixar de assinalar esta data tão importante para nós que, ao fim de 25 anos, ainda procuramos manter a chama da amizade e saudade, acesa.
Ao longo destes anos foram muitos os eventos que se realizaram, foram muitos os amigos que reaproximámos, foram muitas alegrias que partilhámos.
Queremos que estes 25 anos não se esgotem e que mais 25 venham.
São muitos aqueles que nos viram nascer e crescer, alguns já falecidos, de outros perdemos contacto, e outros ainda, como é o vosso caso, são os que mantém este estado de espírito vivo de modo a perpetuar o convívio, e é isso mesmo que se pretende.
Pretendemos conseguir uma participação inesquecível. E é nesse sentido que quero contar convosco, dando a conhecer aos amigos e conhecidos este evento e ajudando-nos a chegar a quem não temos o contacto. Também a aproximação da geração mais nova é fundamental, pois é ela que dará continuidade a esta projecto.
Assim, é com todo o prazer que vos convidamos a fazer parte da nossa Festa dos 25 Anos da Acrenarmo, que se vai realizar no dia 12 de Dezembro 2009 (sábado) em Leiria, mais propriamente na Quinta dos Lagos em Vale do Horto (GPS: 39.689389/.8.840083). É uma quinta com excelentes condições e muito bonita como poderão ver no endereço: http://www.quintadoslagos.com.pt/
Junto anexamos o cartaz do evento, que poderão imprimir e afixar em locais com visibilidade e assim ajudar-nos na divulgação.
Mais solicitamos que estejam atentos ao nosso blog: http://www.acrenarmo.blogspot.com onde vos manteremos informados de eventuais alterações e/ou informações adicionais.
Vamos neste tempo que resta trabalhar no sentido de complementar a nossa comemoração com alguma animação possível - projecção de fotografias de Moçambique e vossas (caso o pretendam), musica ambiente; enfim, tudo faremos para que a festa seja inesquecível.
As inscrições poderão ser efectuadas a partir de hoje. O respectivo pagamento poderá ser efectuado por cheque, vale postal, numerário, e transferência bancária (NIB: 003503930005937743113), até ao dia 30 de Novembro 2009.
A acompanhar a inscrição deverá enviar o nome dos inscritos, morada, contacto telefone/telemóvel/email.
Assim, despedimo-nos com muita amizade e com um grande Kanimambo por estes 25 ANOS.
Paulo Batista
Presidente da Direcção
Pré - confirmações:
.
Adérito Rodrigues
Afonso Marques Jorge
Alberto Afonso Martins
Amadeu Henriques
Ana Cristina de Almeida Batista
Ana Maria
Ana Maria Fraga
Ana Sousa Rodrigues
Anabela Costa (Belita)
António José Cotovio Barbosa
António Alberto Santos Monteiro e Ester Lopes Loureiro Monteiro
António Antunes
António de Sousa Vieira
António Germano Alves de Oliveira Pires
António José Almeida e Fernanda Veiga Ribeira Almeida
António José Marques de Almeida e Anabela Cascão Ferreira de Almeida
António Manuel Neves Andrade (Mutarara)
António Mondino
António Pereira Parente
António Vieira Costa e Maria Luisa Costa
Arlindo António Rodrigues Pereira
Armando Marques Jorge
Arnaldo Duarte Araújo Borges Ferreira (Sacras)
Arnaldo Viriato T.Melo Egídio
Belinha Sapinho
Cândido e Arlete Guarda
Carla Maria Rajão Marques Jorge
Carlos Augusto Sil e Guilhermina da Luz Mesquita Sil
Carlos Santos Silva
Catarina de Brito
Celestino Ferreira Gonçalves
Cláudia Marisa Salgueiro Nascimento
Cremilde Costa e António Costa (100 anos)
Dário
Darwin Cardoso
Diamantino Brás Franco
Dinis Oliveira Marques
Ducílio Gonçalves Sapinho e Esmeralda Sapinho
Fernanda Batista + Maria Cândida Perdoso + Graciete Gouveia
Fernando Bernardo Carvalho Alfredo
Fernando Braamcamp Mancellos e Vasco Sousa Pessoa de Andrade
Fernando e Olga Loureiro
Fernando Esteves
Fernando Pereira Rodrigues
Fernando Póvoas
Filinto Eduardo Couto e Joaquim Sucena Pereira
Guilherme José Esteves Gomes Sousa e Amélia Pontes
Helder Chande
Helena Raposo
Helena Sapinho
Henrique Lopes
Hermes João Pereira Cruz
Hilário Conceição
Horácio Pedrosa
Idílio Alves Pereira
Isabel Maria Seixas da Cunha Seno
João Lopes Courela e D.Lurdes
João Luis Rodrigues Vieira
João Marques Gomes
João Monteiro Silva e Maria Teresa
João Sousa Anjos Pinto e Elisa Pereira Oliveira Sousa Pinto
Joaquim da Ponte e Ivone Maria S.Ponte
José
José Alberto Carvalheira
José Coimbra
José Espirito Santo
José Filipe Simões Dias
José Francisco Martinho Santos
José Henrique Nunes Simões
José Maria Matos Dias Teixeira
José Reinaldo Mendes
Júlio Torre e Noélia
Laura Hed
Laurinda Fernandes
Leonardo Castro da Mata
Lígia Antoniotti
Lisete Arade
Luis Fernandes Faria
Luis Manuel Henriques
Luisa Maria Rajão Marques Jorge
Manuel Guilherme Almeida
Manuel Lourenço dos Santos
Manuel Romão Felix e Manuela Félix
Margarida Silveira
Maria Alice Ribeiro Ruivo
Maria Chiu
Maria Cremilda Fernandes Dionisio Salvador
Maria da Conceição Franco
Maria da Graça Pereira dos Santos Gaio Fernandes
Maria de Lurdes Vieira Silva Carriço
Maria Emilia Moreira
Maria Fernanda Baxis Garcia de Sá Pires
Maria Fernanda Vasconcelos
Maria Gabriela F.F.Ribeiro Correia
Maria Graça Moreira
Maria Helena Rodrigues Marques
Maria Isabel Campos de Almeida Batista
Maria Julia Santos
Maria Luisa Gil Barreiros e Joaquim Neves
Maria Lurdes Gonçalves
Nelson Castro
Noémia Domingues
Odete + Marilia
Paula Azevedo
Paulo Batista e Teresa Malaquias
Paulo Maio e Alvaro Maio
Paulo Santos Silva
Raul Ferrão e Maria Manuela Ferrão
Ricardo Chibanga
Rodrigo Paz
Rosa Maria Ribeiro Santos
Rui e Milú Simões
Rui Martins
Sara Mulinde
Suzana Serrano
Teresa Amorim
Tonito Almeida
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sábado, 5 de dezembro de 2009
Histórias de um passado em Moçambique - "A fonética do amor"
Recuando ao seu princípio, hoje acho que me apaixonei logo que a conheci, que com ela brinquei, ri e chorei, pois foi sempre em sua companhia que cresci. Dos sete aos vinte anos, dito com a precisão dos registos, então vividos sem noção de tempo além da mudança dos calções para calças boca-de-sino, hoje com a lenta minúcia com que nos recolhemos quando revisitamos o tempo das mais doces memórias.
Era um namoro descomprometido, que do meu amor por ela vivia-o no dia-a-dia com a naturalidade de sempre o conhecer, ser simplesmente assim, e, ela por mim, suspeito, com a gaiatice malandra das meninas namoradeiras, cortejadas por todos e capaz de a todos conceder o seu sorriso especial. Eu juro que tive os meus, juro-o porque o senti quer nos momentos que o rubor dos sorrisos íntimos e a discrição silenciam, quer em todos os restantes, dias, noites cheias e quentes que vivíamos intensamente, lado a lado em todas as ocasiões. Viver maiúsculo, chama-se quando se é jovem e chamo-o ainda hoje assim. Ser feliz.
Éramos jovens e ela muito bela. Atrevida, orgulhosa e vaidosa da sua beleza, e qual a bonita rapariga que não o é, que não exibe o volume dos seus seios como se fossem colinas na paisagem, que, gaiata e feliz, não solta mais um botão da bata do liceu para que se veja mais um pouco das suas lindas pernas, longas e elegantes, e olhá-las é perdermos o sentido do tempo e tudo o mais, como se em cada centímetro de veludo revelado fosse mais um passo numa longa avenida, a do crescer. As suas feições, ocidentais de arquitectura e de traço moderno com um ou outro pormenor clássico que lhe realçavam a beleza (aquelas covinhas quando sorria, ó deuses…), eram apimentadas pelo tom moreno da pele, bem além daquele que o sol nos grava quando nos namora, tão lindo, tão lindo, que só consigo dele dizer que com ele ela era eroticamente selvagem, enlouquecendo-me hoje de desejo em voltar a acariciá-la quando fecho os olhos e na memória a contemplo, linda como a mais linda das princesas.
Sim, ela era bonita, lindíssima, mas achava-o natural e acho que na altura até acreditava que todas as moças seriam assim como ela, perdidas de lindas. Mais tarde, depois dos tais vinte’s, tive outros namoros e até uma ou outra paixão, mas só então percebi que o adágio que diz que não há amor como o primeiro se lhe colava com plena justiça, que moça mais linda ainda não vi, e amor igual lamento mas ainda não me visitou e eu senti.
Olhando hoje com a minúcia da saudade o seu rosto e perfil, que seduziam todos que a conheciam – sei-o e sem ciúmes, ela era simplesmente assim! reconheço que para o conjunto ter ganho tanta beleza não era estranho – felizmente não! a mistura de sangues que herdara e nela se consolidava como a mais bela do mundo, tal qual cidade que eclode na paisagem com tal elegância e dinâmica e arrasa o que a rodeia, prendendo atenções, olhares e caminhos, minimizando as restantes belezas assim chamadas propriamente de limítrofes pois, filha assim do Homem sobrepõe-se às belezas naturais. Ela era simplesmente a mais bela, a moça mais bonita entre todas, e nós namorávamos sem de tanto me aperceber bem além da felicidade de fruí-la, que a demasia quando é nossa não incomoda, e ela era minha, tinha-a, minha quase desde que me lembro e me conheci. Dos sete aos vinte, recordo e sorrio com carinho.
Nem me ralava que fosse algo frívola, já o disse, não me fazia comichão que catrapiscasse o olho e sorrisse a todos que a olhavam, que não fosse esquiva nos beijos que aceitava, que o meu amor não fosse único, pois, quando se voltava para mim e me olhava, me mimava, eu sentia-me como se o fosse e era feliz. Quando se tem uma paixão assim, um amor enorme, gigantesco, qual a admiração por ele extravasar convenções, para quê complicar? O seu gordinho era enorme mas eu sabia que nele estava o meu melhor cantinho, e quando a olhava e via o sorriso retribuído, a carícia partilhada, tudo o mais se apagava e as ruas ficavam desertas e eu era o seu único príncipe, como se naqueles momentos de ternura eu fosse o único habitante daquela cidade imensa e linda que era o seu coração.
Foi assim. Eu chamo-me Carlos e ainda estou apaixonado, reconheço. O nome dela, da minha princesa moçambicana, é lindo como ela é e certamente será sempre, mesmo que por coisas da vida tenha adoptado no registo civil outro, consentâneo com uma nova situação legal. Chama-se Eleéme, quente como ela é, e pronuncia-se com os lábios terminando num beijo lento, final sempre feliz quando se tenta a fonética do amor.
RÁDIO MOCIDADE - Lourenço Marques - 1967-1974
Publicada por Joaquim A.A. Nogueira em http://radiomocidade.blogspot.com/
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Augusto Carlos na ACRENARMO a 03/12/2009
Viveu a sua infância em Moçambique, rodeado de uma natureza alegre, intensa, colorida e por vezes assustadora. Desde cedo conviveu com pessoas de diversas cores e culturas, que o enchiam de curiosidade.
Em 2000, com a idade de 45 anos e uma vida de histórias e reflexões sobre as pessoas e o mundo, inicia-se na escrita.
A escrita de Augusto Carlos está alicerçada na memória de um país imenso, estando sempre presente a necessidade questionar e de compreender o mundo que rodea: a natureza, as relações humanas, o Homem, Deus e a sua obra.
Aos poucos e poucos, a opinião pública vai tomando contacto com a sua mensagem e, sobretudo, questionando uma série de vivências e reflexões, qual gota no oceano de melhorar a sociedade adormecida em que vivemos.
Autor de “Contos da Natureza”, "O Cântico dos Melros” ou “O Flamingo da Asa Quebrada”, entre outros títulos), partilha a experiência de vida e filosófica de um cidadão luso-moçambicano e do mundo, nascido em 1955 em Gaza, engenheiro e empresário por profissão e escritor por devoção.
A Natureza por protagonista
Através de uma linguagem simples, com a genuinidade que caracteriza a obra de Augusto Carlos, os leitores são convidados a partilhar das sábias reflexões de uma flor de castanheiro e a aprender com quantos fios se tece uma teia. São pequenos contos, repletos de sonho, de procura, de magia, que reflectem um maior amadurecimento na escrita incisiva de Augusto Carlos, um estudioso de Filosofia, próximo do Budismo, seguidor do pensamento templário, fã de Agostinho da Silva e nome ascendente na chamada «literatura de testemunho» em Portugal e na Diáspora.
São mensagens escritas a apelar a uma Humanidade mais igual, fraterna e livre, em que o amor e a solidariedade sejam a norma e não a penosa excepção. Um livro fundamental para debatermos com os nossos filhos. Para voltarmos a falar do mais profundo que existe em nós, do planeta que nos rodeia e, com a simplicidade e a verdade do aprendiz, de que forma podemos melhorar a realidade.
Agora, vem à Sede da Acrenarmo mostrar um pouco de si e da sua escrita numa conversa informal com os leitores.
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Press Release - Protocolo com a Coimbratur, Lda
Por outro lado, a Coimbratur patrocinará também eventos promovidos por esta Associação
A Coimbratur, Ldª é uma agência de viagens com larga implantação na região Centro, e fica situada na Rua Dr. Rosa Falcão nº 6 em Coimbra ( Por trás do actual Palácio da Justiça ).
http://www.coimbratur.com/
sábado, 31 de outubro de 2009
BAILE DE FIM DO ANO 2009/2010 DOS BEIRENSES E SEUS AMIGOS
Caros Amigos(as)
Vamos comemorar a nossa maneira a passagem do ano no Salão da Quinta da Valenciana, agora remodelado com todas as condições logísticas para uma festa acolhedora.
A climatização do espaço, o som, o palco, e as variações da dimensão do Salão apresentam agora condições ideais para uma festa de sucesso.
DATA - 31 de Dezembro de 2009 às 21.00 horas.
LOCAL - QUINTA DA VALENCIANA - Fernão Ferro http://www.quintavalenciana.com/
ANIMAÇÃO - Conjunto de Gonzaga Coutinho e DJ 2001. http://www.gonzagacoutinho.com/
PREÇOS - Adultos - 40 Chiveves.
Crianças ate 10 anos - 10 Chiveves.
Inclui uma garrafa de espumante por cada 4 pessoas e passas.
INFORMAÇÕES ADICIONAIS:
- Haverá um serviço de BAR e Comida Goesa e Moçambicana. Este serviço não está incluido no preço da entrada.
- Sugere-se organizar grupos de amigos que poderão levar o seu "farnel".
- No acto do pagamento, mediante a planta da sala, será atribuida uma mesa para o número de pessoas interessadas.
- Limitamos a lotação do Salão para o máximo de 400 pessoas.
- As inscrições e reservas serão encerradas no dia 21 de Dezembro afim de procedermos a organização das mesas.
- As pessoas interessadas em ficar alojadas no local poderão reservar quartos no espaço da organização da Quinta, consulte o site.
CONTACTOS PARA INFORMAÇÕES E RESERVAS:
Gonzaga Coutinho - Telm 969 020 673 gonzaga@netcabo.pt
Reinaldo Sá – 961 431 328 ronysa@gmail.com
Rui Salbany - 914 959 448 ruisalbany@netcabo.pt
Agradeço que organizem os vossos grupos e que repassem este mail para os contactos dos amigos.
Obrigado, Gonzaga Coutinho
www.quintavalenciana.com
Fonte: http://www.quintavalenciana/...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Divulga��o de um PEDIDO DE AJUDA
Ol� Amigos.
Pe�o desculpa por me ausentar durante periodos alargados, mas n�o consigo dar vaz�o ao trabalho todo que tenho.
Hoje de manh� recebi no meu email um pedido de ajuda de uma senhora que procura o seu pai, n�o tendo noticias dele desde 1976 e que n�o posso deixar de publicar e assim pedir a vossa ajuda tamb�m.
Ent�o aqui vai:
Email: Boa tarde,
Atrav�s da internet encontrei vosso site e tratando-se de assuntos relacionados com ex-residentes em Mo�ambique, venho solicitar a Vossa ajuda, no sentido de localizar-me o meu pai chamado Sousa que foi ex-residente de Ant�nio Enes (actualmente Angoche) e ex-funcion�rio da empresa "Boa Viagem" e saiu de Mo�ambique em 1976 num clima de turbul�ncia.
Agrade�o desde j� vossa colabora��o.
Cumprimentos.
Acrenarmo: Ol� _______, Boa tarde
Ser� um prazer tentar ajud�-la.
Gostaria no entanto que me desse mais pormenores de seu pai, tais como idade, nome completo, etc.
Tentarei junto de outras pessoas, perguntando se o conhecem. Faremos o poss�vel para o encontrar.
Os meus cumprimentos
Paulo Batista
Email: Caro Paulo,
Grato pela sua receptividade.
Sabe, e com aperto no peito que sinto ao responde-lo que nada mais sei do meu pai alem do que disse (chama-se Sousa e foi funcion�rio e/ou gerente ou s�cio-gerente, da "Boa -Viagem" na ex-Ant�nio Enes). Foi tamb�m motorista das carreiras que naquela �poca fazia o percurso Ant�nio Enes/Nampula e vice-versa. Acredito que era o unico funcion�rio Portugu�s com este nome.
N�o fa�o ideia da sua idade mas eu tenho 43 anos isto e, nasci em 1966. A minha m�e como e desletrada, e pela sua ignor�ncia, n�o possui nenhum dado sobre o meu pai. Saiu ele de Ant�nio Enes/Parapato, tinha eu 10 anos (em 1976 durante a "opera��o 24h" que houve l� a "queima roupa" a "Catanadas" enfim, contra os portugueses...) Lembro-me com saudades os poucos momentos da minha vida que ele me levava a escola. e choro de ter depois vivido estes anos todos sem se quer saber se ele vive ou n�o...., se tenho irm�os ....enfim. Esta e a minha hist�ria. Reitero a todos ajuda quem souber algo deste Homem, ficaria feliz s� em saber que esta vivo.
Obrigada. E Deus aben�oe a si e a todos que colaborarem consigo.
Acrenarmo: Ol� ________.
Tentarei ajud�-la no que puder, mas ambos sabemos o qu�o dif�cil ser� ter informa��es.
Assim iremos junto de quem lidou diariamente com o seu pai.
Se se lembrar ou conseguir mais alguns dados, agrade�o que me informe para acrescentar na informa��o divulgada.
Um Abra�o Amigo
Paulo Batista
Email: Como diz o velho ditado " A esperan�a e ultima que morre"
Lembrando mais...Uma das melhores amigas dele, e que foi minha madrinha de Registo Civil de nascimento, chamava-se Aida Monteiro, j� falecida.
Aquele abra�o.
______
Agrade�o que me ajudem, a ajudar esta senhora qua n�o pede mais do que saber do paradeiro de seu pai.
KANIMAMBO
Paulo Batista
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Exposição de Pintura - Dinis de Oliveira Marques
DINIS DE OLIVEIRA MARQUES, nasceu na freguesia de Santa Catarina da Serra, Leiria, em 1949.
Viveu 20 anos em Moçambique, de 1965 a 1985.
Não tem qualquer formação relacionada com a pintura, mas sempre teve interesse e curiosidade por desenho, pintura de letras, etc.
Em 1989, viu num jornal diário uma foto de um quadro de Chichorro, um famoso pintor Moçambicano e, resolveu fazer uma réplica numa folha de papel A4.
Gostou do resultado e então decidiu começar a fazer coisas da sua autoria. O que mais lhe saía da cabeça eram caras coloridas.
Fez a sua primeira exposição em 1997 em Leiria, na Galeria do posto de Turismo, com o título: CARAS DE NINGUÉM.
Entretanto colocou de parte este passatempo, até que em 2007 resolveu voltar a pintar e fez uma série de 18 quadros que deram origem à exposição QUEM VÊ CARAS NÃO VÊ CORAÇÕES, que ocorreu no átrio do centro comercial JARDINS DO LIS GALERIAS em fins de 2007.
Todos os quadros eram em acrílico, mas em 2008 resolveu pintar alguns quadros a óleo.Por acordo com a Acrenarmo resolveu expor os quadros que lhe restavam da exposição anterior e os novos que entretanto pintou.
Para ver o video, clique aqui
filme-concerto da Associação Célula & Membrana: "Música dos Osso para paisagens de Moçambique"
Espero que gostem.
Os nossos agradecimentos à CML
Paulo Batista
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Exma. Direcção da Acrenarmo
No próximo dia 10 de Outubro (sábado), às 21.30h, no Teatro Miguel Franco, estreia o nosso primeiro filme-concerto da Associação Célula & Membrana: "Música dos Osso para paisagens de Moçambique", um filme documental que se apresenta como uma extensa paisagem de Moçambique. Em cima do palco estarão os Osso a tocar ao vivo a banda sonora estruturada especificamente para esta ocasião.
Seria uma honra para nós se pudéssemos contar com a Vossa presença e ofereceremos bilhetes aos vossos associados. O preço dos bilhetes para o público em geral é de 3 Euros.
Com os melhores cumprimentos
Albertina Ramos
Programadora do Teatro Miguel Franco
Divisão da Cultura e Gestão de Espaços Culturais
Câmara Municipal de Leiria
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
1º Convivio dos Luso-Moçambicanos em Ourém

Cá está o primeiro Convívio dos Luso-Moçambicanos em Ourém.
Como resultado da divulgação que se tem feito da Acrenarmo, foi-nos solicitado o nosso apoio para a organização deste evento, o que nos honrou imenso.
Embora o seja curto o espaço de tempo para o convívio, estamos certos que não faltarão pessoas a ver pela afluência de incentivos que nos transmitiram.
O almoço irá ser animado pelos "Amigos da Farra" que irão cantar entre outras, alguns temas da nossa conhecida Maria Papoila (poetisa e compositora que colaborou vários anos com a Rádio Clube de Moçambique e com a Orquestra Típica do Rádio Clube) que dos dá a honra da sua presença.
Vamos ficar á tua espera. Traz um amigo !
Confirmações de presença mediante pagamento cheque para uma das seguintes moradas ou por transferência bancária ( NIB : 003503930005937743113 ) com o envio via email do comprovativo de transferência, impreterivelmente até o dia 30 de Setembro 2009:
Com a colaboração do nosso amigo António Rodrigues, aqui ficam as coordenadas para GPS :
N- 39º 39' 20,04"
W- 8º 34' 32,03"
Obrigado António
Acrenarmo-Associação Cult.Rec.dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique
Largo de São Pedro
2400–035 LEIRIA
Paulo Batista-918114235
acrenarmo@gmail.com
ou
José Francisco Martinho dos Santos
Av. Dr. Francisco Sá Carneiro, 50, 1.º Dt.ºOurém
2490-548 Ourém
José Santos-963168430
zepiripiri@gmail.com

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Convívio de Xinavane
O convívio de Xinavane realiza-se no dia 26 Set. 2009 pelas 12.30, no restaurante " O TRILHO" no lugar de ABRUNHEIRA perto do Cacém.
DIA 26/09/2009, ás 12horas e 30 minutos, no restaurante "Trilho", sito na Av. combatentes, 32 em Abrunheira (perto do Cacém)
O preço são 25 euros.
Para mais informações e inscrições: António Santos 219572260 ou António Miranda 960186181.
















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