Consulte a nossa lista de sócios e junte o seu nome a esta família.
QUEREMOS QUE SE MANTENHA POR PERTO.
Traga um amigo!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Quem sou? - de Maria Fernanda de Sá Pires

quem sou?




nome-Onda do Mar
idade-milenária
data de nascimento-qdo conheci alguém que Deus como prisioneiro tem não sei onde-na Floresta das Sombras?
naturalidade-Terra do Mar Longe
minha vida-marés vazias de afectos
endereço-meu coração
minha sorte-Solidão
minha luz-pálida desde o amanhecer
meu desespero-nunca ouvi :"és a mulher da minha vida"
meu pensamento-Presença /Ausência
uma música-sonata ao Luar de Beethoven
um sonho-Amor
um nome-Silêncio
uma recordação-"vou deixar-te,"humildemente num abraço muito abraçado.
uma verdade-sou uma derrotada
uma realidade-mágoas
minha vida-esperar à beira mar da Terra do Mar longe
meu destino-PARTIR para Voltar de novo com outra missão- Ser feliz

Maria Fernanda de Sá Pires -Maria de Inhambane

terça-feira, 13 de julho de 2010

Histórias de um passado em Moçambique - "Um susto valente"

Numa bela noite como tantas que tinhamos em Lourenço Marques, eu mais um colega e amigo da Firma onde ambos trabalhávamos fomos tomar um copo de fim de tarde ao Miramar, conversa puxa conversa ali ficámos até sensivelmente às 08 da noite, combinámos então ir jantar à Costa do Sol, como ainda era cedo, fomos parar um bocado para conversar nos chamados pinheiros onde muitos casais paravam uns para namorar outros simplesmente para conversar.


Certo é que nós nessa noite estranhamos nesse lugar haver muito pouca gente e carros (o que não era costume) mas, não ligámos ao caso pois quem não deve não teme...acontece que quando estávamos já um bocado longos na conversa o meu amigo começou a ver uns movimentos estranhos do meu lado e começou a ligar o carro e na altura em que iamos arrancar deitaram a mão à minha porta mas não conseguiram abri-la bateram com a catana no carro, e, mais aflitivo ainda o carro começou a enterrar na areia ele meteu o acelerador a fundo e como eu costumo dizer que fo Deus que nos deitou a Sua Mão pois o carro começou a andar conseguindo desembaraçar-se da areia que o prendia e conseguimos sair dos pinheiros e pomo-nos instantemente na estrada...eu tremis e sentia-me paralisada, nem eu nem ele conseguimos articular palavra por uns largos momentos, isto eram para aí uma 9.15 da noite no ano de 1976, pensei que já não viria a minha filha de 4 meses e meio e que nunca mais sairia de Lourenço Marques pois que já tinhamos passagem marcada para vir para Portugal, posso dizer que só este momento de estar a relatar este drama continuo a ficar aflita e sem forças pois a aflição nessa noite foi brutal, e já agora posso dizer que com quem estava era o pai da minha menina e estávamos a conversar sobre ele assumir a filha o que veio acontecer para depois indo cada um para seu lado, hoje sou feliz com o homem com quem casei há 21 anos, temos 2 filhos lindos, a outra minha filhota já está casada tendo ela 34 aninhos.

Meus amigos espero ter contribuido com a minha veridica história e espero que ela esteja bem contada, mas muito sinceramente ainda me sinto aflita só de falar.

Muito obrigada

Bem hajam

Paula