Consulte a nossa lista de sócios e junte o seu nome a esta família.
QUEREMOS QUE SE MANTENHA POR PERTO.
Traga um amigo!
Mostrar mensagens com a etiqueta Saudades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Saudades. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Histórias de um passado em Moçambique



Caros amigos.

A ACRENARMO está a lançar um desafio a todos os que estiveram em Moçambique e que foram testemunhas das vivências dos Portugueses e Luso moçambicanos naquele país que ainda hoje mexem nos nossos corações.

Gostaríamos que partilhassem connosco uma história que vos tenha ficado gravada na memória e no coração. Pode ser sobre um episódio familiar, social, desportivo, sobre um amigo, um amor, etc.

A ideia essencial é pedir-vos que enviem as vossas próprias histórias para serem colocadas aqui no nosso blog.

De preferência, aquela que mais vos marcou e que dificilmente se vão esquecer.
Regras, há apenas duas: as histórias têm que ser curtas e têm que ser reais, e a sua publicação depende não de critérios literários, mas sim do mérito e da humanidade das mesmas.

Partilhar esses momentos, é contribuir para a preservação da memória de Moçambique e a vida dos portugueses além-mar com testemunhos em poesia, diálogos ou narrativas, de alegrias e tristezas, mágoas e arrependimentos, trabalho ou a escola, serviço militar ou missões, férias, sobre a velhice ou sobre a infância, dramas ou episódios hilariantes, de encontros e desencontros, de amores eternos e os impossíveis, dos fracassos e dos sucessos, das dificuldades e das oportunidades, dos amigos e das saudades que trouxemos connosco e assim transmitir essas vivências aos mais novos e as gerações futuras.

Enfim, a lista de possibilidades é longa.

Certamente não faltarão memórias. Todos temos episódios para contar.

Partilhar é dar liberdade às memórias, tornando-as propriedade de todos nós e das gerações futuras.

Até lá….Boas memórias.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

...Hambanine Moçambique...




Dedicado a todos nós cujo sangue corre ainda com vitaminas
moçambicanas... Era uma mufanita, hoje já cocuana mas de memórias bem
vivas.



HAMBANINE MOÇAMBIQUE

Quando nos juntamos, rompemos o dique
Da saudade imensa que vem tanta vez
Trazer nostalgia, lembrar Moçambique;
Na escola aprendemos que era Português.

Como tal, nós o amamos,
Ali trabalhamos,
Lançamos raiz,
Na machamba ou na cidade,
Fomos na verdade
Quem fez o País.

Com que displicência somos "retornados"
Quais cartas dispersas d'humano baralho!
Com que ligeireza fomos 'spoliados
De teres e haveres fruto do trabalho.

Sem tempo de transição
P'rá livre opção,
Partir ou ficar?

Hoje no País dos coqueiros,
Estão estrangeiros
No nosso lugar.

Quem não viveu lá, é que não entende
Os fraternos laços entre afro e mulungo!
O mago feitiço que sempre nos prende,
Mesmo separados pelo mar jucundo.

Se recordar é viver,
Eu gosto de ter
Mil recordações
Do País a Oriente...

E da sua gente
Que cantou Camões.

Cocuanas, hambanine!

Esfanhanes, hambanine!

Às mamanas hambanine!

Aos mufanas, hambanine!


Nota:
Machamba, horta.
Mulungo, branco.
Cocuanas, velhos.
Esfanhanes,bebés.
Mamanas, mulheres com filhos.
Mufanas, jovens.
Ambanine, adeus.

Autora: Graziela Vieira
Ourém, Fevereiro de 2000

GRAZIELA VIEIRA, viveu muitos anos em Moçambique, pois seu maridoera da PSP e estava no Comando Geral. Esta senhora dotada de uma facilidade impar de fazer poemas e letrasde músicas, colaborou durante anos no nosso Rádio Clube de Moçambique,na Rádio claro pois TV não havia. Muitas das músicas da OrquestraTípica do Rádio Clube tinham letra sua.E por aí fora. Aqui em Portugal, na localidade onde mora, terra de seumarido, de nome Valada, esta nobre senhora continua com os seuspoemas, com alguns Livros já publicados (pela Autarquia de Ourém),continuando a fazer letras para músicas, como exemplo, temos OrquestraTípica de Ourém, Romeiros, a conhecida Lélita e também para o ConjuntoTípico "Os Amigos da Farra". Tem sido agraciada com vários Louvores, Medalha de Ouro da Câmaralocal e não só.... Haveria mais para contar sobre esta senhora...em Moçambique elaassinava todas as suas Obras com o nome de...

MARIA PAPOILA...

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Uma experiência em Moçambique


"Não resisto a enviar-vos este e-mail!
Alguém a falar com carinho da nossa terra!


Apesar de tudo, Margarida Rebelo Pinto - 29 May 09
Os paraísos servem-nos para esquecer que o resto do mundo existe ou para nos lembrar que o mundo pode ser um lugar melhor? Depois de uma semana em Moçambique, onde visitei Maputo e as belas ilhas do Bazaruto e de Santa Carolina , regressei de África com a sensação de ter visitado uma outra face da terra.
Por mais filmes que se vejam, mais livros que se leiam, por mais documentários e notícias que nos passem debaixo dos olhos, África só pode ser absorvida, entendida e sentida in loco, com as suas cores e os seus cheiros, a sua beleza e a sua miséria, a sua música e a sua magia, a sua imensidão e as suas gentes. Foi preciso ir a África para finalmente perceber a nostalgia incurável, qual malária do coração, dos que lá nasceram, cresceram ou viveram, e que a descolonização obrigou a uma partida forçada.
O que mais me tocou em Moçambique foi o povo moçambicano: educado, afável, tranquilo, feliz. Apesar da miséria, apesar da fome, apesar das doenças, apesar de tudo. África é um continente sem filtro; tudo se vive à flor da pele e em carne viva. E tudo é brutal, seja o belo ou o horrendo. Mas os moçambicanos possuem uma doçura que deve ser só deles e que me conquistou para sempre. Viajei para lá contente e regressei feliz. Fui leve e voltei ainda mais leve.
À parte do clássico episódio da intoxicação alimentar, tive uma viagem de sonho, não só pela beleza de tudo o que vi, pela forma como fui tratada. Os empregados do Pestana Lodge no Bazaruto já sabiam o meu nome desde o segundo dia e quando foi preciso tratar da maleita, fizeram-me canja, maçã cozida e não descansaram enquanto não me viram outra vez com cores na cara. Ora este tipo de atenção não está incluído naquilo a que chamamos serviço de luxo. Um calor genuíno fez-me pensar como nos relacionamos com os outros, independentemente daquilo que eles nos possam dar em troca. Uma atitude generosa gera quase sempre generosidade do outro lado. A paz puxa a paz, a bonomia puxa a bonomia, a empatia gera empatia.
Não sei quando voltarei a África nem sequer se o que lá vivi perdurará na minha existência, mas tenho a certeza de que aprendi mais do que penso, de que vi mais do que acredito ter visto e de que guardei mais do que agora me lembro. O que eu sei é que me ficou na pele aquela forma de ser e de estar moçambicana, os sorrisos que dão a volta à cara toda, as músicas entoadas nas carrinhas de caixa aberta que atravessam a cidade ao fim-de-semana com dezenas de homens e mulheres a caminho de um casamento, a alegria natural e espontânea que nunca pode ser fingida nem fabricada. Há muito amor em Moçambique. Muito amor e muito prazer, apesar da fome, apesar da miséria, apesar de tudo."

quinta-feira, 26 de março de 2009

A isto se chama "SAUDADES"



Muito prazer me deu o email que recebi desta nossa amiga.

Obrigado Longina Danah, pelas suas palavras.

Vai ver que mais breve do que pensa, vai ter noticias nossas.

-------------------------------------------------------------------------------------

26-03-2009

Olá!

Só hoje tive conhecimento da ACRENARMO, e fiquei feliz por saber que algures existem Pessoas nascidas na mesma terra que eu, e que por muitos anos que passem, não a esquecem.
O cheiro a terra molhada, o mistério que paira no ar quando anoitece, lembro-me de quando vivi na Mutarara, lá em cima no Norte, e olhava aqueles campos de perder de vista, o capim que se dobrava quando chovia, e eu pequenita ainda, olhava, vivi lá 3 anos, e não esqueço, quando o leão rugia á noite e parecia que tudo em redor estremecia, quando á noite um casal de onças, passava junto á nossa porta, e nós espreitávamos pela janela, que grandes gatos que eram, quando a “Kizumba”, dava “gargalhadas, e batia palmas” junto ao curral de cabritos, e galinhas, e nós ficávamos espantados com atrevimento dela, era uma alegria quando no dia seguinte na escola, da Mutarara-Velha, nos anos de 1962 a 1965, todos contentes, comentávamos “eu ouvi um leão ontem”. Meu Deus como éramos felizes.
Quando viajávamos, por Caldas Xavier, Moatize e Tete, onde fiz o exame de admissão da 4ª classe, e frequentei o 1º ano do ciclo preparatório em 1964/65, na Escola Técnica Elementar Dr. Lacerda e Almeida,(em Tete), essa terra onde se estrelava um ovo em cima duma pedra, quem lá esteve sabe disso, as saudades que eu tenho desse tempo.
De regresso ao meu Lourenço Marques, a mais linda cidade do Mundo, vivemos felizes, alegres e despreocupados, até ao dia 25 de Abril de 74.
Vindo para Portugal casei tenho 2 filhos, o meu marido veio de Angola, os meus filhos, nasceram em Lisboa.

Agora que vos encontrei penso que vou ter com quem conversar e matar saudades, de um tempo que não esquecemos e que para muitos foi o melhor das nossas vidas. Eu que o diga.

Bem Hajam
Contem comigo
Bjs
Até sempre
longina danah

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

FOTOS DO DIA DA INDEPENDÊNCIA - de Dinis Marques

Através de um amigo recebi a vossa carta dando conta da reactivação dessa Associação.
Sou de Leiria e um dia destes vou aparecer por aí.
Entretanto envio os links de 3 videos que fiz para o meu canal no Youtube, alusivos a Moçambique e relacionados com a minha vivência lá.
Os meus cumprimentos
DINIS MARQUES

1 - FOTOS DO DIA DA INDEPENDÊNCIA
http://www.youtube.com/watch?v=SX4KD6A66NA&feature=channel_page

2- FOTOS DO DIA DA INDEPENDENCIA E O METICAL
http://www.youtube.com/watch?v=ulhqGiTr6NQ&feature=channel

Bem vindo Sr. Dinis, são excelentes fotos. Espero que nos premeie com os seus quadros, e quem sabe até uma exposição na nossa sede.
Cumprimentos.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Desporto motorizado em Moçambique

O nosso amigo José Carlos Rodrigues mandou-nos algumas fotos de desporto motorizado em Moçambique, e mais virão a caminho brevemente.

1962 Karting - Uma das primeiras provas realizadas na rotunda junto ao Clube de Pesca Deportiva e na recta do Zambi. Nessa altura era a equipa do Clube Ferroviário de Moçambique contra a equipa da Mocidade Portuguesa. Era o próprio José Carlos o condutor desse kart.
Proximamente seguirão outras e relativas a provas de velocidade, cross em motorizada e em automóveis no autodromo de LM, em Kaylamy e e Nampula.






Quem sabe, quando tivermos fotos suficientes, não façamos uma exposição na nossa sede.

Obrigado Sr.José Carlos, e até breve.
Posted by Picasa