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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Workshop de sabores de Moçambique - 17/09/2011 - 19,30h

Evento Cancelado

Gosta de caril ?  E de matapa?
E qual é o segredo das chamuças?
Sobremesas Moçambicanas, são uma delicia...

Agora pode aprender a fazer estas iguaías Moçambicanas, pois a pensar em todos vós, vamos dar uma autêntica aula de culinária, para quem não sabe fazer, para quem quer aprender os segredos da gastronomia e para quem apenas quer relembrar os sabores unicos da gastronomia Moçambicana.

Após a aula, nada melhor que saborear os cozinhados...Hummmm!!! Já cresce água na boca...

O workshop é para apenas cinco pessoas, mas quem quiser trazer familia para prover estas maravilhas, poderá fazê-lo, inscrevendo o numero de pessoas para jantar.

Inscrições e informações: acrenarmo@gmail.com

Local: Sede da Acrenarmo - Leiria

Valor: 40,00 € - Inclui jantar para o formando
Sócios: 35,00 €- Inclui jantar para o formando

Jantar extra ( acompanhante ) - 15,00 €
(atenção, as bebidas não estão incluidas).

Data limite de inscrições: 10/9/2011 (pagamento por vale de correio / transferência)
NIB CGD: 00 3503 9300 0593 7743 113

Limite de inscrições por workshop: 5 pessoas
(no caso de haver mais de cinco inscrições, tentarêmos marcar para outro fim-de-semana)

quinta-feira, 30 de junho de 2011

FESTA DE AMIGOS PARA AMIGOS - SONS DE GARAGEM - ANOS 80


EU VOUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!!!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gonzaga Coutinho no Convívio da Acrenarmo - 19-06-2011

Caros Amigos.


Tenho o prazer de vos comunicar que irá actuar no nosso tão esperado convívio, o nosso amigo Ganzaga Coutinho e o seu conjunto.

É uma mais valia para o nosso encontro a participação do Gonzaga com as suas belíssimas e animadas musicas.

Não percam este encontro que promete muita animação!



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Escritores, Poetas e Contadores de Histórias de Portugal e Moçambique



Feira do Livro Temática de Moçambique / Encontro de Escritores / Palestra dinamizada pela Dr.ª Fernanda Angius e Dr.Delmar Gonçalves / Tertúlia Poética / Tertúlia “Histórias de um Passado em Moçambique”

Local Sede da Acrenarmo - Leiria

Largo de São Pedro - junto ao Castelo de Leiria

15 / 5 / 2011

10h – Abertura do evento – Recepção de boas vindas

10h30m – Feira do Livro Temática de Moçambique – Exposição de livros (todo o dia)

...• Será posta à disposição dos autores uma mesa para exposição dos seus livros. – A inscrição para expôr os livros será Gratuíta para sócios e 5,00€ para não sócios, por pessoa. A decoração da mesa será da responsabilidade do inscrito.

11h30m – Apresentação do CEMD - Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora por parte do seu presidente, Delmar Gonçalves*.

- Palestra Dinamizada por Dr.ª Fernanda Angius* – apresentação dos novos escritores Luso-moçambicanos e suas obras

• Antevisão dos novos valores literários Luso-moçambicanos

12h30m – Convivio de escritores – Pequena auto-apresentação dos autores presentes e visão geral dos seus livros

• Auto apresentação de cada autor inscrito, falando dos seus livros e sobre a sua escrita

13h30m – Almoço / convívio

• Almoço buffet no restaurante o Paço

15h30m – Tertúlia Poética – Leitura / declamação de Poesia

• Leitura de poesias por parte dos inscritos (poetas e publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição

16h30m – Tertúlia “Histórias de um passado em Moçambique” – Leitura de histórias / memórias passadas em Moçambique

• Leitura de pequenas histórias / memórias por parte dos inscritos (publico em geral) respeitando a ordem de pré-inscrição. Seria interessante que cada orador, trouxesse um objecto para mostrar que fizesse a ligação com a própria história (pode até ser uma fotografia)

18h30m – Fim / Convívio



*Convidados:

Delmar Maia Gonçalves – Escritor / Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora

Nasceu em Quelimane a 5 de Julho de 1969

É também Professor, colaborador de vários jornais e revistas e Embaixador da Paz da The Interreligious and International Federation for World Peace.

É membro Fundador e Vice-presidente da direcção do Centro Cultural Luso Moçambicano e do Espaço Rui de Noronha. É também membro Fundador e Presidente da Assembleia Geral da AIDGLOBAL-ONGD e é membro Fundador e Presidente da direcção do Círculo de Escritores Moçambicanos na Diáspora. Também é membro Fundador, membro do Conselho Consultivo e do Conselho Fiscal do Movimento Internacional Lusófono (MIL)

Obras do Autor

• Moçambique Novo, O Enigma - Editorial Minerva (2005)

• Moçambiquizando, Editorial Minerva (2006)

• Afrozambeziando Ninfas e Deusas, Edições Mic (2006)

• Mestiço de Corpo Inteiro, Editorial Minerva (2006)

Antologias Internacionais

• Libro de Poetas 2008, Aires de Córdoba Asociación Cultural (2008)

• 21 Festival da Poesia no Condado "Ajustiçar a história, gahnar dignidade" - Antologia Poética, SCD Condado (2007)

• "Silêncio é o barulho baixinho" - Cancioneiro Infanto-Juvenil para a Língua Portuguesa, 4º Concurso Poético Volumes X/XV, Editorial Piaget, Lisboa, 2000

• Prémio Nacional de Literatura Juvenil Ferreira de Castro - Colectânea de Primeiros Prémios 1977-1990, E.S.F.C., Oliveira de Azeméis, 1991.

Revistas

• Revista do VII Encontro Internacional de Poetas da Universidade de Coimbra, "As línguas da poesia - The Tongues of poetry", FLUC, 2010



Fernanda Anglius –

Criadora de programas literários e culturais na EN até 1975.

Em 1975 optou pela exclusividade do Ensino de Português e Francês.

Em 1979 foi convidada pelo Instituto de Alta Cultura para preencher o lugar de Leitora de Português na Universidade de Florença, onde leccionou Língua e Cultura Portuguesa até 1984, orientando a primeira tese sobre um escritor português naquela Universidade.

Em 1985 foi convidada pelo então ICALP para aceitar o lugar vago no leitorado de Harare no Zimbabwe. Até 1988 aí leccionou e orientou duas teses uma - "Lisboa e a Cultura Portuguesa na Música Ligeira em Portugal" e a outra, "Fernando Pessoa e o Sentido da Vida ".

Em 1989 foi transferida para a Universidade Pedagógica de Maputo, ainda em formação e que era então a continuidade dada ao ex-Instituto Superior de Formação de Professores.

Também aí leccionou Introdução aos Estudos Literários, Literatura Portuguesa e Brasileira, Teoria da Literatura e orientou a primeira tese de literatura feita em Moçambique por uma estudante moçambicana e sobre Teoria da Literatura apoiada aos textos de Mia Couto, o primeiro escritor moçambicano sobre cuja obra foi feito um estudo sério em Maputo.

Em Moçambique dedicou-se por inteiro ao apoio do ensino da língua portuguesa e à formação de professores moçambicanos, colabou na inserção do ensino bilingue e onde pode chegar o seu interesse na ajuda à consolidação do ensino da língua como ferramenta de aquisição de mais valia cultural e auto afirmação do povo moçambicano.

Em 1998 foi colocada por concurso público em Paris como professora de Português em França.

Em 2003 obteve a reforma e passou a dedicar-se a tempo inteiro à investigação das Literaturas africanas escritas em português.

É membro da Associação de Lusitanistas desde 1991, participou em vários Congressos com trabalhos que estão publicados em actas e Revistas Literárias em Itália, França e Portugal.

Desde 1998 participa habitualmente em Colóquios Internacionais, levando a todo o mundo as Literaturas Africanas com especial interesse sobre os autores moçambicanos que tem dado a conhecer melhor.

Desde 2009 lecciona na Universidade Sénior dos Rotary de Viseu.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Histórias de um passado em Moçambique - "SAUDOSOS"



SAUDOSOS

É o passado
Em sorrisos abertos
Olhos gulosos
De tanta saudade
Rostos sem idade
Mas de alma firme
Em franca solidariedade
Conversam, riem
Dançam e cantam
Relembram histórias
Temperadas de sol
Com o cheiro das acácias
E o brilho das missangas
Em abraços coloridos
Numa procura
Em cada rosto
Dum pedacito de África
Que os marcou
Que lhes tatuou a existência
Um tempo que sabem
Não voltará.

Dedicado aos Beirenses
(Encontro em Albufeira)

Isabel Batista
09/04/2011



terça-feira, 15 de março de 2011

Histórias de um passado em Moçambique - "Para o resto da minha vida..."

Corriam as férias grandes do meu segundo ano de Veterinária quando consegui, com muito esforço, reivindicar junto do então ex-Ministério do Ultramar, uma passagem aérea para ir a Moçambique ver os meus pais que já há cerca de três anos não via.

Também por volta dessa época, a correspondência amiga que travava com aquela que viria a ser minha mulher, bem indicava que o nosso namoro ia pegar e que, ver para crer…e falar, era tão imprescindível para o assumir do meu compromisso, que não havia no Terreiro do Paço fosse que Ministério fosse capaz de me reter por mais um dia em Lisboa.

Num subir e descer de escadas permanente naquele Ministério cansei-me a reclamar dos meus direitos que eram, nem mais nem menos, iguais aos dos que já tinham partido para junto dos seus. E à terceira folha de papel selado que assinei, consegui que me deferissem a pretensão. Nada tinha havido de mais justo!

As saudades eram enormes como se calcula, e a ânsia de me “mostrar” universitário, já mais homem, portanto, não o era menos. Estava desejoso de a todos os meus relatar, de viva voz, o meu dia a dia na capital, os meus êxitos e insucessos, as minhas dificuldades, a “seca” que tinha sido a anatomia, o quanto me faltava ainda de teoria para começar a praticar!...eu que nem sequer ainda uma injecção sabia dar!...

Entretanto, naqueles três anos que me separaram de Moçambique muitos hábitos se modificaram nas nossas vidas por razões da alteração da vida profissional do meu pai. Os dias passaram a ser a ser menos optimistas por força das circunstâncias e a angústia da distância e da ausência, cada vez mais nos faziam sentir o desejo do reencontro! Era fundamental que tal acontecesse!...e lá se consumou a viagem nesse 19 de Agosto de 56.

A chegada ao destino foi um episódio da minha vida que jamais esquecerei! A expectativa era grande e o desejo de me ver em terra…ainda maior!

Sobrevoava Nampula pela primeira vez. Um autêntico luxo para a época! Deliciei-me a ver lá de tão alto toda aquela geometria de casas e avenidas, todas elas ainda do meu tempo de escola…e que eu agora em conjunto revia numa perspectiva que estava nos meus planos de viagem a não perder! Cá em baixo, uma improvisada palhota servia de gare; e no meio de meia dúzia de carros e pessoas que lhe estavam por perto, foi fácil detectar os meus que me aguardavam.

Entre risos, beijos e abraços…a conversa perdeu sentido!...até porque a comoção nos rouba quase sempre as palavras que as lágrimas substituem, e ali naquele momento da chegada não era o melhor local para conversar.

…a caminho do Parrane!

Depressa nos instalámos no “carocha” e seguimos rumo a casa. Dali até ao destino iam umas boas duas centenas e meia de quilómetros que o nosso ameno diálogo muito ajudou a encurtar. Minha mãe deixava, disfarçadamente, cair uma lágrima de vez em quando, que não me passava despercebida. Mas à medida que nos íamos aproximando do local, onde, afinal, a vida deles voltara a recomeçar…percebi que a sua comoção não se remediava com disfarces: era a expectativa do momento da chegada a casa e o não saber como reagiria eu às novas mudanças que, entretanto, se tinham operado! Nova casa…novos hábitos…novos espaços. Como iria eu reagir àquela transformação radical?!...era, ao fim e ao cabo, essa angústia que lhe apertava a garganta e a razão de ser de tanta lágrima vertida. Mas depressa tudo isso passou quando, particularmente, minha mãe se apercebeu da alegria que eu senti quando entrei pela primeira vez naquela casa!...Senti-me nas minhas sete quintas, pois era com aquele estilo simples de casa rectangular, coberta a colmo, que eu sempre sonhara vir um dia a gozar o mato que foi sempre onde melhor me senti!...estava tudo no sítio…por maior que fosse a improvisação!....e tudo à mão de semear!

Pelas redondezas tínhamos o único vizinho a cerca de dois quilómetros dali, e a duzentos metros, a única estrada que nos ligava à urbe mais próxima, assim mesmo a trinta quilómetros da nossa casa.

Nestas circunstâncias, e para quem sabe o que era a vida no mato, os “ranchos” e as medicações mais comezinhas aviavam-se para o mês sempre que se ia à cidade! O arroz e as batatas eram tão imprescindíveis para a sobrevivência como a tintura e os anti-palúdicos para quem vivesse longe do mercado ou do hospital. Viver no mato era assim…com todos os seus encantos, mas também com todos os seus riscos!...e no Parrane…o mato estava ali!

…e para grandes males….grandes remédios!...

Nas circunstâncias em que a vida ali se desenrolava com os recursos que, diariamente se inventariavam para se prevenirem as falhas, era com a “prata da casa” com que, a maior parte das vezes, se resolviam as situações mais imprevisíveis, desde a limpeza de um carburador até à substituição de um cano numa parede! Daí que na ausência de uma assistência médica a que o isolamento nos votava…fosse a minha mãe a “responsável”, na medida do seu possível e gosto, por tudo o que na área curativa e preventiva à saúde dissesse respeito. Todos os dias engrossava a fila dos que junto dela procuravam o seu alívio!...”Prescrevia” e aviava, e em casa, no dia certo, e à hora exacta, lá estava junto ao copo de água do almoço, o comprimido da semana que era obrigatório deglutir para que, pelo menos, o paludismo não entrasse em casa. E o preceito era rigorosamente cumprido; somente o meu pai, por vezes, e por motivos de ausência, o desrespeitava, e como tal, um dia foi acometido de um ataque violento de febres. Renitente a tudo que fosse tomado em comprimidos, deliberou logo à partida que aquelas temperaturas altas só o deixariam em paz com uma injecção. Contra esta vontade nada havia a fazer! Só que a situação se agravou apesar de na nossa farmácia caseira nada faltasse para que tal desejo fosse satisfeito: é que voluntários para a ministrar não havia! Nem eu nem minha mãe sabíamos dar injecções e enfermeiros próximos também não existiam.

Meu pai argumentava, por razões que lhe pareciam óbvias, que eu estaria em condições de pôr em prática alguma da teoria que certamente já tinha adquirido nos meus dois primeiros anos de veterinária. Por mais que fossem as razões que lhe desse sobre a minha inaptidão para o efeito, a contra argumentação dele acabou por vencer e convencer-me a fazer-lhe a vontade.

Imaginem-se os cuidados de que me rodeei… e os receios em errar o “alvo”!!...

Cumpridas as regras básicas do traçado nadegueiro e colocada a agulha entre o polegar e o indicador da mão direita, desferi o golpe como melhor me pareceu ser o mais indicado. Meu pai gritou um “ai” lancinante ao sentir a agulha, pelo que me assustei e a retirei, de imediato.

-“Desculpe, se o magoei”! Disse-lhe eu.

-“Não foi nada, foi só para te assustar” disse rindo-se, para me tranquilizar, rematando como que a justificar-se:

-“À segunda tentativa já te sentes mais confiante, tenta lá outra vez!”

E repeti a acção. De facto com mais confiança em mim e dando a injecção já sem qualquer receio.

Meu pai levantou-se da cama e ajeitando a roupa, rematou a conversa:

-“Vês? Custou-te alguma coisa? naturalmente que não!...a primeira vez é sempre a primeira! só que esta sempre tem mais uma particularidade: é que nunca mais te vais esquecer pela vida fora que o primeiro “animal” que injectaste….foi o teu pai!”

Autor: José Joaquim Caldas Duque


Histórias de um passado em Moçambique - Um burro chamado "Amaral"

Era uma vez um burro, cinzento-escuro, luzidio, bem anafado, que pertencendo à Sociedade Agrícola do Chuabo Dembe, nos arredores de Quelimane, dava pelo nome de “Amaral”. O asinino, de fino porte e bem representativo da espécie, gozava do privilégio de ser por todos acarinhado e de dispor de uma certa liberdade de pastorícia que nem todo o irracional desfruta!

Cedo se ausentava do Chuabo Dembe para deambular por todo o sítio onde o verde fosse mais tenro e a sombra mais apetecível à ruminação. Se o chamassem…vinha à mão, se o acariciassem…agradecia com as orelhas.

Um dia, pelo palmar da dita Sociedade Agrícola, e já nas redondezas da área da antiga F.A.E., avistei o “Amaral”. Aproximei-me dele, afaguei-o e ficámos juntos por uns minutos naquela troca cordial de mimos a que ele já se habituara. Quando me dispus a deixá-lo o animal seguia-me, obviamente. A minha retirada não estava fácil! E como não era possível deixar que a perseguição se mantivesse, por muito grande que fosse a teimosia dele, procurei alguém que por ali andasse por perto e fosse capaz de o “distrair” para que me sentisse liberto da sua simpática companhia. Eu tinha os meus afazeres e não me podia demorar mais tempo por ali.

Avistei na estrada que dava acesso ao aeroporto um trabalhador que se dirigia para os lados do Chuabo Dembe e chamei-o:

-“Hei! Você vai no Chuabo Dembe?” – perguntei

-“Vai, sim senhóra, patarão!” foi a resposta imediata

Seguiu-se o meu pedido:

-“Então você não importa de chóvar o Amaral para lá, mane, mane?”

-“Não senhóra…não pode mesmo!” – foi a lacónica resposta que ouvi.

Insisti mais uma vez no favor, convicto da sua prestimosa aceitação:

-“Vá lá…leva lá o Amaral que ele é amigo de você!”

-“Não pode, senhóra!...não aguenta!!” – novamente a mesma resposta que tinha dado, desta vez com um sorriso de comprometimento.

-“Mas não pode, porquê?” – insisti.

-“Porque…Amarrale… é eu!!!”

 
Autor: José Joaquim Caldas Duque

Histórias de um passado em Moçambique - "IN MEMORIUM"

Conhecia-o já de há muitos anos e com ele partilhei sempre alguma parte da minha vida! Estar com ele, apesar de eu ser mais novo…ainda mais novo me revia. O Fernando Duque Adão, a pessoa de que vos falo neste momento….o Adão da Fazenda, assim mais conhecido de uns, ou o Adão do Rádio Clube, mais conhecido por outros, deixou-nos mais sós no dia dos seus anos!...e sem dele podermos voltar a sentir a boa disposição com que sempre nos sabia brindar com a sua presença.

Ficaram na saudade de muitos, certamente, as suas iniciativas de recreio, de solidariedade, as suas entrevistas, as festas de confraternização, o teatro, a música, mas sobretudo a sua disponibilidade para ajudar quem dele precisasse fosse no que fosse. Para além deste valioso legado, o seu bom humor foi bem conhecido de todos que com ele privaram. E é desse humor que aqui vos deixo esta foto que ele me ofereceu um dia com a sua inegável originalidade para sempre nos fazer sorrir!...Em sua memória…

Autor: José Joaquim Caldas Duque, 1999


(Fotografia a anexar brevemente)

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Encontro Nacional de Naturais e Ex-resid.Moçambique/26 anos da ACRENARMO



Olá Amigos

Cá estamos nós com mais um Encontro Nacional de Naturais e Ex-Residentes de Moçambique.

Moçambique é aquela terra linda que tantas saudades nos deixou e nos mantém unidos até hoje.

A Acrenarmo têm vindo ao longo dos últimos 26 anos a preservar o convívio saudável entre esta maravilhosa gente caracterizada pela boa disposição e por este estado de espírito contagiante.

É nestas alturas que muitas amigos de longa data se reencontram ao fim de muitos anos revelando-nos autênticos casos de amizade, exemplo para todos nós. Só estes momentos, compensam o trabalho que a direcção da Acrenarmo voluntáriamente têm vindo a desenvolver.

Este ano comemoramos o 26º aniversário e como prenda, queremos a vossa companhia.

Já perdemos a conta dos reencontros que proporcionámos, das lágrimas de alegria que presenciamos, do desabrochar de sentimentos que sentimos. Valeram todos a pena!

É com este espírito que gostariamos de convidá-lo a estar connosco no 26º aniversário da Acrenarmo / Encontro Nacional de Naturais e Ex-resid.Moçambique.

De ano para ano, os grupos ficam cada vez mais pequenos e consequentemente mais dispersos. Pois queremos contrariar essa tendência e retomar os grandes encontros de outros tempos, onde reine a boa disposição e alegria.

Por fim, apelamos que subscrevam a manutenção deste projecto que sobrevive há mais de 26 anos. Venha ser sócio da Acrenarmo e participar nesta missiva que é a manutenção da memória comum a todos nós junto das gerações futuras e da população em geral.

Queremos crescer, não só em qualidade, mas também em quantidade com mais e mais amigos. Queremos no futuro chegar mais perto de todos os que partilham estas vivências, de norte a sul do país.

Voçês são a nossa matéria-prima e os nossos únicos clientes.

Kanimambo

Direcção da Acrenarmo
*********************************************************
11 de Dezembro de 2010 pelas 13,00 h

no


EMENTA
Aperitivos á chegada em buffet:

Pão, Presunto Ibérico, Frutos sêcos
Martini, Whisky, Gin, Vinho erde, Águas, Sumos
***

Entradas:

Pasteis de Bacalhau, Rissóis, Croquetes, Orelheira de Coentrada, Salada de Feijão Frade, Chamuças, Filetes de Pescada,
Com Arroz de Tomate
***

Carnes:

Assado Misto com Cabrito Assado no Forno e Lombo Assado
***

Sobremesas:

Salada de Frutas e Leite Creme Queimado
***

Bebidas:

Vinho Tinto, Vinho Branco, Sumos, Águas
Digestivos, Café
***

Lanche:

Caldo Verde, Tábua de Queijos, Corbeille de Frutas, Frutos Secos, Bebidas
Bolo do 26º Aniversário da ACRENARMO
***

Animação
Musico para animação de Baile

Nota: Refeição de dieta, sujeita a aviso prévio.


O Manjar do Marquês
Estrada Nacional 1 (IC2) Km 151
3100-373 Pombal

Preços:
Criança 0 aos 5…………………………….0,00€
Criança 5 aos 10………………………….15,00€
Adulto……………………….……………30,00€



Contactos:

- Graça Gaio – 919 889 640

- Paulo Batista – 918 114 235

- Acrenarmo - acrenarmo@gmail.com




Data limite das inscrições: 06 de Dezembro de 2010

NIB ( CGD ): 0035 0393 0005 9377 4311 3


Atenção:
Marcação é aceite apenas com pagamento do almoço.
É aconselhado levar para o almoço, comprovativo de transferência.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

HOMENAGEM A UM BEIRENSE DE GEMA! - CHICO IVO - ALMOÇO DE CONVÍVIO EM MIRAFLORES



Video das fotos gêntilmente cedido por António Jorge

Texto retirado do Blog do nosso amigo Celestino Gonçalves que amávelmente aceitou representar a Acrenarmo neste bonito convívio e transmitir uma mensagem de amizade por este Amigo de todos os Naturais e Ex-residêntes de Moçambique.

***
FRANCISCO IVO (Chico entre os amigos), um beirense de gema que continua a viver na terra que o viu nascer e ali exerce a sua profissão de Arquitecto, é uma figura muito estimada por todos que o conhecem, quer residam ou não em Moçambique!


Filho de um respeitável senhor - o Arquitecto Carlos Ivo - que residiu naquela mesma cidade praticamente durante toda a sua vida activa, deixando ali uma obra ímpar na construção da cidade capital de Manica e Sofala, reconhecida não só pelas autoridades do período colonial como do actual governo moçambicano que o condecorou a título póstumo por ocasião do centenário da cidade, recentemente comemorado. O Chico continuou não só a obra de seu pai como preencheu o seu lugar no campo social visto que seguiu o seu progenitor no comportamento cívico exemplar que o caracterizou como das pessoas mais estimadas pela população beirense!


Com alguma regularidade o Chico Ivo vem a Portugal onde tem dois filhos a estudar. E tal como tem acontecido em anos anteriores, os seus amigos não desperdiçaram a oportunidade de se reunirem com ele e sua simpática Esposa num almoço convívio, no passado sábado, dia 4, em Miraflores-Algés.

O convívio juntou mais de meia centena de beirenses e foi pretexto para mais uma festa de amigos que vivem em vários pontos do país e ali se deslocaram respondendo à chamada do anfitrião do costume, o dinâmico e bem conhecido Mário Santos. Eu próprio, que tenho por esta família uma especial estima desde os tempos em que privei com o saudoso pai Ivo, marquei presença e tive a honrosa incumbência da direcção da ACRENARMO (Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e ex-Residentes de Moçambique) de apresentar uma mensagem de saudação ao homenageado. Aproveitei, naturalmente, para dirigir a minha mensagem ao Chico , realçando as ligações profissionais e de amizade que mantive com o seu pai durante a minha estadia na Província de Manica e Sofala na década de 60, quando ele, na condição de vogal da Comissão Distrital de Caça, em representação dos caçadores, muito colaborou com os Serviços da Fauna Bravia nas decisões sobre as actividades cinegéticas, quer profissionais quer amadoras.

***

Kanimambo!

sábado, 26 de junho de 2010

Convívio da Acrenarmo no Badoca Safari Park - 17/07/2010





Caros Amigos,

Cá estamos de novo para nos juntarmos e fortalecermos ainda mais os laços que nos unem, e partilharmos a boa disposição que nos caracteriza.

Desta vez o convívio dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique e amigos, será no Badoca Safari Park, em pleno Alentejo (Vila Nova de Stº André), entidade que estabeleceu um acordo de parceria com a Acrenarmo.

É um local muito bonito, onde a natureza é o elemento mais marcante.

A escolha do local foi propositada, de modo a permitir a muitos reverem alguns animais africanos, e não só, em estado selvagem. Animais como avestruzes, búfalos, gamos, girafas, gnus, impalas, muflão, palancas negras, tigres, veados, zebras, chimpanzés, babuínos, águias, falcões, burros, cabras, cangurus, iaques, lamas, ovelhas, papagaios, araras, catatuas, iguanas, tucanos, cegonhas, flamingos, lemures e muitos, muitos mais, farão as delícias de todos.

Também esta escolha visa permitir e incentivar as gerações mais novas para que se juntem a estes convivíos por forma a partilhar as experiências e vivências dos mais velhos. A convivência de gerações foi aliás uma das nossas principais motivações.

Por isso mesmo, pedimos a todos que divulguem junto dos amigos de longa data, e que apareçam com os filhos e netos neste convívio que, estamos certos, será do agrado de miúdos e graúdos.

Ambanine e Kanimambo

Acrenarmo



O Parque abre às 10h00, encerra às 18h00. Último safari é as 17h00.



HORÁRIOS DAS ACTIVIDADES

Safari:

Marcação por ordem de chegada / Saídas regulares.

Duração aproximada de 1 hora.

Apresentação de Aves de Rapina:

- 11h00 / 14h30

Duração aproximada de 30 minutos.

Sessão de alimentação dos Lémures:

- 11h45 / 14h00

Duração aproximada de 30 minutos.

Rafting Africano:

- 14h30-15h30


Por uma questão de logistica, apenas são aceites pagamentos por cheque ou vale correio



EMENTA

Entrada

Creme de Legumes



Prato Principal

Bifinhos c/ Cogumelos



Sobremesa

Salada de frutas



Couvert:

Pão, manteiga e azeitonas



Bebidas:

Vinho branco, tinto ou sangria (1 jarro/2 pessoas), sumo, água e café.

(Composição da Ementa: Couvert+entrada+1 prato+sobremesa+Bebidas)



Quem quiser ir carregado com cesta de piquenique, poderá fazê-lo, pois existe parque de merendas. No entanto, a Acrenarmo e o Badoca Safari ParK, não se responsabilizam pela guarda de objectos durante o Safari.



As inscrições são até 30/06/2010

Apenas são aceites pagamentos por cheque ou vale correio

De de 30/06/2010 a 10/07/2010 o valor terá uma penalização de 5,00 €/pessoa

Depois de 10/07/2010 não serão aceites inscrições



Para quem quiser deslocar-se de autocarro, os nossos amigos mensionados em seguida, disponibilizáram-se para nos ajudar e organizar o transporte.

De outros locais ainda não mensionados, agradecemos a vossa ajuda e disponibilidade.

Iremos indicando no nosso blog outras informações que surjam.

Por favor entrar em contacto o mais breve possivel.

• ATENÇÃO: O transporte não está incluido na inscrição.


Algarve............................Virgílio Comenda Pina......................... 965046455


Braga............................... Armando de Oliveira E Castro............ 966723945


Caldas da Rainha............. Isabel Seno (até 25 de Junho) ……... 919515995


Coimbra.......................... António Almeida (Tonito Almeida).. 967088533


Évora ...............


Guarda .............


Leiria............................... Graça Gaio ( ACRENARMO ) ............ 919889640


Lisboa ..............


Porto ...............


Setúbal .............


.......................

terça-feira, 22 de junho de 2010

Histórias de um passado em Moçambique - "Sou Feliz"

Sou Feliz

Sou Feliz porque nasci em Inhambane
porque Inhambane é o meu chão
porque é a Terra da Boa Gente
e Terra da Boa gente significa na Língua Gitonga "entra para dentro de casa"
convite que os habitantes fizeram aos portugueses que ali aportaram
para se resguardarem da chuva e Camões canta em "Os Lusíadas
porque a minha Língua é a Língua Portuguesa
porque a Língua Portuguesa me deu uma Pátria
porque chapinhava nas águas da chuva ao sol e ao vento
porque depois apanhava filária tratada com cortes de lâmina e banhos de águas de plantas africanas colhidas no mato
porque apanhava matacanhas curadas com cinza quente depois de tiradas com um alfinete por desinfectar
porque andava descalça na areia a ferver sem me importar com os picos bem afiados
porque comia mangas verdissimas que provocavam febrões a valer
porque comia comia jambolão ,cigoma,zirriva,maçãzinhas ,moranguinhos bem maduros da ganga ou verdes com peixe
porque saltava o muro das minhas vizinhas "nunos"que me davam linfete e bolinhos de coco
porque fui mãe de cinco filhos todos amamentados com chá de ganga ,amargo como fel que me punha os seios como cabaças
porque assim tinha leite com fartura sem que beber cerveja preta que detestava
porque deste modo o leite nem encaroçava os seios
porque durante seis anos guiei à revelia
porque fui criada entre africanos com quem joguei à bola e fugia para a praia à cata dos caranguejos verdes
porque sou do tempo do xitimela até Inharrime para aí se apanhar uma camioneta "o tornicrofe"semelhante a uma carrinha celular todinha em ferro e com janelinhas no topo para aliviar o calor dos viajantes
porque fui aluna do Colégio das Freiras Franciscanas onde aprendi Francês a sério com uma freira educada no Sacré Coeur em França
porque sou do tempo do XINKWERRENGUE aos sábados onde os brancos iam dançar com as meninas da cor do ébano à socapa da família tranquila em casa
porque o meu molungo engenheiro ,um agnóstico ferrenho mas um humanista de verdade nunca levou uma quinhenta pelos projectos para igrejas,mesquita ,escolas,colégio,maternidades ,poços para os africanos ,maternidades
porque tive um pai de "letras gordas"que no primeiro dia que dei aulas me disse para nunca me esquecer que nascera num país de muitas raças e religiões e pelo facto de ser branca não tinha o direito de me impor ,mas respeitar as diferenças
porque tive uma mamana que me criou e só queria que a sua "sanana "viesse para o xilunguine dos brancos de primeira
porque o cipaio Geremias me adorava e não dizia à minha mãe que estava num galho a comer amendoas vermelinhas cheias de fios saborosos
porque fisgava as galas galas de cabeça azul a passarinharem pelos muros
porque cada filho plantou uma árvore
porque o mainato Júlio corria pelo quintal com o meu filho para respirar nos acessos de tosse convulsa
porque em Inharrime há poços de petróleo selados desde 1948 pela Golf Oil
porque fartei -me de ver pombos verdes a esvoaçar de coqueiro em coqueiro no Mocucune
porque sou branca de segunda classe
porque fui professora de alunos que hoje ocupam cargos políticos no Moçambique Moderno
porque tenho paludismo crónico que de tempos a tempos me dá noticias
porque vi tubarões velozes ,dugongos,peixes voadores,peixes sapos ,magajojos a espichar ranhecas sempre que pisados armados em espertalhões para não serem caçados
porque comi maningue mandioca torrada e cozida ,matapa,bagias maningue chamussas ,casquinhas de caranguejo ,linfete ,torradinhas de sura ,coco lenho com acúcar ,castanha de cajú a estalar debaixo de uma chapa de zinco
porque as minhas amigas eram brancas,pretas,mulatas e mussulmanas
porque andei de batelão ao ritmo da "Maria Tereza zikuta
porque os madalas e cocoanas eram respeitados
porque o meu filho mais velho não fez aquela guerra inútil que só serviu para mutilar corpos e almas
porque vivo num país onde toda a gente ralha e com razão
porque nunca fui uma" burguesa empatée"
porque o artigo 4ºdos acordos se esqueceu de "respeitar bens e pessoas"e aprendi a comer o pão que o diabo amassou
porque tive a capacidade de sobreviver à marginalização
porque fui conotada como "colonialista"sem o ser
porque este País aprendeu a lição e lutou com garra pela causa de Timor
porque ainda viajei na frota colonial por mares nunca dantes navegados
porque este país continua a ser um País "mais desvairadas gentes"
porque sei onde fica a Ponte Salazar
porque também sei cantar "Vila morena"
porque prezo o respeito pela instituição ESCOLA como fonte do SABER
porque ainda tenho respeito por valores humanos
porque revisitei INHAMBANE onde fui carinhosamente acolhida
porque visitei "pertenças minhas "com estoicismo
porque nada posso fazer pela mediocridade ,nem pelos pavões de brutas bombas .

Sou realmente feliz por estar viva ,sã e ser uma avó de netos que me amam

SOU REALMENTE FELIZ.

Maria Fernanda de Sá Pires

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Kanimambo Moçambique

Kanimambo Moçambique
Kanimambo…
Pelas maravilhosas recordações
Que bem gravadas foram ficando
Cá dentro dos nossos corações…

Kanimambo…
Pelo fantástico espectáculo sedutor
Que nossos olhos se deleitaram
Com as fabulosas acácias em flor…

Kanimambo…
Pelo cheirinho a terra molhada
Com a chuva da madrugada
Ao som do estrondear da trovoada…

Kanimambo…
Pelas frutas tropicais de singular sabor
Como as belas tangerinas de Inhambane
Ou os sumarentos cajus de avermelhada cor…

Kanimambo…
Pelo gostinho de uma manga com sal
Pelas “tsintshivas”, hum! … que saudades
Pela água de coco tão divinal…

Kanimambo…
Pelas deliciosas maçarocas assadas
Que comprávamos em qualquer rua
Bem quentinhas, estaladiças e douradas…

Kanimambo…
Por aquele marisco sem igual
Pelo sabor duma gelada “Laurentina”
Por toda esta dádiva substancial…

Kanimambo…
Pelo Bazar, onde o cheiro das frutas
Dos legumes, do peixe e das especiarias
Se misturava com a algazarra das labutas...

Kanimambo…
Pela beleza do cantar dos xiricos
Pela ternura dos macacos do Parque de Campismo
Que nos roubavam os chocolates… que mafarricos…

Kanimambo…
Pelo enorme privilégio
De neste paraíso ter nascido
Me sinto como um ser egrégio…

Kanimambo…
Pela vivacidade do olhar daquelas crianças
Com as bocas escancaradas a rir
Traz-me à mente tantas lembranças…

Kanimambo…
Pela alegria das exóticas “tombazanas”
Carregando às costa seus rebentos
Envoltas em garridas “capulanas”…

Kanimambo…
Por tantas manhãs de Domingo
Passadas nessas idílicas praias
Jogando futebol, convivendo e se abrindo…

Kanimambo…
Pelas cores do esplendoroso sol africano
Pelas praias de tão transparentes águas
Pelas areias brancas junto ao Índico oceano…

Kanimambo…
Por aquela imagem do “4 Estações”
Que recordo com muita saudade
E ficará na memória de várias gerações…

Kanimambo…
A todos que ajudaram a construir
A mais linda cidade de África
Que jamais deixará de nos atrair…

Pela muita alegria, emoção e felicidade
Por um respeitoso e saudável despique
Aqui eu digo com sincera humildade:
KANIMAMBO MOÇAMBIQUE

Luís Pestana
Setembro 2009

Nota: Escrevi estes versos, inspirados a partir de um e-mail, em prosa, que recebi de uma ilustre desconhecida, que dá pelo nome de BELITA, datado de Março de 2009!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Exposição sobre Romão Félix na Acrenarmo - Vida e Obra


Quem nunca ouviu falar de Romão Félix? A maior parte das pessoas conhece-o por "Parafuso". Personagem que marcou várias gerações que de algum modo viveram em Moçambique com a sua boa disposição, sempre com um sorriso no rosto e encantando todos os que o rodeiam.


Mas a história de Romão Félix não foi só o "Parafuso", foi... menino, estudante, homem da rádio, e muito mais....

A Acrenarmo irá realizar a 1ª exposição homenageando este homem que para alguns é um símbolo da sua passagem por Moçambique, para outros será sempre o "PARAFUSO", para nós, é um grande HOMEM!

Ele irá estar presente no dia 13 e 14 de Março para a abertura da exposição que se irá alongar até 21 do mesmo mês.

Vem prestar a tua homenagem ao Romão Félix. Ele merece!

Entrevista de José La Féria (Rádio Sim) a Romão Félix em 02/03/2010

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

25 Anos da Acrenarmo


No passado dia 12/12/09 juntaram-se na Quinta dos Lagos para a comemoração dos 25 anos da Acrenarmo - Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique, mais de 200 pessoas para um almoço convívio. Foram muitos os amigos e personalidades presentes, dos quais destacamos Enoque João (presidente da Casa de Moçambique), Romão Félix (o tão amado “Parafuso”), Ducílio Sapinho (Sócio n.º1 e Co-Fundador da Acrenarmo) e muitos outros amigos detêm igual importância.


Paulo Batista, presidente da Acrenarmo, e Enoque João, presidente da Casa de Moçambique, debateram impressões e intenções de colaboração e parcerias futuras entre instituições ao nível de acções culturais e solidárias.

Durante o convívio, foi possível ouvir musica ao vivo e danças africanas, projecção de imagens de Moçambique e a tão esperada actuação do “Parafuso” que levou as lágrimas da saudade a muitos presentes.

Também a direcção da Acrenarmo, não deixou passar a ocasião de homenagear todas as direcções anteriores nas pessoas dos ex-presidentes presentes.

Ainda neste convívio, foi revelada a parceria da Acrenarmo com a empresa Coimbratur, que consiste na criação de condições favoráveis para que os sócios da Acrenarmo beneficiem de vantagens financeiras, e programas exclusivos de viagens nacionais e internacionais.

Neste âmbito foi apresentada aos sócios, no âmbito do 25º aniversário da Acrenarmo, uma viagem para o mês de Abril de 2010 a Moçambique que promete afogar muita saudade a quem sonha lá voltar.

Assim, as mais de 200 pessoas que estiveram neste convívio deixam, como pronuncio para o próximo evento uma adesão ainda mais notória e significativa.

Nota:  reportagem fotográfica do lado esquerdo do blog, à qual vamos juntando as fotos que os convidados forem mandando.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

25 Anos -- A C R E N A R M O




Caros Sócios e Amigos.

Este ano, como sabem, a Acrenarmo comemora as suas Bodas de Prata e como tal, não poderíamos deixar de assinalar esta data tão importante para nós que, ao fim de 25 anos, ainda procuramos manter a chama da amizade e saudade, acesa.

Ao longo destes anos foram muitos os eventos que se realizaram, foram muitos os amigos que reaproximámos, foram muitas alegrias que partilhámos.

Queremos que estes 25 anos não se esgotem e que mais 25 venham.

São muitos aqueles que nos viram nascer e crescer, alguns já falecidos, de outros perdemos contacto, e outros ainda, como é o vosso caso, são os que mantém este estado de espírito vivo de modo a perpetuar o convívio, e é isso mesmo que se pretende.

Pretendemos conseguir uma participação inesquecível. E é nesse sentido que quero contar convosco, dando a conhecer aos amigos e conhecidos este evento e ajudando-nos a chegar a quem não temos o contacto. Também a aproximação da geração mais nova é fundamental, pois é ela que dará continuidade a esta projecto.

Assim, é com todo o prazer que vos convidamos a fazer parte da nossa Festa dos 25 Anos da Acrenarmo, que se vai realizar no dia 12 de Dezembro 2009 (sábado) em Leiria, mais propriamente na Quinta dos Lagos em Vale do Horto (GPS: 39.689389/.8.840083). É uma quinta com excelentes condições e muito bonita como poderão ver no endereço: http://www.quintadoslagos.com.pt/



Junto anexamos o cartaz do evento, que poderão imprimir e afixar em locais com visibilidade e assim ajudar-nos na divulgação.

Mais solicitamos que estejam atentos ao nosso blog: http://www.acrenarmo.blogspot.com onde vos manteremos informados de eventuais alterações e/ou informações adicionais.

Vamos neste tempo que resta trabalhar no sentido de complementar a nossa comemoração com alguma animação possível - projecção de fotografias de Moçambique e vossas (caso o pretendam), musica ambiente; enfim, tudo faremos para que a festa seja inesquecível.

As inscrições poderão ser efectuadas a partir de hoje. O respectivo pagamento poderá ser efectuado por cheque, vale postal, numerário, e transferência bancária (NIB: 003503930005937743113), até ao dia 30 de Novembro 2009.

A acompanhar a inscrição deverá enviar o nome dos inscritos, morada, contacto telefone/telemóvel/email.

Assim, despedimo-nos com muita amizade e com um grande Kanimambo por estes 25 ANOS.

Paulo Batista

Presidente da Direcção

Pré - confirmações:
.
Adérito Rodrigues

Afonso Marques Jorge
Alberto Afonso Martins
Amadeu Henriques
Ana Cristina de Almeida Batista
Ana Maria
Ana Maria Fraga
Ana Sousa Rodrigues
Anabela Costa (Belita)
António José Cotovio Barbosa
António Alberto Santos Monteiro e Ester Lopes Loureiro Monteiro
António Antunes
António de Sousa Vieira
António Germano Alves de Oliveira Pires
António José Almeida e Fernanda Veiga Ribeira Almeida
António José Marques de Almeida e Anabela Cascão Ferreira de Almeida
António Manuel Neves Andrade (Mutarara)
António Mondino
António Pereira Parente
António Vieira Costa e Maria Luisa Costa
Arlindo António Rodrigues Pereira
Armando Marques Jorge
Arnaldo Duarte Araújo Borges Ferreira (Sacras)
Arnaldo Viriato T.Melo Egídio
Belinha Sapinho
Cândido e Arlete Guarda
Carla Maria Rajão Marques Jorge
Carlos Augusto Sil e Guilhermina da Luz Mesquita Sil
Carlos Santos Silva
Catarina de Brito
Celestino Ferreira Gonçalves
Cláudia Marisa Salgueiro Nascimento
Cremilde Costa e António Costa (100 anos)
Dário
Darwin Cardoso
Diamantino Brás Franco
Dinis Oliveira Marques
Ducílio Gonçalves Sapinho e Esmeralda Sapinho
Fernanda Batista + Maria Cândida Perdoso + Graciete Gouveia
Fernando Bernardo Carvalho Alfredo
Fernando Braamcamp Mancellos e Vasco Sousa Pessoa de Andrade
Fernando e Olga Loureiro
Fernando Esteves
Fernando Pereira Rodrigues
Fernando Póvoas
Filinto Eduardo Couto e Joaquim Sucena Pereira
Guilherme José Esteves Gomes Sousa e Amélia Pontes
Helder Chande
Helena Raposo
Helena Sapinho
Henrique Lopes
Hermes João Pereira Cruz
Hilário Conceição
Horácio Pedrosa
Idílio Alves Pereira
Isabel Maria Seixas da Cunha Seno
João Lopes Courela e D.Lurdes
João Luis Rodrigues Vieira
João Marques Gomes
João Monteiro Silva e Maria Teresa
João Sousa Anjos Pinto e Elisa Pereira Oliveira Sousa Pinto
Joaquim da Ponte e Ivone Maria S.Ponte
José
José Alberto Carvalheira
José Coimbra
José Espirito Santo
José Filipe Simões Dias
José Francisco Martinho Santos
José Henrique Nunes Simões
José Maria Matos Dias Teixeira
José Reinaldo Mendes
Júlio Torre e Noélia
Laura Hed
Laurinda Fernandes
Leonardo Castro da Mata
Lígia Antoniotti
Lisete Arade
Luis Fernandes Faria
Luis Manuel Henriques
Luisa Maria Rajão Marques Jorge
Manuel Guilherme Almeida
Manuel Lourenço dos Santos
Manuel Romão Felix e Manuela Félix
Margarida Silveira
Maria Alice Ribeiro Ruivo
Maria Chiu
Maria Cremilda Fernandes Dionisio Salvador
Maria da Conceição Franco
Maria da Graça Pereira dos Santos Gaio Fernandes
Maria de Lurdes Vieira Silva Carriço
Maria Emilia Moreira
Maria Fernanda Baxis Garcia de Sá Pires
Maria Fernanda Vasconcelos
Maria Gabriela F.F.Ribeiro Correia
Maria Graça Moreira
Maria Helena Rodrigues Marques
Maria Isabel Campos de Almeida Batista
Maria Julia Santos
Maria Luisa Gil Barreiros e Joaquim Neves
Maria Lurdes Gonçalves
Nelson Castro
Noémia Domingues
Odete + Marilia
Paula Azevedo
Paulo Batista e Teresa Malaquias
Paulo Maio e Alvaro Maio
Paulo Santos Silva
Raul Ferrão e Maria Manuela Ferrão
Ricardo Chibanga
Rodrigo Paz
Rosa Maria Ribeiro Santos
Rui e Milú Simões
Rui Martins
Sara Mulinde
Suzana Serrano
Teresa Amorim
Tonito Almeida
Victor Manuel Ruivo da Cunha
Victor Manuel Violante Roberto
Viriato Silveira
Vivaldo Ferrão + Herminia Costa


Ementa:

Recepção de Boas Vindas

Aperitivos Sólidos:
Mini Rissóis de Marisco
Mini Rissóis de Carne
Tâmaras c/ Bacon
  Bolinhos de Bacalhau
Canapés Variados
Croquetes
Folhadinhos de Salsicha
Frutos Secos
Salgadinhos Variados
Churrasco misto
Pizas

Aperitivos Líquidos:
Espumante ñ Doce
Gin Tónico
Vinho do Porto
Moscatel
Martini
Sumos Variados
Água Mineral
Whisky Novo / Velho
Richard
Sumo Natural Laranja

Ementa p/ Almoço:

Sopa:
Sopa de Peixe

Prato de Carne:
Medalhões de Vaca c/ molho Vinagre Balsâmico
Acompanhamento: Batata à Padeiro; Arroz Árabe; Brócolos

Bebidas:
Vinho branco/tinto/verde
Sumos variados
Cerveja
Água mineral
Sumo natural de laranja

Sobremesa:
3 Maravilhas

Café com bolinhos da Casa

Digestivos:
Licor whisky
Ginginha caseira
Vinho do Porto
Aguardente velha caseira

Lanche:
Caldo Verde; Fritos (Chamuças, churrasco); Frutos Secos (pistáchios, amendoins); Pão


Preço por pessoa é de 25,00€


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Dos 3 aos 11 anos 50%
Maiores de 11 anos 100%

sábado, 5 de dezembro de 2009

Histórias de um passado em Moçambique - "A fonética do amor"

"Olá

Uma amiga falou-me do vosso desafio, e assim desafiou-me. Não resisti e contei aquela que de todas as minhas histórias moçambicanas acho que é a mais bela. É uma história de amor.

Carlos Gil

Alverca
5 de Dezembro de 2009 "
 
 
A fonética do amor


Pedem-me que conte uma história pessoal e marcante passada em Moçambique, de forma curta e intensa, como se com tais coordenadas fosse possível condensar o fogo fazendo-o luzinha e limitar o estremecimento quando um desafio assim é proposto. É que – foi inevitável pois foi marcante, ó se foi!... – o que me veio logo à memória é uma história de amor. A minha história de amor predilecta, o love story cuja bobine aninho com o carinho que dedicamos aos momentos mais belos das nossas vidas.


Recuando ao seu princípio, hoje acho que me apaixonei logo que a conheci, que com ela brinquei, ri e chorei, pois foi sempre em sua companhia que cresci. Dos sete aos vinte anos, dito com a precisão dos registos, então vividos sem noção de tempo além da mudança dos calções para calças boca-de-sino, hoje com a lenta minúcia com que nos recolhemos quando revisitamos o tempo das mais doces memórias.

Era um namoro descomprometido, que do meu amor por ela vivia-o no dia-a-dia com a naturalidade de sempre o conhecer, ser simplesmente assim, e, ela por mim, suspeito, com a gaiatice malandra das meninas namoradeiras, cortejadas por todos e capaz de a todos conceder o seu sorriso especial. Eu juro que tive os meus, juro-o porque o senti quer nos momentos que o rubor dos sorrisos íntimos e a discrição silenciam, quer em todos os restantes, dias, noites cheias e quentes que vivíamos intensamente, lado a lado em todas as ocasiões. Viver maiúsculo, chama-se quando se é jovem e chamo-o ainda hoje assim. Ser feliz.

Éramos jovens e ela muito bela. Atrevida, orgulhosa e vaidosa da sua beleza, e qual a bonita rapariga que não o é, que não exibe o volume dos seus seios como se fossem colinas na paisagem, que, gaiata e feliz, não solta mais um botão da bata do liceu para que se veja mais um pouco das suas lindas pernas, longas e elegantes, e olhá-las é perdermos o sentido do tempo e tudo o mais, como se em cada centímetro de veludo revelado fosse mais um passo numa longa avenida, a do crescer. As suas feições, ocidentais de arquitectura e de traço moderno com um ou outro pormenor clássico que lhe realçavam a beleza (aquelas covinhas quando sorria, ó deuses…), eram apimentadas pelo tom moreno da pele, bem além daquele que o sol nos grava quando nos namora, tão lindo, tão lindo, que só consigo dele dizer que com ele ela era eroticamente selvagem, enlouquecendo-me hoje de desejo em voltar a acariciá-la quando fecho os olhos e na memória a contemplo, linda como a mais linda das princesas.

Sim, ela era bonita, lindíssima, mas achava-o natural e acho que na altura até acreditava que todas as moças seriam assim como ela, perdidas de lindas. Mais tarde, depois dos tais vinte’s, tive outros namoros e até uma ou outra paixão, mas só então percebi que o adágio que diz que não há amor como o primeiro se lhe colava com plena justiça, que moça mais linda ainda não vi, e amor igual lamento mas ainda não me visitou e eu senti.

Olhando hoje com a minúcia da saudade o seu rosto e perfil, que seduziam todos que a conheciam – sei-o e sem ciúmes, ela era simplesmente assim! reconheço que para o conjunto ter ganho tanta beleza não era estranho – felizmente não! a mistura de sangues que herdara e nela se consolidava como a mais bela do mundo, tal qual cidade que eclode na paisagem com tal elegância e dinâmica e arrasa o que a rodeia, prendendo atenções, olhares e caminhos, minimizando as restantes belezas assim chamadas propriamente de limítrofes pois, filha assim do Homem sobrepõe-se às belezas naturais. Ela era simplesmente a mais bela, a moça mais bonita entre todas, e nós namorávamos sem de tanto me aperceber bem além da felicidade de fruí-la, que a demasia quando é nossa não incomoda, e ela era minha, tinha-a, minha quase desde que me lembro e me conheci. Dos sete aos vinte, recordo e sorrio com carinho.

Nem me ralava que fosse algo frívola, já o disse, não me fazia comichão que catrapiscasse o olho e sorrisse a todos que a olhavam, que não fosse esquiva nos beijos que aceitava, que o meu amor não fosse único, pois, quando se voltava para mim e me olhava, me mimava, eu sentia-me como se o fosse e era feliz. Quando se tem uma paixão assim, um amor enorme, gigantesco, qual a admiração por ele extravasar convenções, para quê complicar? O seu gordinho era enorme mas eu sabia que nele estava o meu melhor cantinho, e quando a olhava e via o sorriso retribuído, a carícia partilhada, tudo o mais se apagava e as ruas ficavam desertas e eu era o seu único príncipe, como se naqueles momentos de ternura eu fosse o único habitante daquela cidade imensa e linda que era o seu coração.

Foi assim. Eu chamo-me Carlos e ainda estou apaixonado, reconheço. O nome dela, da minha princesa moçambicana, é lindo como ela é e certamente será sempre, mesmo que por coisas da vida tenha adoptado no registo civil outro, consentâneo com uma nova situação legal. Chama-se Eleéme, quente como ela é, e pronuncia-se com os lábios terminando num beijo lento, final sempre feliz quando se tenta a fonética do amor.


Publicada por Carlos Gil aqui.

RÁDIO MOCIDADE - Lourenço Marques - 1967-1974


Rádio Mocidade, emissora do Liceu Salazar em Lourenço Marques , pode ser considerada como uma experiência pedagógica bem sucedida dos anos 60/70 antecipando, em uma dezena de anos ,a ideia de abertura da Escola ao meio onde está inserida. Para além de ocupação dos tempos livres dos alunos do Liceu, a R.M. abriu-se a outras populações escolares,incluindo a universitária e pós-laboral, bem como a toda a população em geral . Será a história desta emissora que me proponho contar: as dificuldades do arranque ; a falta de meios materiais e pecuniários ; a descrença no projecto por parte de " velhos do Restelo"; a vontade dos jovens ; o êxito e o sonho que não se pôde concretizar . Tudo o que afirmarmos será comprovado por fotografias e pela transcrição de notícias da imprensa da época ,devidamente identificada. É assim um comprido blog que não se tornará compacto devido ás inúmeras fotografias que intercalam o texto e que foram obtidas pela amabilidade de particulares. Terminaremos com uma referência a um almoço que ocorreu 34 anos depois da emissora encerrar e que juntou , em Lisboa,alguns dos jovens, agora de cabelos brancos e talvez avós.


Publicada por Joaquim A.A. Nogueira em http://radiomocidade.blogspot.com/